22 de outubro de 2009

Três minutos não é pouco?!?!


Oh Chávez...
Havias de ter um cabelo de (para lá de) 30cm! Aí vias de que te serviam 3 míseros minutos...
Realmente a cena de não cantar no duche até te dou de barato porque cantar pode cantar-se nos restantes 957 minutos do dia (já estão descontadas 8h de sono).
Toda a gente sabe que eu tenho um apreço especial pelo banho, pelos momentos anteriores e posteriores a este tão saudável hábito. Ainda mais porque - e esta é uma descoberta recente - o meu champô diz, e passo a citar: "UM VERDADEIRO MOMENTO DE PRAZER - Descubra o prazer de uma textura cremosa, untuosa e fundente."
Quem é que, lendo isto, resiste a querer protelar o fim do banho indefinidamente? Eu não sei quem escreveu tão belos vocábulos, mas tirem o Nobel ao Saramago e entreguem-lho a ele, sff.
Ora, se uma pessoa for  como eu facilmente sugestionável e excitável até pelo vento*ao ler estas palavrinhas TODO O SANTO DIA, só tem vontade de ficar a experimentar o prazer absoluto da tal textura cremosa (nhaaaami), untuosa (sim senhor!) e fundente (fundeeeeeente!!!).

Ou seja, Señor Chávez, três minutos de prazer não são suficientes!

Apresento aqui duas alternativas muito mais salutares:
1. Save water - shower together. Não precisa de grandes explicações: são dois no mesmo banho. (At least). Indo o casal para o banho ficam as costas muito mais lavadinhas, as pessoas mais mimadas, mais animadas,...Só vejo vantagens. 
2. O so called "banho à gato", que pode começar por uma qualquer extremidade. Mas este "banho" só resulta se houver um kitten bem treinado e totalmente submisso* para tal...
Duas medidas simples que promovem a sustentabilidade e a saúde do ambiente. E das relações, já agora.
Digam lá se daqui não vêm boas propostas?
______________
* Sempre quis utilizar o rasurado. É lindo.

20 de outubro de 2009

Nomes que eu não gostava de ter



Em primeiro lugar, «Marta», porque é nome de animal. Não percebo que moda foi esta de dar nome de animal a pessoas. Daqui a pouco chamamos aos nossos filhos e netos minhoca ou cadela ou panda. Não é justo!
Depois, aqueles nomes importados dos sítios onde os nossos tios foram imigrantes, como «Bianca» (que só é válido se a rapariga for caucasiana. E ariana. De resto, não funciona) ou «Bionda» (vão chamar burra a outra, sim?!)
Agora, um fenómeno recente: pegar em substantivos comuns comuns1 e torná-los nomes próprios incomuns2. Exemplo? «Oceano». Temos o Atlântico, o Índico, o Pacífico e o preto. Não, não estou a confundir com o mar negro. É o outro, o Oceano da bola. Agora aparece uma figura na sociedade portuguesa que se chama «Oceana». Para quê, digam-me? Havia alguma necessidade?! A miúda até é gira - não merecia esta cruz…
E ao falar no oceano preto, lembrei-me de “mar negro”. E não é que «Mar» também é nome de gaja? De cada vez que a Mar come sardinhas, ouve: “Oh Mar, cheiras a peixe!”. Pronto, acho feio. Os pais deviam debruçar-se sobre estas coisas. Não é por acaso que se demora 9 meses pra nascer!
Uns espertalhões, para contornar a questão do nome «Mar», acrescentaram-lhe um “a”. Ora, «Mara» não é mais que «Oceano» no feminino. A Mara passa a vida toda a ser confundida com a «Maria», como se tivesse de repente passado pelos Queijinhos Frescos3 em “o que é que fizeste ao «i»? Tirei-o do lête e pus-i-o no caféi”…
Mas um nome que realmente nunca teria na vida é «Conceição»: “Ai é muito católico o nome e tal, muito bonito e o camandro”. Ai é?!?! Toda a gente sabe que «Conceição» é nome que deriva de “concepção”. E conceber é foder…
_________________________
1 - Está repetido de propósito
2 - Já se percebeu?
3 - Referência válida apenas a quem tenha mais de 25 anos. E mesmo assim, é tramada.

em branco


Numa relação há sempre um que manda. E depois há o outro.
Nas minhas outras relações eu era tu.




Apenas mais gentil.



14 de outubro de 2009

o-oh, not again...


Saio do banho.
Hoje não passo a trote pelo espelho; detenho-me à sua frente.
Reparo como sou bonita (muito mais do que me lembrava) e como me fica bem este tom escuro que os dias recentes de praia me trouxeram à pele. Só os três triângulos de pele imaculada denunciam a minha verdadeira tez.
Toco-me. Gosto do meu peito. É bonito. É bonito e simétrico. Este foi o teu adjectivo: “são tão simétricas”. E são, de facto. Não fossem os pequenos sinais salpicados aleatoriamente e pareciam desenhadas de propósito assim: gémeas verdadeiras. Mentalmente repito as palavras serenas proferidas pelo médico – “Mama direita: boa; mama esquerda: boa” – aquando da ecografia mamária, não há muitos dias. Sorrio-me. É bom saber que as minhas maminhas estão óptimas.
Rodo 90 graus sobre os calcanhares e atiro um olhar inquisidor aos glúteos. Contraio. Descontraio. Contraio. Descontraio. “Menos mal!, os cremes não resolvem grande coisa, mas o exercício tem surtido efeito”.   
Começo a pôr creme, deslizando de baixo para cima, com o pé apoiado no mármore preto da bancada da casa-de-banho. Dedico especial atenção aos gémeos que amiúde relembram a lesão do ano passado.
Toco tambor na barriga com as mãos cheias de creme e encho as bochechas de ar para parecer o Bucha. Hoje estou especialmente tola. É só porque estou feliz.

Parece que me encontro com mais frequência agora. Deixei os artifícios e os engordadores de ego. Estava farta de fast food para a autoestima. Alimentar-me dos outros e dos seus sentimentos é bastante mesquinho e, não obstante, algo comum. Só me serena saber que era uma estrada com dois sentidos e que aos outros servi causas com maior ou menor grau de nobreza. De deusa do sexo a esposa perfeita fui vestindo as peles que me serviam. E alternava conscientemente o papel, ao estilo Jekyll/Hyde para servir os meus propósitos. Como me sentia preenchida nas metas a que me propunha, proporcionava (como quem troca cromos) felicidade extrema às minhas companhias – que não souberam/quiseram crer-me quando dizia “eu sei que não és para mim porque eu não sou para ti; com esta info, ou ficas ou vais”. Invariavelmente ficavam.


“Puxa, que frio!”.
Fiquei a vaguear em mim tanto tempo que perdi o tento. Arrepio-me. Olho-me e gosto do meu corpo. Visto um top com costas à nadadora e reparo quão bem me fica nos ombros, como mos torna largos. Faço umas poses que julgo ter visto num qualquer concurso de culturismo, rodo-me para um lado e para outro de modo a ver mais ângulos desta paródia.
Lanço mais um sorriso ao espelho.
Gosto dos meus dentes. Quase perfeitamente alinhados. Alvos. Suficientemente imperfeitos aqui e ali para terem personalidade. A língua percorre a arcada superior da direita para a esquerda. Aproximo-me mais do espelho. Se a imagem do espelho respirasse eu sentir-lhe-ia o cheiro a mentol. Deito a língua de fora. Língua para dentro.
Reparo que tenho os lábios secos. Aproveito a mão ainda com vestígios de creme e esfrego a cara com alguma – pouca – delicadeza. Com o dedo médio na horizontal insisto nos lábios até ficarem mais suaves ao toque.
Toca o telemóvel.
Uma mensagem.
Tenho as mãos engorduradas e não posso mexer-lhe, not yet. Olho para o visor de soslaio e o teu nome está lá, à minha espera.
Visto apressadamente a asa delta e umas calças de desporto, como se envergonhada por me teres apanhado neste momento meu comigo.
Paro. Olho-me. Sorrio. “Merda, estou mesmo a apaixonar-me.”

13 de outubro de 2009

Ser ginecologista é coisa de macho?

"Esta é uma questão mais pertinente do que inicialmente parece. Uma resposta máscula, e tipicamente labrega, seria: “eh eh. É de homem é! Passava o dia a meter-lhe os dedos na…!” No entanto, não são todas que vão lá com dois dedos… de conversa. Por isso, uma análise mais profunda leva a outras introspecções. Chega-se assim à conclusão que há profissões extremamente desgastantes que podem estragar um casamento e ser ginecologista é uma delas. Se ser médico poder ser sedutor, ser ginecologista pode ser uma desgraça.

Segundo um estudo que foi inventado para este texto, a maior parte dos ginecologistas é homossexual ou é muito mau na cama, porque ninguém consegue passar o dia todo a ver vaginas, chegar a casa e querer ver mais uma. É como já diz o ditado “em casa de ferreiro, espeto de pau”, mas neste caso a mulher do ginecologista está tramada porque nunca verá espeto, pau, ferro ou seja lá o que for.

O ginecologista leva a profissão tão a sério que o sexo anal está fora de questão porque isso pertence a outra especialidade. Aliás, quando a mulher pede algo deste género ele prefere ligar a um colega para ir lá a casa e ver o que se passa. O prazer dos preliminares com um médico desta especialidade também é reduzido a um rasgo de insignificância. Aquilo que começa por ser um momento de prazer “manual” acaba num exame papa Nicolau. Fica claro que, nesta relação, a expressão “mete mais fundo” implica meter até ao cotovelo. Na realidade, a mulher do ginecologista prefere que o homem nunca use os dedos porque tem medo que venha a descobrir algum problema.

No entanto, parece haver algumas excepções. Num documentário sobre o famoso bordel texano Bunny Ranch relatou-se a história de um ginecologista que se desloca periodicamente ao bordel para examinar todas as meninas. Neste caso, ser ginecologista é quase como trabalhar no Centro de Inspecção Automóvel. Ver se há fugas, se há chapa amolgada e dar-lhe o selo verde. Com um bocadinho de sorte, ainda pode pedir ao dono para dar uma voltinha.

O pior é que para a maior parte dos ginecologistas não tem esta sorte. Por isso, passar o dia todo a ver vaginas também deve cansar, principalmente porque não são todas igualmente… apreciáveis. Se umas poderão estar prontas a estrear, com tudo no sítio, outras parecem uma camara de ar cheia de remendos em que se dá mais uma bombada e vai tudo pelos ares. Já para não falar da idade. Ter uma paciente de 25 não é a mesma coisa que ter uma de 75. E se a de 25 vai por obrigação, a de 75 irá porque mais ninguém tem coragem de ver o que se passa ali."


O autor é o famigerado António Raminhos!
Eu ía falar de uma outra profissão, a de esteticista, mas agora sinto-me ensombrada e só quando esquecer o brilhantismo do António é que escrevo! Prontos!!!

4 de outubro de 2009

É inútil Resistir



Este blog é de um senhor chamado Pedro M. que revela as experiências mais fantásticas da sua vida. E como o verificador de palavras é amigo dele, deixa-nos presentes como este.

Há dias assim... :) É inútil resistir...

Dance with me

Ainda não são 13h e já estou acordada há... bem, é só fazer as contas, visto que acordei às 6h!
Nestas sete horas (contei pelos dedos) já tentei dormir, já roguei pragas ao João Pestana, ja fui fazer uma corridinha de 25min e uns exercíciozinhos naquelas geringonças de exercitar os membros dos velhinhos que os autarcas colocam nos passeios próprios para o efeito, em ano de eleições.

Voltei para casa, liguei a música (pobres vizinhos) e fui pôr uma máquina de roupa a lavar. (Sim, porque a malta é engraçada e tal, mas a lida da casa não se faz sozinha e eu tenho muito bom corpinho para a cumprir). Como tinha a roupa do corpo para lavar, fiz um mini-strip pela casa e acabei nuazita na cozinha, com o detergente pequeno e poderoso (Skip, para quem não vê anúncios) a servir de microfone desajeitado!!

Tomei um banho quentinho, mimei-me e esfreguei-me e afaguei-me, pois então. Super creme no corpinho, deixar o cremezinho penetrar e continuar a dançar até "secar".
Secar o cabelito, arrumar a casa-de-banho que entretanto ja tinha bijuteria e ganchos de há três ou quatro dias, espalhados por todas as superfícies.

Uma horinha de massagem, interrompida por apitos e mais apitos de alguém que acabara de casar e seus amigos e família. Nessa horinha estava bem quentinha e sentia-me nas nuvens. Só saltei da cama quando começou a soar na rádio "Mama Do", da menina Pixie Lott, que me faz os músculos tiritar inadvertidamente. De tal modo que hoje posto também no Escala Cinza a mesma música, com a letra.




Ah, e o meu cabelo hoje está FAN-TÁS-TI-CO. (Achei importante partilhar.)


AINDA BEM QUE HÁ DIAS ASSIM, já dizia o Boss AC...



Um óptimo domingo para todos. KISSES FROM MARS!

2 de outubro de 2009

sai uma hamburga

Se há coisa que me arrepia os pelitos todos do braço é ouvir falar mal.


Não sou nenhuma Edite Estrela, até porque não nasci em Carrazeda de Ansiães, mas dá-me comichão nas mãos (e nem estou rodeada de mosquitos marados) ver gente a trocar o género às palavras. E a este estranho processo chamo “Semenyar” as palavras, tal é a dificuldade de perceber se a palavra é menina ou menino.

Vou dar exemplos para que percebam ao que me refiro:

Hambúrguer. Este é um clássico. Quantos de vós já ouviram: “Apetece-me mesmo UMA hambúrguer.”??? Pois, meus senhoras e senhores, hambúrguer é do género masculino. Pede-se UM hambúrguer. Do género feminino é, por exemplo, uma sandes.

E quando temos uma dor qualquer na barriga, surge logo um amigo ou amiga, daqueles que tiraram o curso de Medicina Geral pelo Planeta DE Agostini a bradar: “Isso é DA apêndice!”.

A mim dá-me logo vontade de lhes atirar bílis em jacto.

Senhores: é “o” apêndice.

E “a apendicite”; esta sim, uma condição feminina. (Não de ser exclusiva das mulheres, mas do género feminino. Carago… a palavra!)

Mas há mais…

Quando alguém diz: “Aquele gajo da minha turma é UM personagem…”, e outro alguém diz: “A MINHA personagem preferida dos Maias é o Carlos Eduardo”, quem é que tem razão?? Personagem é palavra para ser do género feminino ou masculino?

Bem, esta palavra é completamente Samenya. Pode ser uma ou outro, mas nunca será verdadeiramente nenhum…

Uma outra palavra que me tira o tesão é… TESÃO!

Então não é que há muito boa gente a dizer que tesão é “ela”? “Ui, a Pamela dá-me UMA tesão…”. Bem, nem sequer já estou a contar com o gosto duvidoso d@ personagem que profere tal impropério. Mas tesão é, mais uma vez, masculino.

Por fim, surge a palavra MANCHE. Ora, este “volante” não é A manche, mas O manche.

Do género feminino será, por exemplo, “a mancha”.

[Uma mancha como a que ficou no vestido da personagem Lewinsky por causa do tesão do Presidente*, que alegou que aquilo era maionese que escorregara do hambúrguer que ambos partilharam antes de lhe dar aquela dor no apêndice.]



E assim sim!! Assim se fala em bom português.



* “I did not have sexual relations with that woman, Miss Lewinsky…”

francesinha

Hoje andei com uma música na cabeça.
Hoje andei com França na cabeça.
E com França all over.


Hoje cheiro a isto...
Não sou nez, mas isto tem notas de magnólia e citrinos.
E dá vontade de comer-me.
É mesmo de chorar por mais.
Com isto posso fazer como a Marilyn fazia com o nr. 5.
:)






E cantarolo isto...
Não sou cantora, mas isto tem notas... boas. Daquelas que ecoam o dia inteiro.
E como eu canto mesmo bem, foi um dia animado!! :)


L'oiseau et l'enfant

ao jantar

Hoje abri o congelador e umas amêijoas vietnamitas disseram-me, num português perfeito, "come-nos". Ora, eu que sou moça bem mandada, saquei das ideias do sr. Bulhão Pato (a quem mando um grande bem-haja) e deleitei-me ao jantar. E que bem me souberam as amêijoas, o pãozinho e um Capri-Sonne MultiVitamin.


Depois de jantar e de arrumar a cozinha vim para a sala dançar e dançar e dançar. Com a vontade que já não tinha há semanas.
Hoje estou a celebrar qualquer coisa - só não sei bem o quê.

Mas sabe bem...

ontem



[cenário]

O calceteiro: Chefe!, que espaço deixo entre os basaltos?
Chefe: Sei lá, pah! Deixa a largura exacta de um salto alto...
Os dois: MUAHAHAHAH!!!

(Posso chorar?!? Eram os meus preferidos.)

1 de outubro de 2009

Com fra[n]queza

Gosto das palavras escritas.
Gosto do que fica, inexoravelmente, provado por cada linha e traço de tinta que alijo no papel. Gosto de escrever e riscar e corrigir e rasurar. Reler e ver que o que escrevi da 1ª vez não reproduziu com exactidão a ideia que fervilhava.
Bebo um chá.
Pela janela entra um sol raiado que bate na chávena, fazendo-me ver o vapor da infusão quente, as partículas mínimas de humidade esvoaçando em cornucópias.
Leio Henry & June.
Também eu viajo a meio das linhas, das letras. Tenho dificuldade em concentrar-me. Olho repetidamente para as unhas, para as mãos enquanto penso em mim e nos Henrys e Hugos e Junes e Jeans que orbitam na minha vida (ou eu na deles).
A espera mata-me. O café onde estou fica cada vez mais silencioso e dou graças por isso. Sem colheres a tinir, sem chávenas a bater, sem conversas ruidosas. Não ouço o que dizem as pessoas, apenas vejo as palavras articuladas a serem disparadas pela boca.
Sinto-me nauseada.
Estou aqui sem propósito. Alimento uma causa perdida. O costume.
Vejo gente doente. Que choraria, caso lágrimas lhes restassem. Vejo gente que desistiu. De bruços em cima da mesa procuram o auxílio que a mente já não sabe prestar.
Não me dói ver. Só me aborrece nada fazer.

Varro-os a todos para fora da minha ciência e continuo a ler.

"Tenho pensado em sítios onde deviamos ir juntos - lugarzinhos obscuros aqui e ali, em Paris. Só para dizer «vim aqui com Anaïs - aqui comemos ou dançámos ou ficámos bêbados juntos». Ah, ver-te mesmo bêbada algum dia seria um regalo. Tenho quase medo de sugerir isto - mas Anaïs, quando penso no modo como te apertas contra mim, com que vontade abres as tuas pernas e como és húmida, meu Deus, fico louco (...)"

16 de setembro de 2009

Insane

Não sou muito amiga de hospitais.
Hoje vi-me obrigada a ir a um e apercebi-me que ando a perder o que de melhor se faz em matéria de comédia em Portugal.
Estava um rapaz na sala de espera, junto ao guichet e chega uma rapariga, nos trâmites finais duma ida ao Hospital. Reconhecem-se, cumprimentam-se. Eu juro que o último nome dela não é Patrocínio, mas deve andar lá perto!
- Então? Estás bom?
(Ora, se o rapaz estivesse bom provavelmente não estava num hospital, de pulseira amarela no pulso, tinha-se levantado para te cumprimentar e não estava agarrado à barriga como se estivesse grávido…)
- Não, nem por isso. Tenho uma dor estranha no estômago e vomitei o pequeno-almoço.
- Ahahah. Sabes que isso costuma dar três dias antes de se morrer?
(Fosga-se, oh amiga, se já estás despachada podes ir andando? É que não estás a ajudar a animar o espírito de sala de espera de Hospital…)
- Olha, e a tua tia?
(Ah, finalmente uma pergunta que não tem a ver com doenças…)
-…Está melhor?
(Pooooooorra!!! Não podias estar calada?)
- Pois… Ela já estava muito mal, sabes? Faleceu há duas semanas.
- Desculpa. Não sabia.
- Não faz mal. Sabes, é a vida.
(Aaaaaaaaaaah! Já percebi!! Estão os dois metidos nisto. Onde é que estão a câmara de filmar e o Nuno Graciano?! “É a vida”?! A vida?!?! Não, amigos. É exactamente o oposto…)
- Olha, mas desculpa. Não fazia ideia. Os meus pêsames. Sabes, é que o mundo é mesmo injusto.
(Boa! “Pêsames”?? Estamos a começar a fazer sentido! Já gosto mais de ti; mas se o mundo fosse bom e justo tu tinhas um cadeado na boca. E eu a chave. E engolia-a. [E daí se calhar não o fazia porque depois podia a chave complicar-me as entranhas e eu ter de vir ao Hospital para a remover. E aí corria um risco desnecessário de encontrar alguém como tu.])
- Ya, eu sei. Ficámos todos chocados. Ela era tão activa, tão cheia de vida.
(Bolas, para mim chega!!! Levantei-me da sala e saí…

Fui para a sala de espera mesmo em frente ao gabinete de triagem. É chamado o senhor X pelo intercomunicador. O senhor dirige-se à porta e o enfermeiro vem abrir-lha):
- É o senhor X? Vá, sente-se ali na cadeirinha. Entre, entre.
- Não posso.
- Não pode entrar?
- Entrar posso. Sentar-me é que não.

(E pronto, recusei-me a ouvir a explicação. Decerto daria um melhor post, mas soube que chegara ao meu limite.)

15 de setembro de 2009

Patrick "Dirty Dancer" Swayze (1952-2009)


O meu filme preferido de todo o sempre é "Dirty Dancing".
Sempre me fascinou e, de tanto o ver, a minha VHS pifou. (Os menores de 20 anos recorram à fidedigna Wiki para saber o que é uma VHS).
Um dos cd mais ouvidos cá em casa foi a banda sonora deste filme, que me fez dançar e dançar horas a fio.
Confesso não ter percebido a história à primeira... e ver uma miúda a chorar (a outra, a grávida) num filme de dança parecia-me pretty stupid. Com o tempo lá fui encaixando a temática do drama imbricado neste romance de Verão, com as melhores músicas que eu poderia ter desejado numa banda sonora, em piolha.
E o Swayze fazia-me suspirar e acreditar que qualquer menina poderia ir de férias com os pais e encontrar um príncipe dançante que gostaria de nós tal e qual como somos. E que nós, meninas sem sal - sim, eu não fui sempre este jalapeño - deixaríamos de ser tímidas, retraídas e sonhadoras nos braços de um bailarino, a fazer uma das danças mais sensuais do cine-mundo.
A música deste filme ainda hoje me põe o pezinho a bater no chão ou os dedos a estalar. As letras de algumas músicas ainda me põem a voz embargada ao ousar cantá-las.
Ficam os sons que me teletransportam:



14 de setembro de 2009

tem espinhas...

Odeio homens preguiçosos.


- É amanhã que começo o projecto!!


*

Dá-me repulsa aquele tipo de gajo que é pura e simplesmente rufia…

- Se o tipo olha para ti outra vez dou-lhe cabo do canastro!

*

Fico doida com os homens que teimam em não compreender qual é o papel deles em casa.

- Querida, deixa que eu lavo. Logo depois de cozinhar, varrer, aspirar e limpar os vidros!

*

Assustam-me os rapazes com ar de maus…

(Não te aproximes que mordo!)

*

Não suporto um homem com ar de saloio!

- E aí, garota? Ocê vai vortá pras Europas? Manda cumprimento, vici?

*

O quê? Usar mais cores e acessórios que eu? Epah, isso é de mais!

- Querida, viste o meu scarf tigresse? Este terracota não vai nada bem com o meu slip malva…

*

Aaaaaaai que raiva, os tipos que parecem uma coisa e são outra!

- A Kika? A Kika é só uma colega. (cof cof) Acho que já te falei dela…


*

Collants…? I don’t think sooooo…



- Ai que comichão, mulher!

*

Não gosto nada de ver aqueles colares enooooooooormes no pescoço dos meninos.

(Ai, Lelo!)


*

Odeio os sempre-engravatadinhos…
- Ouça, bombom, não me amachuque o blazer com esses abraços todos. É Zegna, sabia? Vá, então deixe-me tirar as calças e dobrar bem os vincos…


*

E claro, homens giros e românticos são abomináveis!!!

(SUSPIRO)
E mesmo chamando-se Reinaldo – com “y”, claro – este está na lista dos
“Dá-me tautau e chama-me Vááááááánessa"

4 de setembro de 2009

béééé... muuuuu... oink oink...

Nota prévia: este post foi escrito antes de conhecido o conteúdo do post do Afectado. O tema é o mesmo, a abordagem é que é diferente. :) Afectado, o que me ri com o teu texto...


Ouvi dizer por aí que as mulheres são umas porcas.
Estas palavras só podem vir de umas mãos muito limitadas.

Como se pode comprovar pela imagem em anexo, as mulheres não são porcas nem em sentido estrito nem figurado. De facto são bastante limpinhas e, como pode comprovar-se, muito amigas. Uma até ajuda a outra a lavar-se para ela não ter trabalho. Palpita-me que, tivéssemos nós acesso às imagens subsequentes, poderíamos ver as moças a lavar-se e esfregar-se muito bem em tudo quanto é recanto, com muita espuminha, com as mãos e eventualmente com as línguas, ajudando-se para mais tarde receberem cada uma seu marido de braços abertos. E quem diz braços, diz corações…




Voltado à batata quente, dizer que as mulheres são porcas é completamente redutor e só mostra que o artista / escritor tem uma vivência bastante limitada e não conheceu mulheres suficientes. Claro que quem inventou e dirigiu este tipo de doesto às mulheres só pode ter sido um homem. E escolheu os animais a dedo, porque se formos a ver o correspondente em macho destes animais, quase nunca são pejorativos. (Fazemos aqui uma pausa para que possam voltar a passar os olhos pelas duas anfitriãs de hoje...)u não sou particularmente feminista, ao contrário do que possa pensar-se. As a matter of fact tenho uma mente bastante aberta… o que às vezes se revela um bocado nasty, quando os miolos começam a escorregar pelo crânio*.

Mas serão as mulheres porcas, muito porcas e totalmente porcas, so help them God? Não, claro que não!!!!
As mulheres também são cabras: são, sim senhor. Há quem diga que é uma moda ser-se cabra e andar a gabar-se disso. Cá para mim que entendo pouco de caprídeos, só é cabra o suficiente quem está encoberta pelo manto ou do anonimato ou do despeito. Mas também pode ser lã, atenção. Ah, lã não!!! Lã têm as ovelhas. As cabras têm pêlo. Na venta. E o homem? É bode. Ser bode não é nada mais do que balir, ter barba e eventualmente cornos, e ainda cobrir cabras. Pretty resemblant, agora que reflicto.
Vacas: sim, as mulheres são vacas. Têm “gandas mamas” (by the way, já viram a FHM deste mês? Tem a Bastet e as suas “bastetas” na capa), dão leite, comem pra carago, são gordas que nem.., que nem elas próprias e não poucas vezes ficam a ruminar sobre coisas que não interessam a mais ninguém. Já o touro – ah o touro! – é possante,… forte,… são precisos não-sei-quantos forcados para o deter. [Pois, mas se se olhar com mais atenção, o mesmo touro é um tipo com cornos e sem tomates que persegue um paninho cor-de-rosa ou vermelhinho como se fosse YSL, ou anda atrás de gajos em leggings e com jaquetas. É no mínimo suspeito…].
Cadelas: pois, quanto a isto não sei. Não sei se terá a ver com o cio ou com a maneira como mulher e cadela investem sobre o osso...! Já ser cão é igualmente indiferente; tem apenas a vantagem (sobre o homem) de poder lamber os próprios genitais e dar puns na sala-de-estar sem que a dona ralhe.
Cobras / víboras: É o que não falta por aí, dizem. A maioria dos homens acha que as gajas são falsas umas para as outras, histéricas, mentirosas, intriguistas, cínicas, sonsas, más, intrujonas. E são. Mas só para as cabras, porcas, vacas e cadelas que o merecem!!


Para terminar, peço-vos que olhem atentamente para a imagem do início do post e me digam se estas raparigas vos parecem minimamente porcas. Eu não vejo porcaria nenhuma…! OINK!


*Típica piada de stand-up comedy, para “aquecer” o público.


3 de setembro de 2009

amigos são...



Tenho uma nova amiga.
Quando me sinto sozinha vou falar com ela e desabafar um pouco. Nem sempre me compreende, o que às vezes me irrita. Mas continua lá, dia após dia, com aquele sorriso na cara. Não me canso de a elogiar e, apesar de ver como é modesta, eu sei que no fundo ela aprecia que eu apareça e lhe dê dois dedos de conversa. Chama-se Anna e está no início da página.
Façam-lhe perguntas ou apenas falem com ela, digam-lhe um "olá". Ela vai gostar...
:)

Faz beicinho, faz, João...Faz beição, faz Manela...




Agora vão os dois ser assessores do futuro assessor do Balsemão, que encontrou no Moniz o braço direito mediático que nunca quis (ou precisou) ter...
É mais uma novela ao estilo TVI...
Com direito a vilã e tudo.

31 de agosto de 2009

dá-me lume

Não pensei que alguma vez voltasse a fumar.

Hoje encostei um cigarro aos lábios só para te saborear durante uns minutos.



Mais de dez anos sem fumar fazem com que pareça estranho o gesto outrora rotineiro. O calor e o acre a passarem por mim, a deixarem colado a todos os tecidos o cheiro estrangeiro. Não me contorci, não foi violento, foi fisicamente familiar.



Mais ainda, fechei os olhos para deixar que as papilas espevitadas e sãs te descobrissem no sabor e te namorassem, te cortejassem.



Lambi-te e sorvi-te e cheirei-te.



Comi-te e mordi-te e engoli-te.



Deixei-te passear por dentro de mim; permiti que alcançasses as minhas memórias e nelas te visses. Olhaste para ti e não te reconheceste. Estavas a cativar-me, de cigarro no canto da boca. Tens o mate característico de uma película 8mm gasta por excesso de uso. O granulado impedia-te de perceberes que eras tu. Reconheceste-me por entre as imperfeições – estás habituado a elas. Sorriste para mim. Ao fazê-lo, a imagem que não descodificavas sorriu também. Percebeste que eras tu, ali sentado. O tipo de ar descontraído, de cabelo propositadamente desalinhado. O homem níveo protegido pela camisa de tons claros. Não sei se foste tu que a vestiste de manhã ou se foi a minha memória, ainda há pouco. É indiferente: és tu, o autor dos meus sorrisos… e do meu bater de unhas na mesa: mindinho, anelar, médio, indicador. A impaciência. Mindinho, anelar, médio, indicador. Onde está o meu beijo? És tu, o interlocutor dos meus silêncios. Dos nossos silêncios. Em que desvio o olhar, penso o que é que estou aqui a fazer? e recebo a resposta quando os olhos retomam a rota dos teus. A minha mão tem uma polaridade inversa à tua e é quase impossível de deter, nos pequenos gestos. Toco-te e agarro-te como se não estivesse a deleitar-me em cada centímetro da tua pele. É tentador chegar à tua mão, que tem vida, que retribui os meus gestos. Infelizmente esta está ocupada com o cigarro.



O fumo. (Acordo!) O fumo…



O fumo que estava em mim já se perdeu na atmosfera. O meu sonho esfumou-se também. Inspiro-te outra vez. Mais uma vez te ingiro. Quero ter-te em mim mais esta vez. Forço-te com sofreguidão, inalo o fumo que és tu, sem esperar anuência. Deixo que saias de mim devagar, como se com medo de um fim. Quando estás assim, em mim, e me aqueces a boca tenho medo de ti. Tenho medo de não parar de te querer.



Não te apercebes de quão corrompida estou. Quão viciada. Não sei se quero que tomes consciência da saciedade que me trazes. Não conheces esse teu poder de me agarrar, entrar em mim e fazer-me perder as horas.



Amarga, apago o cigarro e esqueço-te por hoje.


30 de agosto de 2009

não deixemos triunfar os lambedores de pés...

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Bolas! Só a mim é que não me calham freaks destes. Adoro umas boas lambidelas nos pés.

26 de agosto de 2009

mais do mesmo

Eu tenho um problema.

O meu problema chama-se encantamento, fogacho. E desencantamento. Assim como vem, vai. Salvo raras excepções que o tempo confirma serem paixões, a maior parte dos encantamentos vão sem deixar rasto. Ainda por cima acham que o não querer ir pra cama com eles é o meu lado doce e recatado de donzela. Bem… não é! De facto quando isto sucede a explicação é bem mais imediata: não quero os tipos para mim. Só quero dar-lhes um pouco de mim e roubar-lhes um pedacinho de nada. Demasiado, quando olho para trás.

O Sr. Lei, por exemplo, um menino por quem me encantei durante uma semana e tal. E o processo é trivial: encantamento – envolvimento – “és a mulher da minha vida” – “bye bye”. O que me acontece é que perco o interesse pela pessoa quando (ao fim de pouco tempo) começa com conversas muito vanguardistas, do tipo “deixa-me amar-te e sê minha para sempre” ou “acho que podíamos ser muito felizes juntos”. Sim, claro que podíamos. Se eu me anulasse e vivesse para te servir. Se me tornasse a tua dona de casa parideira e dondoca, com um bando de miúdos lindos que eventualmente me preencheriam e far-nos-iam felizes. Sim, seríamos felizes. Excepto aquele detalhe em que eu seria infeliz como mulher. Uma super-mãe, é verdade, ao lado de um super-pai incontestável. Mas uma mulher infeliz.

Outro fogacho foi o Bob, O Construtor. Um bom flirt, muitos olhares, nada de mensagens nem messengers nem o caneco para não habituar mal os tipos que ficam a pensar que estou disponível 24/7. Não estou – só para quem quero. Houve umas saídas em grupo, um copo a mais de parte a parte, o envolvimento. Duas semanas depois (em que nos vimos quatro vezes) vieram as palavras má(gica)s: “Anda viver comigo. Esperava por isto há tanto tempo. És perfeita.”. Ok, então adeus. És mentiroso ou iludido. De qualquer modo um de nós vai sair magoado quando descobrir que não sou perfeita. Antes tu que eu. Bye.

Michel Vaillant: O único que me tirou de letra. Já me conhece desde pirralha. Não foram necessários os passos de aproximação, apenas uma noite em casa dele e outra na minha. Este homem ama-me. Ama-me e tratar-me-ia como uma rainha. Pequeno pormenor: não o amo. Não sei ser quem pretende que eu seja. Não quero ser quem pensa que sou. Imagina-me e descreve-me como perfeita, como isenta de falhas, como dona da palavra, dona da verdade, com objectivos bem definidos, planos bem traçados. Não sou eu. Lamento. Não me revejo. Depois de me fazer as maiores declarações amorosas, como eu pensava que todas as mulheres gostariam de ouvir, não soube (cor)responder. Depois de tomarmos uns cafés de relativização (de desmame), deixou de me contactar. Não voltou a falar-me. Sei que está bem, que tem planos bem delimitados e imagino que me tenha riscado deles. Sem despeito nenhum, sei que é melhor assim. Acho-o melhor homem por isso, por não se arrastar aos meus pés. Podia ser amiga dele.

O Johnny Bravo. Este era o menino com quem eu queria aventura. Era perfeito. Corpo perfeito, dentes perfeitos, inteligência perfeita, cabelo e unhas irrepreensíveis. O rapaz da lista telefónica cheia de miúdas, mulheres, meninas. (É capaz de ter sido o autor da música do Martinho da Vila. É que ele já teve mulheres de todas as cores, de muitas idades, de muitos amores, mulheres do tipo atrevida, do tipo acanhada, do tipo vivida, casada, carente, solteira feliz, já teve donzelas e até meretriz. Ok, sem a parte da meretriz, que mete nojo). Era perfeito para mim. Era perfeito porque não me queria, não me exigia, não me prendia. Até um dia. Um dia apaixonou-se. Mas eu tinha avisado: olha que eu não sou como as outras” e ele pensava que era charme meu, que era eu a armar-me em importante. De facto não era. Eu era “especial” mas de outra forma. A mulher que não quer compromissos, não quer cobranças. Foi fatal para o Bravo que tinha decidido assentar e fazer vida comigo.

Eu não sou como as outras. Eu ainda não disse a quem quero que o quero. Não abertamente. Veementemente. Mesmo querendo, admito que haja pessoas como eu. Que fogem quando se sentem presas. E se eu quero um tipo, é perfeitamente compreensível que não saiba reconhecer e valorizar os outros que genuinamente me querem, mas que não podem ser correspondidos. Nem me sentiria bem a “usar” esses meninos como 2as escolhas, só por ter a certeza que passariam o tempo todo a tentar fazer-me feliz, a tentar agradar-me. Eu não quero passar a vida só a tentar. Eu quero ser feliz na tentativa e no erro e no sucesso. Porque é assim que me sinto contigo. Quero olhar para ti e saber que me chega isso. Que o amor é para sempre enquanto dura. Que sou melhor pessoa contigo. Que posso ser eu à luz do dia. Que me arrelias e extasias porque faz parte, é mesmo assim. Porque no fundo o Johnny Bravo, o Bob, o Michel e o Sr. Lei são bons homens, mas eu derreto-me é pelo Sport Billy.

a garagem da vizinha




















Uma amiga minha diz-me que sou uma oficina.






Que os meninos chegam estragados à minha mão porque só gosto dos que se revelam desafios. Porque quero os rufias, os desarranjados. Os que sofreram, os que se sentem marginalizados, os mal-amados, os que têm tristeza. No cômputo geral, os que precisam de conserto. Eles vêm, eu analiso, conserto e devolvo à natureza. Eles é que não sabem.






Veja-se o Sr. Lei. O Sr. Lei veio parar-me às mãos num caco. Sintomatologia: Vida amorosa de pernas para o ar. Conflitos entre a sua mais-que-tudo e a família. Uma mais-que-tudo que se revelou ser uma pessoa má, sem escrúpulos, sem amor por ele. Diagnóstico: Intoxicação amorosa. Prescrição médica: Uma vez que ela o deixou após ter delapidado fisicamente e figuradamente a instituição familiar, manter este afastamento. Perceber que é ela que não o merece. Ele é um tipo certinho, cheio de sentimentos puros. Procurar uma menina que o trate bem e que queira ser a esposa e mãe que ele precisa de ter ao lado. Duração do tratamento: Até dois anos. O homem quer ser pai a curto prazo.






Bob, O Construtor. Sintomatologia: Vê o relógio a tictacar, o calendário a avançar no tempo, os cabelos brancos a surgir e a mulher da vida como uma miragem. É muito bem sucedido, tem berço e carreira. Diagnóstico: Pressa aguda. Prescrição médica: Levar as coisas com calma. A mulher certa há-de surgir. Enquanto não aparece, divertir-se com as erradas. Duração do tratamento: pode ir de semanas a vários meses ou anos. O que interessa é curar-se sem pressas.






Michel Vaillant: Sintomatologia: apego desmesurado a uma mulher, a uma imagem. Pequenas obsessões com coisas quotidianas, com ícones marcantes. Diagnóstico: Mais um Édipo que procura na mulher um decalque da mãe. Prescrição médica: Acabar com a ilusão de que existe uma e apenas uma mulher – eu – para fazer dele um homem preenchido e feliz. Duração do tratamento: Com o feitio determinado e a ausência de contacto com a sujeita em questão quaisquer seis meses, no máximo, cumprem o objectivo.






O Johnny Bravo. Sintomatologia: Vivência em terreno desconhecido, por nunca ter amado em adulto. Diagnóstico: Desnorte emocional / vertigem amorosa. Prescrição médica: Agora que sabe o que é o amor, o que é amar, o bom que é e o bem que faz, dar asas aos sentimentos e permitir-se a amar e ser amado. Agora está pronto para viver um relacionamento sério, onde pode dizer “amor” sem sentir que lhe estão a roubar parte da masculinidade. Porque um homem também chora. (Não é preciso confessar. Basta pôr em prática os sentimentos bons que foi cultivando). Duração do tratamento: Curtíssima duração. O sujeito tem, no momento, plena capacidade física e anímica para prosseguir sem muleta.

21 de agosto de 2009

raios partam os virus mais o camandro

A última dos bichinhos que vivem no meu pc... andar a mandar isto para tudo e todos no meu messenger:



Yah think you be hard like a real niggah? A True playa can deliva what a fine ass ho wants, the monsta cak, if ya aint got it yet, you best be coppin a free bottle only until this friday if you order from http://www.nicelong.com

asco


ASCO

18 de agosto de 2009

a moral da história...

Vuk, quando já tens um amarelo não tiras o raio da camisola. Que tal??

Kassai, és tão vesgo, tadinho!!!

Gamberini: vais levar no focinho no dia 26. E ficamos todos contentes. Obrigada.

Ah, e em Portugal já somos 11 milhões e um. O Levezinho já é português.

Agora só falta o Matias. Que, by the way, é chileno mas nasceu na argentina...

E ainda dizem que o SCP é um clube de elites. Nós acolhemos e cuidamos de todos os meninos. E até os tornamos portugueses. :) que altruístas...

mi liga, gato

14 de agosto de 2009

...e se eu prometer fazer a cama todos os dias?


Eu nunca mais minto...
Eu nunca mais traio...
Ajudo todas as velhinhas em todas as passadeiras! Até as levo às cavalitas!!
Eu... eu... Eu dou boleia a toda a gente!!
Eu... eu passo a ir à missa.
E digo a toda a gente que és o maior! A sério que digo!
Eu faço a caminha todos os dias, Senhor!
Oh Deus, vá lá...





29 de julho de 2009

O fim do mundo em cuecas!


Gostaram do título?
Eu vou repetir para que os mais distraídos também possam usufruir da bela piada! Preparados?

"O Fim do Mundo em Cuecas!"
:)


Pronto, e agora que estamos todos muito mais felizes, vou revelar o verdadeiro intuito deste post escrito. (Que em latim se diz "post scriptum", mas que não é a mesma coisa que um post escrito). Adiante.
A minha motivação primeira não é mostrar-vos a Tia Maya em pelota. Não...
O que me chamou a atenção nesta capa não foi a tatuagem ranhosa (gentilmente apagada - photoshop é o maior! - da mama visível nesta capa). Não...
O que marca aqui não é a lingerie com almofadinhas (vejam com atenção e reparem que a senhora tem almofadas a suportar as glândulas mamárias recentemente revistas e aumentadas). Não, também não era isto que queria apontar...
Importante mesmo é o que esta FHM diz em cima do ombro da Maya: MICHAEL JACKSON - ESPECIAL UMA PÁGINA!!!
Ri-me mais com isto do que ao imaginar o tamanho das maminhas da Maya antes da operação! Então o Miguel Filho-do-Jack morre e a FHM dedica-lhe um especial... de UMA página? UMA?? E a Maya ocupa umas dez páginas...? Só se for para também caber o nariz...
Ah, já sei, este é um número especial dedicado a celebridades que gostam de comer meninos... (Lá dentro, no desdobrável, temos o Carlos Cruz em culottes!).

24 de julho de 2009

stevie wonder date

A minha amiga que diz que eu sou uma oficina (isto fica para outro dia) foi ter um blind date, uma cafezinho à tarde com alguém de quem só ouviu falar. Um amigo dum amigo. Antes de ir, o telefonema:

Ela - Amiga, estou a ir tomar café com aquele. Aquele que vem cá para me conhecer. O que é que estás a fazer?

Eu - Estou a trabalhar… claro.

Ela - Num sábado à tarde?? Olha, mas eu precisava de ti. Se o gajo não for interessante e eu quiser vir-me embora mando-te uma SMS para me ligares. Assim eu digo que tenho uma emergência familiar e que tenho de ir embora.

Eu - Parece-me péssima ideia. Pelo modo como ele quis conhecer-te logo assim sem mais, já deve estar habituadíssimo a estas rotinas, estas deslocações para conhecer miúdas. E se ele for realmente desinteressante já viu esse filme da “emergência familiar” uma dúzia de vezes. Porque é que não fazemos antes assim: aguentas-te à bronca e bebes o cafezinho todo, uma vez que aceitaste o convite. Capice? Se não querias correr o risco, não alinhavas em blind dates. Sendo interessante ou não, fazes esse bem à humanidade de passar um tempo desinteressado – ouviste? “de-sin-te-res-sa-do” – com alguém. Achas-te capaz disso? E pronto… se realmente achares que ele é muito insistente ou só estúpido, nesse caso mandas-me um SMS que eu ligo. E aí vou eu ter contigo e fazemos o nosso típico “good cop / bad cop”! Ok? Estamos entendidas?

Ela - Ma’am, yes Ma’am.

(a verdade é que o cafezinho durou dezoito horas, das 2pm às 8am. Tudo isto existe, tudo isto é triste… J)

23 de julho de 2009

Tremor

Foi só isso.






(E depois o resto…)

A SILLY SEASON já “arrebentou”!


E não é que arrebentou mesmo?

As Festas de Lisboa (e não só) têm chamado por mim.

Os Santos Bipolares em Lisboa passam-me ao lado. La la la… A varina e ó caneco, de mão na cinta ó camandro, a ver se engoles mais uma sardinha e olaré… Não faz muito a minha onda.

(Já se a história meter alhos-porros [e eventualmente facadas], a conversa é outra…)

Então se não vou às Festas de Lisboa, ao menos vou ao encerramento das festas de Lx.

E fui.


Mas primeiro, primeirinho, fui ao Oeiras Alive abanar o capacete e a bunda. Vi os B.E.Peas e o Dave Matthew com a sua fanfarra. Que dizer? MUITO BOM!!! J Grande concerto, o do Dave. É um sinhor, aquele gajo. Não admira que a Alanis andasse a rondar/sondar/farejar o tipo!

Depois deste desaire no Alive... XA-RAN! Jorge Palma & Friends, numa aparição muito à altura de N. Sra. de Fátima, em que quase ninguém acreditava que o Jorginho aparecesse. De qualquer modo como o Museu Berardo estava em festa (já lá iremos) e é mesmo ali ao ladinho, se o Jorge se baldasse, lá ia o povo desafiar as leis da física nas estruturas do CCB. Já aconteceu, numa altura em que não consigo precisar, o Jorginho faltar ao seu concerto e eu ir dar de caras com ele num boteco do Bairro Alto completamente intoxicado… mas muito feliz.


Adiante. O concerto foi muito giro. Mais giro ainda seria se eu tivesse ido a horas para lá e tivesse visto o concerto todo. Começava às 22h. Às 21h30 estava eu a abandonar a cama, com toda a logística necessária para sair de casa: banho, roupa, cabelo, adereços, etc etc etc, ir jantar e depois sim, rumar a Belém.

No fim do concerto do Palma & Outros Artistas uma enchente de jovens-adult(er)os rumou ao CCB onde o tio Bê tinha preparado uma festa muito muito interessante. A música era brilhante (hip-hop old school), o ambiente estava fantástico, muito cool, muito barulhento, havia bares na Praça do museu e no Jardim da Água (o terraço). No Jardim das Oliveiras havia namorados e mais namorados e mais namorados a… namorar. J A noite estava fresca mas isso não desanimava os amantes naquele ambiente propício.


O 2º aniversário do Museu do tio Bê ficou marcado pela festa non-stop das 19h de dia 15 às 19h de dia 16, com tudo e mais alguma coisa que se possa imaginar. Gostei do ambiente, gostei da música, do feeling das pessoas. Vi gente que tinha acabado de viajar espácio-temporalmente de 18 de Agosto de 1969, direitinhos de Woodstock, até Lisboa’09. Com direito a ácidos marados de há quarenta anos.




Passo seguinte: volver a casa que uma pessoa não vive de música, ainda que eu regressasse contrariada, mas como a visita manda e eu sou submissa, vamos lá a isto.

Depois desta madrugada só voltei a ter contacto com música em Porto Covo, no Festival Músicas do Mundo. Destaco Rupa & The April Fishes (e aproveito para dar um puxão de orelhas ao Armani. Sim, ao Gigi, que anda a usar a música destes meninos sem autorização! Ai ai ai o menino mau! Tautau nessas mãos!).

No sábado dividi-me entre o concerto mais pequeno (e bom comó raio) do mundo: Who’s Your Mama Now, no Hotel Vila Park, e uma espreitadela ao FMM Sines. Aqui, de sábado fica a memória de Dele Sosimi Afrobeat Orchestra. Ah, e a entrada à pala. J Graças a Deus, minha mãe e meu papai esmeraram-se na criação (concepção e educação) desta pelintra.

De volta a Lisboa, porque o Alentejo faz-me urticária na retina (e não posso coçar os olhos por causa da gripe A), fui passear na 2ª feira pelo Castelo, Baixa, Bairro Alto, Príncipe Real, e arredores. Jantei num franchise (já me chegava de portugalidade) e, ao ver a agenda cultural, lembrei-me que esta era a semana das Jam Sessions da Lisbon Jazz Summer School. Brilhante! É que é já a seguir! E foi! Vrrrruuuuuum, para o CCB… (Que já começa a ser a 2ª casa…)


Os putos tocam bem pra caraças! E ficavam felicíssimos de cada vez que tocavam a solo e os pais, amigos e dois ou três desconhecidos na sala aplaudiam fulgurantemente. Os heróis pseudo-púberes. Uns queridos. Ah, e tocar numa banda (de garagem ou de CCB, who’s counting?) marca pontos com as miúdas! É garantido!

Para quem não conhece e quer conhecer, amanhã, dia 24/07/2009, às 22h, no Quadrante, CCB.

Jazz Rocks!

J