22 de outubro de 2009

Três minutos não é pouco?!?!


Oh Chávez...
Havias de ter um cabelo de (para lá de) 30cm! Aí vias de que te serviam 3 míseros minutos...
Realmente a cena de não cantar no duche até te dou de barato porque cantar pode cantar-se nos restantes 957 minutos do dia (já estão descontadas 8h de sono).
Toda a gente sabe que eu tenho um apreço especial pelo banho, pelos momentos anteriores e posteriores a este tão saudável hábito. Ainda mais porque - e esta é uma descoberta recente - o meu champô diz, e passo a citar: "UM VERDADEIRO MOMENTO DE PRAZER - Descubra o prazer de uma textura cremosa, untuosa e fundente."
Quem é que, lendo isto, resiste a querer protelar o fim do banho indefinidamente? Eu não sei quem escreveu tão belos vocábulos, mas tirem o Nobel ao Saramago e entreguem-lho a ele, sff.
Ora, se uma pessoa for  como eu facilmente sugestionável e excitável até pelo vento*ao ler estas palavrinhas TODO O SANTO DIA, só tem vontade de ficar a experimentar o prazer absoluto da tal textura cremosa (nhaaaami), untuosa (sim senhor!) e fundente (fundeeeeeente!!!).

Ou seja, Señor Chávez, três minutos de prazer não são suficientes!

Apresento aqui duas alternativas muito mais salutares:
1. Save water - shower together. Não precisa de grandes explicações: são dois no mesmo banho. (At least). Indo o casal para o banho ficam as costas muito mais lavadinhas, as pessoas mais mimadas, mais animadas,...Só vejo vantagens. 
2. O so called "banho à gato", que pode começar por uma qualquer extremidade. Mas este "banho" só resulta se houver um kitten bem treinado e totalmente submisso* para tal...
Duas medidas simples que promovem a sustentabilidade e a saúde do ambiente. E das relações, já agora.
Digam lá se daqui não vêm boas propostas?
______________
* Sempre quis utilizar o rasurado. É lindo.

20 de outubro de 2009

Nomes que eu não gostava de ter



Em primeiro lugar, «Marta», porque é nome de animal. Não percebo que moda foi esta de dar nome de animal a pessoas. Daqui a pouco chamamos aos nossos filhos e netos minhoca ou cadela ou panda. Não é justo!
Depois, aqueles nomes importados dos sítios onde os nossos tios foram imigrantes, como «Bianca» (que só é válido se a rapariga for caucasiana. E ariana. De resto, não funciona) ou «Bionda» (vão chamar burra a outra, sim?!)
Agora, um fenómeno recente: pegar em substantivos comuns comuns1 e torná-los nomes próprios incomuns2. Exemplo? «Oceano». Temos o Atlântico, o Índico, o Pacífico e o preto. Não, não estou a confundir com o mar negro. É o outro, o Oceano da bola. Agora aparece uma figura na sociedade portuguesa que se chama «Oceana». Para quê, digam-me? Havia alguma necessidade?! A miúda até é gira - não merecia esta cruz…
E ao falar no oceano preto, lembrei-me de “mar negro”. E não é que «Mar» também é nome de gaja? De cada vez que a Mar come sardinhas, ouve: “Oh Mar, cheiras a peixe!”. Pronto, acho feio. Os pais deviam debruçar-se sobre estas coisas. Não é por acaso que se demora 9 meses pra nascer!
Uns espertalhões, para contornar a questão do nome «Mar», acrescentaram-lhe um “a”. Ora, «Mara» não é mais que «Oceano» no feminino. A Mara passa a vida toda a ser confundida com a «Maria», como se tivesse de repente passado pelos Queijinhos Frescos3 em “o que é que fizeste ao «i»? Tirei-o do lête e pus-i-o no caféi”…
Mas um nome que realmente nunca teria na vida é «Conceição»: “Ai é muito católico o nome e tal, muito bonito e o camandro”. Ai é?!?! Toda a gente sabe que «Conceição» é nome que deriva de “concepção”. E conceber é foder…
_________________________
1 - Está repetido de propósito
2 - Já se percebeu?
3 - Referência válida apenas a quem tenha mais de 25 anos. E mesmo assim, é tramada.

em branco


Numa relação há sempre um que manda. E depois há o outro.
Nas minhas outras relações eu era tu.




Apenas mais gentil.



14 de outubro de 2009

o-oh, not again...


Saio do banho.
Hoje não passo a trote pelo espelho; detenho-me à sua frente.
Reparo como sou bonita (muito mais do que me lembrava) e como me fica bem este tom escuro que os dias recentes de praia me trouxeram à pele. Só os três triângulos de pele imaculada denunciam a minha verdadeira tez.
Toco-me. Gosto do meu peito. É bonito. É bonito e simétrico. Este foi o teu adjectivo: “são tão simétricas”. E são, de facto. Não fossem os pequenos sinais salpicados aleatoriamente e pareciam desenhadas de propósito assim: gémeas verdadeiras. Mentalmente repito as palavras serenas proferidas pelo médico – “Mama direita: boa; mama esquerda: boa” – aquando da ecografia mamária, não há muitos dias. Sorrio-me. É bom saber que as minhas maminhas estão óptimas.
Rodo 90 graus sobre os calcanhares e atiro um olhar inquisidor aos glúteos. Contraio. Descontraio. Contraio. Descontraio. “Menos mal!, os cremes não resolvem grande coisa, mas o exercício tem surtido efeito”.   
Começo a pôr creme, deslizando de baixo para cima, com o pé apoiado no mármore preto da bancada da casa-de-banho. Dedico especial atenção aos gémeos que amiúde relembram a lesão do ano passado.
Toco tambor na barriga com as mãos cheias de creme e encho as bochechas de ar para parecer o Bucha. Hoje estou especialmente tola. É só porque estou feliz.

Parece que me encontro com mais frequência agora. Deixei os artifícios e os engordadores de ego. Estava farta de fast food para a autoestima. Alimentar-me dos outros e dos seus sentimentos é bastante mesquinho e, não obstante, algo comum. Só me serena saber que era uma estrada com dois sentidos e que aos outros servi causas com maior ou menor grau de nobreza. De deusa do sexo a esposa perfeita fui vestindo as peles que me serviam. E alternava conscientemente o papel, ao estilo Jekyll/Hyde para servir os meus propósitos. Como me sentia preenchida nas metas a que me propunha, proporcionava (como quem troca cromos) felicidade extrema às minhas companhias – que não souberam/quiseram crer-me quando dizia “eu sei que não és para mim porque eu não sou para ti; com esta info, ou ficas ou vais”. Invariavelmente ficavam.


“Puxa, que frio!”.
Fiquei a vaguear em mim tanto tempo que perdi o tento. Arrepio-me. Olho-me e gosto do meu corpo. Visto um top com costas à nadadora e reparo quão bem me fica nos ombros, como mos torna largos. Faço umas poses que julgo ter visto num qualquer concurso de culturismo, rodo-me para um lado e para outro de modo a ver mais ângulos desta paródia.
Lanço mais um sorriso ao espelho.
Gosto dos meus dentes. Quase perfeitamente alinhados. Alvos. Suficientemente imperfeitos aqui e ali para terem personalidade. A língua percorre a arcada superior da direita para a esquerda. Aproximo-me mais do espelho. Se a imagem do espelho respirasse eu sentir-lhe-ia o cheiro a mentol. Deito a língua de fora. Língua para dentro.
Reparo que tenho os lábios secos. Aproveito a mão ainda com vestígios de creme e esfrego a cara com alguma – pouca – delicadeza. Com o dedo médio na horizontal insisto nos lábios até ficarem mais suaves ao toque.
Toca o telemóvel.
Uma mensagem.
Tenho as mãos engorduradas e não posso mexer-lhe, not yet. Olho para o visor de soslaio e o teu nome está lá, à minha espera.
Visto apressadamente a asa delta e umas calças de desporto, como se envergonhada por me teres apanhado neste momento meu comigo.
Paro. Olho-me. Sorrio. “Merda, estou mesmo a apaixonar-me.”

13 de outubro de 2009

Ser ginecologista é coisa de macho?

"Esta é uma questão mais pertinente do que inicialmente parece. Uma resposta máscula, e tipicamente labrega, seria: “eh eh. É de homem é! Passava o dia a meter-lhe os dedos na…!” No entanto, não são todas que vão lá com dois dedos… de conversa. Por isso, uma análise mais profunda leva a outras introspecções. Chega-se assim à conclusão que há profissões extremamente desgastantes que podem estragar um casamento e ser ginecologista é uma delas. Se ser médico poder ser sedutor, ser ginecologista pode ser uma desgraça.

Segundo um estudo que foi inventado para este texto, a maior parte dos ginecologistas é homossexual ou é muito mau na cama, porque ninguém consegue passar o dia todo a ver vaginas, chegar a casa e querer ver mais uma. É como já diz o ditado “em casa de ferreiro, espeto de pau”, mas neste caso a mulher do ginecologista está tramada porque nunca verá espeto, pau, ferro ou seja lá o que for.

O ginecologista leva a profissão tão a sério que o sexo anal está fora de questão porque isso pertence a outra especialidade. Aliás, quando a mulher pede algo deste género ele prefere ligar a um colega para ir lá a casa e ver o que se passa. O prazer dos preliminares com um médico desta especialidade também é reduzido a um rasgo de insignificância. Aquilo que começa por ser um momento de prazer “manual” acaba num exame papa Nicolau. Fica claro que, nesta relação, a expressão “mete mais fundo” implica meter até ao cotovelo. Na realidade, a mulher do ginecologista prefere que o homem nunca use os dedos porque tem medo que venha a descobrir algum problema.

No entanto, parece haver algumas excepções. Num documentário sobre o famoso bordel texano Bunny Ranch relatou-se a história de um ginecologista que se desloca periodicamente ao bordel para examinar todas as meninas. Neste caso, ser ginecologista é quase como trabalhar no Centro de Inspecção Automóvel. Ver se há fugas, se há chapa amolgada e dar-lhe o selo verde. Com um bocadinho de sorte, ainda pode pedir ao dono para dar uma voltinha.

O pior é que para a maior parte dos ginecologistas não tem esta sorte. Por isso, passar o dia todo a ver vaginas também deve cansar, principalmente porque não são todas igualmente… apreciáveis. Se umas poderão estar prontas a estrear, com tudo no sítio, outras parecem uma camara de ar cheia de remendos em que se dá mais uma bombada e vai tudo pelos ares. Já para não falar da idade. Ter uma paciente de 25 não é a mesma coisa que ter uma de 75. E se a de 25 vai por obrigação, a de 75 irá porque mais ninguém tem coragem de ver o que se passa ali."


O autor é o famigerado António Raminhos!
Eu ía falar de uma outra profissão, a de esteticista, mas agora sinto-me ensombrada e só quando esquecer o brilhantismo do António é que escrevo! Prontos!!!

4 de outubro de 2009

É inútil Resistir



Este blog é de um senhor chamado Pedro M. que revela as experiências mais fantásticas da sua vida. E como o verificador de palavras é amigo dele, deixa-nos presentes como este.

Há dias assim... :) É inútil resistir...

Dance with me

Ainda não são 13h e já estou acordada há... bem, é só fazer as contas, visto que acordei às 6h!
Nestas sete horas (contei pelos dedos) já tentei dormir, já roguei pragas ao João Pestana, ja fui fazer uma corridinha de 25min e uns exercíciozinhos naquelas geringonças de exercitar os membros dos velhinhos que os autarcas colocam nos passeios próprios para o efeito, em ano de eleições.

Voltei para casa, liguei a música (pobres vizinhos) e fui pôr uma máquina de roupa a lavar. (Sim, porque a malta é engraçada e tal, mas a lida da casa não se faz sozinha e eu tenho muito bom corpinho para a cumprir). Como tinha a roupa do corpo para lavar, fiz um mini-strip pela casa e acabei nuazita na cozinha, com o detergente pequeno e poderoso (Skip, para quem não vê anúncios) a servir de microfone desajeitado!!

Tomei um banho quentinho, mimei-me e esfreguei-me e afaguei-me, pois então. Super creme no corpinho, deixar o cremezinho penetrar e continuar a dançar até "secar".
Secar o cabelito, arrumar a casa-de-banho que entretanto ja tinha bijuteria e ganchos de há três ou quatro dias, espalhados por todas as superfícies.

Uma horinha de massagem, interrompida por apitos e mais apitos de alguém que acabara de casar e seus amigos e família. Nessa horinha estava bem quentinha e sentia-me nas nuvens. Só saltei da cama quando começou a soar na rádio "Mama Do", da menina Pixie Lott, que me faz os músculos tiritar inadvertidamente. De tal modo que hoje posto também no Escala Cinza a mesma música, com a letra.




Ah, e o meu cabelo hoje está FAN-TÁS-TI-CO. (Achei importante partilhar.)


AINDA BEM QUE HÁ DIAS ASSIM, já dizia o Boss AC...



Um óptimo domingo para todos. KISSES FROM MARS!

2 de outubro de 2009

sai uma hamburga

Se há coisa que me arrepia os pelitos todos do braço é ouvir falar mal.


Não sou nenhuma Edite Estrela, até porque não nasci em Carrazeda de Ansiães, mas dá-me comichão nas mãos (e nem estou rodeada de mosquitos marados) ver gente a trocar o género às palavras. E a este estranho processo chamo “Semenyar” as palavras, tal é a dificuldade de perceber se a palavra é menina ou menino.

Vou dar exemplos para que percebam ao que me refiro:

Hambúrguer. Este é um clássico. Quantos de vós já ouviram: “Apetece-me mesmo UMA hambúrguer.”??? Pois, meus senhoras e senhores, hambúrguer é do género masculino. Pede-se UM hambúrguer. Do género feminino é, por exemplo, uma sandes.

E quando temos uma dor qualquer na barriga, surge logo um amigo ou amiga, daqueles que tiraram o curso de Medicina Geral pelo Planeta DE Agostini a bradar: “Isso é DA apêndice!”.

A mim dá-me logo vontade de lhes atirar bílis em jacto.

Senhores: é “o” apêndice.

E “a apendicite”; esta sim, uma condição feminina. (Não de ser exclusiva das mulheres, mas do género feminino. Carago… a palavra!)

Mas há mais…

Quando alguém diz: “Aquele gajo da minha turma é UM personagem…”, e outro alguém diz: “A MINHA personagem preferida dos Maias é o Carlos Eduardo”, quem é que tem razão?? Personagem é palavra para ser do género feminino ou masculino?

Bem, esta palavra é completamente Samenya. Pode ser uma ou outro, mas nunca será verdadeiramente nenhum…

Uma outra palavra que me tira o tesão é… TESÃO!

Então não é que há muito boa gente a dizer que tesão é “ela”? “Ui, a Pamela dá-me UMA tesão…”. Bem, nem sequer já estou a contar com o gosto duvidoso d@ personagem que profere tal impropério. Mas tesão é, mais uma vez, masculino.

Por fim, surge a palavra MANCHE. Ora, este “volante” não é A manche, mas O manche.

Do género feminino será, por exemplo, “a mancha”.

[Uma mancha como a que ficou no vestido da personagem Lewinsky por causa do tesão do Presidente*, que alegou que aquilo era maionese que escorregara do hambúrguer que ambos partilharam antes de lhe dar aquela dor no apêndice.]



E assim sim!! Assim se fala em bom português.



* “I did not have sexual relations with that woman, Miss Lewinsky…”

francesinha

Hoje andei com uma música na cabeça.
Hoje andei com França na cabeça.
E com França all over.


Hoje cheiro a isto...
Não sou nez, mas isto tem notas de magnólia e citrinos.
E dá vontade de comer-me.
É mesmo de chorar por mais.
Com isto posso fazer como a Marilyn fazia com o nr. 5.
:)






E cantarolo isto...
Não sou cantora, mas isto tem notas... boas. Daquelas que ecoam o dia inteiro.
E como eu canto mesmo bem, foi um dia animado!! :)


L'oiseau et l'enfant

ao jantar

Hoje abri o congelador e umas amêijoas vietnamitas disseram-me, num português perfeito, "come-nos". Ora, eu que sou moça bem mandada, saquei das ideias do sr. Bulhão Pato (a quem mando um grande bem-haja) e deleitei-me ao jantar. E que bem me souberam as amêijoas, o pãozinho e um Capri-Sonne MultiVitamin.


Depois de jantar e de arrumar a cozinha vim para a sala dançar e dançar e dançar. Com a vontade que já não tinha há semanas.
Hoje estou a celebrar qualquer coisa - só não sei bem o quê.

Mas sabe bem...

ontem



[cenário]

O calceteiro: Chefe!, que espaço deixo entre os basaltos?
Chefe: Sei lá, pah! Deixa a largura exacta de um salto alto...
Os dois: MUAHAHAHAH!!!

(Posso chorar?!? Eram os meus preferidos.)

1 de outubro de 2009

Com fra[n]queza

Gosto das palavras escritas.
Gosto do que fica, inexoravelmente, provado por cada linha e traço de tinta que alijo no papel. Gosto de escrever e riscar e corrigir e rasurar. Reler e ver que o que escrevi da 1ª vez não reproduziu com exactidão a ideia que fervilhava.
Bebo um chá.
Pela janela entra um sol raiado que bate na chávena, fazendo-me ver o vapor da infusão quente, as partículas mínimas de humidade esvoaçando em cornucópias.
Leio Henry & June.
Também eu viajo a meio das linhas, das letras. Tenho dificuldade em concentrar-me. Olho repetidamente para as unhas, para as mãos enquanto penso em mim e nos Henrys e Hugos e Junes e Jeans que orbitam na minha vida (ou eu na deles).
A espera mata-me. O café onde estou fica cada vez mais silencioso e dou graças por isso. Sem colheres a tinir, sem chávenas a bater, sem conversas ruidosas. Não ouço o que dizem as pessoas, apenas vejo as palavras articuladas a serem disparadas pela boca.
Sinto-me nauseada.
Estou aqui sem propósito. Alimento uma causa perdida. O costume.
Vejo gente doente. Que choraria, caso lágrimas lhes restassem. Vejo gente que desistiu. De bruços em cima da mesa procuram o auxílio que a mente já não sabe prestar.
Não me dói ver. Só me aborrece nada fazer.

Varro-os a todos para fora da minha ciência e continuo a ler.

"Tenho pensado em sítios onde deviamos ir juntos - lugarzinhos obscuros aqui e ali, em Paris. Só para dizer «vim aqui com Anaïs - aqui comemos ou dançámos ou ficámos bêbados juntos». Ah, ver-te mesmo bêbada algum dia seria um regalo. Tenho quase medo de sugerir isto - mas Anaïs, quando penso no modo como te apertas contra mim, com que vontade abres as tuas pernas e como és húmida, meu Deus, fico louco (...)"