26 de fevereiro de 2009

eu mascarada de gente normal, ele mascarado de GNR...

- Boa noite, senhora condutora – diz, batendo continência

- Boa noite, Senhor Guarda. (ao que parece, se os tratarmos por “senhor guardas” é meio caminho andado para se sair ileso… Ah, e ser gaja também ajuda.)

- (grande sorriso nacional republicano) Pode mostrar-me os seus documentos de identificação?

- Concerteza, estão na minha mala... Que está na mala do carro. (riso nervoso)

- Imobilize o veículo, desligue o motor e queira sair, por favor.

Puxa, só faltava dizer para sair de mãos no ar!! Assim fiz. Saí, fui até à mala do carro, tirei a documentação e entreguei-lha. Até agora o raio do polícia estava convencido que eu estava alegremente etilizada. E, agora que penso, eu dei-lhe motivos:

- Então, menina “de Marte”, vem da festa de Carnaval? - diz ele, dizendo o meu nome completo, ao olhar para o BI.

- Sim, venho. (Grande sorriso nesta cara marciana – e eu nem tenho culpa! Tenho mesmo este ar feliz, bolas!)

- E ingeriu alguma bebida?

- (estavas a ir tão bem… é claro que bebi, dumb ass!!) Sim, bebi água. (mais risinho nervoso…) Mas podemos fazer o teste à mesma? É que nunca fiz, e…

- Bebeu água? Mas está muito feliz para quem bebeu água, menina “de Marte”. Então acompanhe-me àquele veículo para procedermos ao teste de alcoolemia, para verificarmos se está capacitada para conduzir.

- Boa! Mas vai ver que vai dar 0.0!!!! – Estive quase a desafiá-lo para uma aposta. A dinheiro!!! Mas reconsiderei. É provável que não fosse a melhor pessoa para eu desafiar... E entretanto fui invadida pelo mentol na minha boca. Começo a mascar a pastilha ruidosamente. Se fosse um filme porno, puxaria a pastilha para fazer um fio e começaria a enrolar no indicador, à medida que olhava para o agente chico-esperto. E mais, se fosse um filme porno, aquele bocal de plástico iria sofrer todo o tipo de lambidelas, sugadelas e mordidelas possíveis. Mas, de volta à realidade… – E onde é que posso deitar a minha pastilha, para poder soprar?

- Ponha aqui – e aponta para o tapete dos bancos traseiros da carrinha da GNR, onde jaziam os tubinhos de sopro e os respectivos invólucros de plástico.

Fiz uma bolinha com a chicla verde, com a língua empurrei-a para a pontinha dos lábios e com os dedos fui buscá-la e enrolá-la num dos plásticos (se bem que podia ter tentado, simplesmente, cuspir a chicla e tentar acertar num dos muitos plásticos do chão. Tinha sido mais “pretty woman” e marcaria a minha primeira vez a soprar o baloon, numa quase década de encartamento).

- Então – diz-me ele – o procedimento é o seguinte: vai iniciar um sopro contínuo até eu mandar parar e depois vemos o resultado.

- Ok.

- Aaaaaaagora.

- Fuuuuuuuuu… (pah, desculpem lá, mas não sei escrever o som do sopro, tá?!?)

- Já está. Agora é só esperar um bocad… – entretanto apareceu o resultado – cá está. 0.0, tal como a menina "de Marte" tinha dito.

- Aha!, está a ver? Já acredita em mim, já? (se calhar não devia ter dito “Aha!” ao GNR. [Fazer apontamento mental para memória futura!! ])

E, neste momento, o arqui-inimigo que me poderia mandar prender por desacatos vários que nunca passaram do campo da minha imaginação, transformou-se no meu arqui-amigo-do-peito, e encetou uma acalorada conversa. Coisa para durar os seus seis minutos!!

O que, como seria de esperar, preocupou a minha amiga que estava dentro do carro, descalça, a massajar os pés cansados de dançar horas a fio com o índio mais sexy da party, após beber uns dois litros de cerveja. Preocupou, mas não o suficiente para se descolar do assento. Nem baixar o vidro e mandar um berro para me socorrer. Enfim…

- Então, diga-me, menina “de Marte” – agora dito com tom meloso – é de cá? (e “de Marte” é o guarda a chamar-me pelos primeiro e último nomes. Usou sempre o meu primeiro e último nomes até ao fim da conversa…)

- Não, sou dum planeta vizinho. (disse o nome da minha “terra”)

- Sabe, eu tenho péssima ideia das pessoas da sua terra. São pilhos.

- Desculpe?

- Pilhos. São mitras.

- (olha-me este gajo…) É capaz de ter razão. Afinal só um de nós dois é GNR. Pois, mas não sei dizer, já não conheço muita gente lá.

- Ah, então não está lá a viver. Está a estudar fora, é?

- A… estudar?? Já deixei de estudar há uns anos.

- Hein? Data de nascimento… Ah, pois, mas não parece nada.

- (ouve lá, oh palhaço! Não tarda nada sou trintona… Estou maquilhada e tudo. Ou pensavas que isto era o meu outfit de carnaval? Mascarada de adulta, a gaiata…!) - Ah, obrigada. Sim, mas estive a estudar em Lisboa e continuo por lá.

- Ah, Lisboa, bem me parecia!

- (Epah, és um bocado camelo! Como é que te poderia parecer?) Pois… Acho que percebo o que quer dizer.

- Então e o que estudou, qual é a sua formação?

- É “marcianite”. (disse o nome do meu curso)

- Ah, bom. E teve Direito? Eu também estudei muito Direito, sabe?

- Hummm… (olha, e se te calasses? Devia era ter-lhe dado o número do telemóvel da minha amiga-com-dores-nos-pés-que-não-me-veio-salvar. E ao entregar-lhe o número dizia-lhe “Liga-me, ‘tá?” e lambia o lábio superior… Eheheh.) - Sabe, eu tenho de ir andando, estou a sair agora da festa porque a irmã da minha amiga foi internada de urgência no Hospital. (O pior é que isto era mesmo verdade…)

- Olhe, menina “de Marte”, não se esqueça da sua carteira (que jazia esquecida na mala do carro da GNR).

- (bolas, pah! Que ar de totó tenho. Bem podia o gajo achar que eu estava bêbeda!) Ah, obrigada.

- Só mais uma coisa menina “de Marte”…

- (Porra, pára de me chamar menina e não me trates pelo meu primeiro e último nome, por favor!!!) Sim, senhor guarda?. Diga?

- O carro é seu?

- Não. É emprestado. (Ar espantadíssimo da jovem marciana: como é que ele adivinhou?!?!)

- E, diga-me, tem tudo em ordem? Inspecção, selo? Sabe onde está o livrete? Tem triângulo e colete?

- (Hesitação mental, resposta mentirosamente pronta:) Sim, claro que sim. O triângulo e o colete estão no fundo falso da mala, o registo de propriedade no porta-luvas, e o resto está no vidro e está tudo em ordem. (Resposta mental: foooooda-se, está tudo em casa, em Lisboa! Como é que me esqueci?! É bom que não me peças nada disso. Nada… Pleeeeease!!! Sim, o selo que está aí é o do ano passado, como viste quando apontaste para lá a lanterna… Mas não me peças nada!!!)

- Muito bem. Faça boa viagem e as melhoras para a sua amiga no hospital.

(A cara dele dizia: “deves pensar que me enganas. A irmã dessa está no Hospital e ela está descalça a esfregar os pés, só falta dar beijinhos nos dedinhos… E tu estás com 0.0 e com esse ar que quem acabou de chegar numa nave espacial, a dizer-me a mim que a documentação está toda em ordem… Deves estar é drunfada!”)

- Obrigada, senhor agente, e continuação de bom trabalho. (Estado de espírito hesitante entre o “Se fosses mazé chatear outra…!” e o “Obrigadinha, pah. Estava capaz de te beijar os pés por não me teres chateado por causa dos papelinhos coloridos expirados, no vidro do carro! Obrigada e que Deus te pague!)

Entro no carro e a minha amiga diz-me:

- Oh pah, porque é que demoraste tanto?

(silêncio meu e roncar furioso do motor)

25 de fevereiro de 2009















Um palhaço e um macaco a assaltar um hotel em Alcobaça??



Ao que parece, só a RTP não se fez representar...


Anda aí parceria...

ren-te-rí-a, ren-te-rí-a...

Rentería a marcar?? Desde quando? E… ao sporting? E depois volta a marcar à Naval?? Mas afinal ele está no Braga para marcar? Quem é que mudou as regras e não me avisou?

E o Alberto João não foi sambar, abanar as banhinhas??? Não foi pavonear o pneu?

Foram demasiadas emoções… Ia tendo um ataque cardíaco porque não estava a reconhecer este planeta…

Felizmente há coisas que não mudam e o Ricardo continua a defender socando para a frente…! Ainda tive dois AVC com a prestação dele no jogo com o Barcelona, mas esta semana o velho Ricardo voltou! E levou seis no papo!!! Ufa, ainda há coisas que me são familiares...

18 de fevereiro de 2009

...haxixe mto estranho...

Cá para mim o Crespo só fala mal do Sócrates porque o pediu em namoro e o PM disse que não porque andava entretido com o Magalhães...


Eu também só casco no Crespo porque sempre tive uma paixão assolapada por ele e o homem não me liga a mínima! Arre, que o homem deve ser cego...


E, ou o crespo deixa de fazer palermices, ou vou ter de me chatear. Já estou farta de não falar de mim!!! Afinal o blog é de quem? Este Crespo é mesmo danado. Sede de protagonismo, é o que é!

Macaquinho de imitação!!!

Avisam-se os grupos de risco (crianças, crentes, crespos e afins) que a linguagem que se segue poderá ser potencialmente ofensiva. Gratuitamente ofensiva. Poderá ferir a sensibilidade de algumas borboletas.
Quando toda a gente bi-neuronial (at least) já tinha rido do Presidente da República e do Primeiro Ministro por virem pôr-se em bicos de pés por causa duma missiva que um speechwritter de 13 anos do Obama terá escrito...
...vem o Dom Sebastião do jornalismo agitar as águas... ah, Leão!!
Diz o Crespo:
Ai, carédo (isto é "credo", dito à Maria Ruef), "melher"! Aqueles possidónios dos PR e do PM põem-se logo aos pulos só por receberem um cartãozinho do nigga mais conhecido do mundo. Aquele, o O'bamba, o lá o que é. Um que é assim esturricadinho...
São mesmo insuportáveis, os gajos!!! De certeza que vão guardar religiosamente o raio do cartão, os tontinhos. Só faltava emoldurar. Hão-de passar-se anos e anos e eles vão ter aquilo guardadinho. Devem pensar que um dia o vendem no e-bay! E ainda vêm para a televisão mostrar estas coisas e falar sobre elas e tal... Que grandes ineptos! Só porque o O'bamba assinou... Tristes!
Bem, mas já que aqui estamos e eu agora não me lembro assim de mais nada para dizer, e uma vez que estamos em directo, na minha rubrica semanal, vou mostrar-vos uma coisa que, por coincidência, encontrei ali num cantinhno em casa quando andava à procura do cão do tio do Sócrates para o torturar, porque ele sabe de muita coisa, viu muita coisa enquanto foi guarda no Ministério do Ambiente. Ele sabe muita coisa mas não conta nada... Só ladra!!! Mas, como eu aprendi em Washington, two can play that (barking) game!

Bem, adiante: estava eu a procurar o cão do tio do Sócretes, dei um pontapé num calhau, e o que vejo? Adivinhem lá?? Um cartão de Natal que recebi dos Clinton no ano de 1753, mais coisa menos coisa. O postalinho é assim giro, é de Natal, tem temas de Natal, está gastinho e velhinho e até tem uma piquena manchita branca (é do Bill, o maroto! Eu sabia que valia a pena guardar o cartão!!!).
No postal a família Clinton deseja à minha família (à MINHA, ok? Não é a outra...) um Feliz Natal e um Ano cheio de coisas boas. E não é que eu tive mesmo um óptimo Natal em 1753 e um ano prosperérrimo em 54? Foi tudo graças ao casal Clinton.
Abençoados sejam, e abençoada a cunha que meteram no céu para eu conseguir ter esse ano fantástico. E os Clinton não mandaram o postal para a família Silvinha, não!!! Nem para o Pinto de Sousa, não senhor!!!
Isso é que era bom!
Mandaram para MIM! E se eu fosse parolo e julgasse que isto dava notícia vinha, como o PM e o PR, para a tv mostrar, babado, o meu postalinho! Que não é naaaada daquilo que eu estou a fazer... naaão...!!
Isto é que é um cartão. (Agora cá um registo protocolar...)
Pffff! Manientos!...
(Bem, vou só ali roer mais um bocadinho de basalto da calçada porque os meus dentes ainda não estão suficientemente medonhos...)
Até já, cherries!
A excelência constante de conteúdos trazidos pela CBS de Marte... em 60 minutos...
Tic, tac, tic, tac!

17 de fevereiro de 2009

TECH-NO-LOGIC... que parte é que não se percebe?!?!?

(volume de fazer tinir os vidros, espaço na sala, e disposição pra dançar! r u ready?)

14 de fevereiro de 2009

...e entrar no espírito do dia... :)


(Ninguém me tira esta cisma de ja ter visto esta tal de "Clementina" verdalhona e magricela sem cabeleira nem aquelas roupas... Vou ligar ao Cocas a ver se sabe de alguma coisa...)


13 de fevereiro de 2009

MEC no seu melhor. Este gajo é um mestre.

Um dos grandes problemas da nossa sociedade é o trauma da morada.

Por exemplo. Há uns anos, um grande amigo meu, que morava em Sete Rios,
comprou um andar em Carnaxide.

Fica pertíssimo de Lisboa, é agradável, tem árvores e cafés. Só tinha um problema. Era em Carnaxide.

Nunca mais ninguém o viu.
Para quem vive em Lisboa, tinha emigrado para a Mauritânia!

Acontece o mesmo com todos os sítios acabados em -ide, como Carnide e Moscavide. Rimam com Tide e com Pide e as pessoas não lhes ligam pevide.

Um palácio com sessenta quartos em Carnide é sempre mais traumático do que umas águas-furtadas em Cascais. É a injustiça do endereço.

Está-se numa festa e as pessoas perguntam, por boa educação ou por curiosidade, onde é que vivemos. O tamanho e a arquitectura da casa não interessam.

Mas morre imediatamente quem disser que mora em Massamá, Brandoa, Cumeada, Agualva-Cacém, Abuxarda, Alfornelos, Murtosa, Angeja… ou em qualquer outro sítio que soe à toponímia de Angola.

Para não falar na Cova da Piedade, na Coina, no Fogueteiro e na Cruz de Pau.
(...)

Ao ler os nomes de alguns sítios – Penedo, Magoito, Porrais, Venda das Raparigas, compreende-se porque é que Portugal não está preparado para entrar na CEE. De facto, com sítios chamados Finca Joelhos (concelho de Avis) e Deixa-o-Resto (Santiago do Cacém), como é que a Europa nos vai querer integrar?

Compreende-se logo que o trauma de viver na Damaia ou na Reboleira não é nada comparado com certos nomes portugueses.

Imagine-se o impacte de dizer "Eu sou da Margalha" (Gavião) no meio de um jantar.

Veja-se a cena num chá dançante em que um rapaz pergunta delicadamente "E a
menina de onde é?", e a menina diz: "Eu sou da Fonte da Rata" (Espinho).

E suponhamos que, para aliviar, o senhor prossiga, perguntando "E onde mora, presentemente?", Só para ouvir dizer que a senhora habita na Herdade da Chouriça (Estremoz).

É terrível. O que não será o choque psicológico da criança que acorda, logo depois do parto, para verificar que acaba de nascer na localidade de Vergão Fundeiro? Vergão Fundeiro, que fica no concelho de Proença-a-Nova, parece o nome de uma versão transmontana do Garganta Funda.

Aliás, que se pode dizer de um país que conta não com uma Vergadela (em Braga), mas com duas, contando com a Vergadela de Santo Tirso?

Será ou não exagerado relatar a existência, no concelho de Arouca, de uma Vergadelas?

É evidente, na nossa cultura, que existe o trauma da "terra".

Ninguém é do Porto ou de Lisboa.

Toda a gente é de outra terra qualquer. Geralmente, como veremos, a nossa terra tem um nome profundamente embaraçante, daqueles que fazem apetecer mentir.

Qualquer bilhete de identidade fica comprometido pela indicação de naturalidade que reze Fonte do Bebe e Vai-te (Oliveira do Bairro). É absolutamente impossível explicar este acidente da natureza a amigos estrangeiros ("I am from the Fountain of Drink and Go Away...").

Apresente-se no aeroporto com o cartão de desembarque a denunciá-lo como sendo originário de Filha Boa.

Verá que não é bem atendido. (...) Não há limites. Há até um lugar chamado Cabrão, no concelho de Ponte de Lima!

Urge proceder à renomeação de todos estes apeadeiros.
Há que dar-lhes nomes civilizados e europeus, ou então parecidos com os nomes dos restaurantes giraços, tipo "Não Sei", "A Mousse é Caseira", "Vai Mais um Rissol". (...)

Também deve ser difícil arranjar outro país onde se possa fazer um percurso que vá da Fome Aguda à Carne Assada (Sintra) passando pelo Corte Pão e Água (Mértola), sem passar por Poriço (Vila Verde), e acabando a comprar rebuçados em Bombom do Bogadouro¹, (Amarante), depois de ter parado para fazer um chichi em Alçaperna (Lousã).


¹ - Bogadouro é o Mogadouro quando se está constipado!!!


foi assim que eu interpretei a metáfora:

FOTONOVELA!!!!

I.


II.

III.


IV.


12 de fevereiro de 2009

ai aqueles malandros!


Extra! Extra!



Foi descoberta prova documental.


Afinal andava alguém a praticar a assinatura do tio Zé da Horta!

Ai esta juventude...

...são uns traquinas!
Está tudo perdido!



10 de fevereiro de 2009

o tio crespo


O poeta é um fingidor


Logo, o tio Mário é um poeta!!!


(...E dos bons, carago!!!)






BASTA PUM BASTA! Hoje sou eu que malho em tudo e todos!!!

.
.

Basta PUM Basta!!!



Uma geração que consente deixar-se representar por um Tio Zé é uma geração que nunca o foi. É um coio d'indigentes, d'indignos e de cegos! É uma resma de charlatães e de vendidos, e só pode parir abaixo de zero!



Abaixo a geração!



Desmaie o Tio Zé, desmaie! PIM!



Uma geração com um Tio Zé a cavalo é um burro impotente!



Uma geração com um Tio Zé ao leme é uma canoa em seco!



O Tio Zé é um cigano!



O Tio Zé é meio cigano! (Ai, Lelo…)



O Tio Zé saberá, (do inglês) a gramática, saberá sintaxe, saberá engenharia, saberá fazer ceias para cardeais e tricotar luvas para quem tiver frio, saberá tudo menos governar que é a única coisa que ele faz!



O Tio Zé pesca tanto de poesia que até faz sonetos com ligas de duquesas… (ou de duques?!)



O Tio Zé é um habilidoso!



O Tio Zé veste-se mal!



O Tio Zé usa ceroulas de malha! (durante o jogging matinal…)



O Tio Zé especula e inocula os concubinos! (eheheh)



O Tio Zé é Tio Zé!



O Tio Zé é José!



Desmaie o Tio Zé, desmaie! PIM!



O Tio Zé fez uma soror “f.” que tanto o podia ser como a Solange F. de Castro, ou a Leonor Teles, ou o Mestre d'Avis, ou a Dona Constança, ou a Nau Catrineta, ou a Maria Rapaz!



E o Tio Zé teve claque! E o Tio Zé teve palmas! E o Tio Zé agradeceu! (porreiro, pah!)



O Tio Zé é um ciganão!



Não é preciso ir pró Rossio (ou para São Bento) para se ser pantomineiro, basta ser-se pantomineiro!



Não é preciso disfarçar-se para se ser salteador, basta governar como o Tio Zé!


Basta não ter escrúpulos nem morais, nem artísticos, nem humanos! Basta andar com as modas, com as políticas e com as opiniões! Basta usar o tal sorrisinho, basta ser muito delicado, e usar coco e olhos meigos! Basta ser Judas! Basta ser Tio Zé!



Desmaie o Tio Zé, desmaie! PIM!



O Tio Zé nasceu para provar que nem todos os que governam sabem governar!



O Tio Zé é um autómato que deita para fora o que a gente já sabe o que vai sair...



Mas é preciso deitar dinheiro!



O Tio Zé é um soneto dele próprio!



O Tio Zé em génio nem chega a pólvora seca e em talento é pim-pam-pum.



O Tio Zé nu é horroroso! (Aqui discordo. por algum motivo é apelidado de Pinóquio…)



O Tio Zé cheira mal da boca! (está sempre a mascar chichete!)



Desmaie o Tio Zé, desmaie! PIM!



O Tio Zé é o escárnio da consciência!



Se o Tio Zé é português eu quero ser espanhol!



O Tio Zé é a vergonha da intelectualidade portuguesa!



O Tio Zé é a meta da decadência mental!



E ainda há quem não core quando diz admirar o Tio Zé!



E ainda há quem lhe estenda a mão! (Ai, tio Aníbal…)



E quem lhe lave a roupa!



E quem tenha dó do Tio Zé! (Ai, tio Aníbal…)



E ainda há quem duvide que o Tio Zé não vale nada, e que não sabe nada, e que nem é inteligente, nem decente, nem zero! (Vá, aqui discordo. Ele inteligente é! E sabe muito. Muito mais do que conta… ou do que fica registado na sua memória!)



Vocês não sabem quem é a soror “f.” do Tio Zé? Eu vou-lhes contar:


A princípio, por cartazes, entrevistas e outras preparações com as quais nada temos que ver, pensei tratar-se de soror Joana Amaral Dias a pseudo autora daquelas cartas francesas que dois ilustres senhores desta terra não descansaram enquanto não estragaram para português, quando subiu o pano também não fui capaz de distinguir porque era noite muito escura e só depois de meio acto é que descobri que era de madrugada porque o bispo (Crespo) de Beja disse que tinha estado à espera do nascer do Sol!



A “f.” vem descendo uma escada estreitíssima mas não vem só, traz também o Santos Silva que eu não cheguei a ver, ouvindo apenas uma voz muito conhecida aqui na Brasileira do Chiado. Pouco depois o bispo (Crespo) de Beja é que me disse que ele trazia calções vermelhos.



A “f.” e o Santos Silva estão sozinhos em cena, e às escuras, dando a entender perfeitamente que fizeram indecências no quarto (chama-se “malhar”). Depois o Santos Silva, completamente satisfeito, despede-se e salta pela janela com grande mágoa da freira lacrimosa. E ainda hoje os turistas têm ocasião de observar as grades arrombadas da janela do quinto andar do Convento da Conceição de Beja na Rua do Touro, por onde se diz que fugiu o célebre capitão de cavalos em Paris e dentista em Lisboa.



A “f.” que é histérica começa a chorar desatinadamente nos braços da sua confidente e excelente pau de cabeleira soror Solange F.



Vêm descendo pela dita estreitíssima escada, várias “f.”s, todas iguais e de candeias acesas, menos uma que usa óculos e bengala e ainda toda curvada prá frente o que quer dizer que é tia Manela.



E seria até uma excelente personificação das bruxas de Goya se quando falasse não tivesse aquela voz tão fresca e maviosa da Tia Manela da vizinha do lado. E reparando nos dois vultos interroga espaçadamente com cadência, austeridade e imensa falta de corda...



Quem está aí?... E de candeias apagadas?



- Foi o vento, dizem as pobres inocentes varadas de terror... E a tia Manela que só é velha nos óculos, na bengala e em andar curvada prá frente manda tocar a sineta que é um dó d'alma o ouvi-la assim tão debilitada. Vão todas pró coro, mas eis que, de repente, batem no portão sem se anunciar nem limpar-se da poeira, sobe a escada e entra pelo salão um bispo (Crespo) de Beja que quando era novo fez brejeirices com a menina do chocolate.



Agora completamente emendado revela à tia Manela que sabe por cartas que há homens que vão às mulheres do convento e que ainda há pouco vira um de cavalos a saltar pela janela. (O bispo Crespo é um ganda chibo, é o que é!) A tia Manela diz que efectivamente já há tempos que vinha dando pela falta de galinhas e tão inocentinha, coitada, que naqueles oitenta anos ainda não teve tempo para descobrir a razão da humanidade estar dividida em homens e mulheres. (Isto é mesmo coisa da Tia Manela…)



Depois de sérios embaraços do bispo é que ela deu com o atrevimento e mandou chamar as duas freiras de há pouco com as candeias apagadas. Nesta altura esta peça policial toma uma pedaço de interesse porque o bispo ora parece um polícia de investigação disfarçado em bispo, ora um bispo com a falta de delicadeza de um polícia de investigação, e tão perspicaz que descobre em menos de meio minuto o que o público já está farto de saber - que a “f.” dormiu com o que malha. O pior é que a “f.” foi à serra com as indiscrições do bispo e desata a berrar, a berrar como quem se estava marimbando pra tudo aquilo. Esteve mesmo muito perto de se estrear com um par de murros na coroa do bispo no que se mostrou de um atrevimento, de uma insolência e de uma decisão refilona que excedeu todas as expectativas. (É que o bispo Crespo está com um pó à pobre “f.”…)



Ouve-se uma corneta tocar uma marcha de clarins e “f.” sentindo nas patas dos cavalos toda a alma do seu preferido foi qual pardalito engaiolado a correr até às grades da janela gritar desalmadamente pelo seu Santinhos. Grita, assobia e rodopia e pia e rasga-se e magoa-se e cai de costas com um acidente, do que já previamente tinha avisado o público e o pano cai e o espectador também cai da paciência abaixo e desata numa destas pateadas tão enormes e tão monumentais que todos os jornais de Lisboa no dia seguinte foram unânimes naquele êxito teatral do Tio Zé.



A única consolação que os espectadores decentes tiveram foi a certeza de que aquilo não era a soror “f.” Câncio mas sim uma cancioneirada que tinha cheliques e exageros sexuais.



Continue o senhor Tio Zé a governar assim que há-de ganhar muito e há-de ver que ainda apanha uma estátua de prata por um ourives do Porto, e uma exposição das maquetes de engenharia pró seu monumento erecto por subscrição nacional do «Século» a favor dos feridos da guerra, e a Praça de Camões mudada em Praça Dr. Eng.º Tio Zé, e com festas da cidade pelos aniversários, e sabonetes em conta «Tio Zé» e pasta Tio Zé prós dentes, e graxa Tio Zé prás botas e Niveína Tio Zé, e comprimidos Tio Zé, e autoclismos Tio Zé e Tio Zé, Tio Zé, Tio Zé, Tio Zé... E limonadas Tio Zé-Magnésia.




E fique sabendo o Tio Zé que se um dia houver justiça em Portugal todo o mundo saberá que o autor de Os Lusíadas é o Tio Zé que num rasgo memorável de modéstia só consentiu a glória do seu pseudónimo Camões.




E fique sabendo o Tio Zé que se todos fossem como eu, haveria tais munições de manguitos que levariam dois séculos a gastar.




Mas julgais que nisto se resume literatura portuguesa? Não Mil vezes não!


(…)
E as pinoquices (como? pinoquices? como… de pinóquio?!?)


(…)
E todos os que são políticos e artistas! E as exposições anuais das Belas-Artes! E todas as maquetas do Marquês de Pombal! E as de Camões em Paris; e os Vaz, os Estrela, os Lacerda, os Lucena, os Rosa, os Costa, os Almeida, os Camacho, os Cunha, os Carneiro, os Barros, os Silva, os Gomes, os velhos, os idiotas, os arranjistas, os impotentes, os celerados, os vendidos, os imbecis, os párias, os ascetas, os Lopes, os Peixotos, os Motta, os Godinho, os Teixeira, os Câmara, os diabo que os leve, os Constantino, os Tertuliano, os Grave, os Mântua, os Bahia, os Mendonça, os Brazão, os Matos, os Alves, os Albuquerques, os Sousas (quais, os Tavares?) e todos os Tio Zé que houver por aí!!!!!!!!! (estes que se ponham a pau e não ousem ser “ricos”, senão vão ter a porta da entrada marcada com um símbolo, para serem facilmente reconhecidos!)



E as convicções urgentes do homem Cristo Pai e as convicções catitas do homem Cristo Filho!... (E livrai-nos de quem? Do Malamen, pois claro…)



E os concertos do Blanch! E as estátuas ao leme, ao Eça e ao despertar e a tudo! E tudo o que seja arte em Portugal! E tudo! Tudo por causa do Tio Zé!



Desmaie o Tio Zé, desmaie! PIM!



Portugal que com todos estes senhores conseguiu a classificação do país mais atrasado da Europa e de todo o Mundo! (Ganda treta!!! Ainda agora a OCDE veio dizer o contrário!! Pffff… que falta de rigor!). O país mais selvagem de todas as Áfricas! O exílio dos degradados e dos indiferentes! A África reclusa dos europeus! O entulho das desvantagens e dos sobejos! Portugal inteiro há-de abrir os olhos um dia - se é que a sua cegueira não é incurável e então gritará comigo, a meu lado, a necessidade que Portugal tem de ser qualquer coisa de asseado!



Desmaie o Tio Zé, desmaie! PIM!

casem casem... (Muahahahaaahhhhh!!)

.
.


Os meus amigos estão todos a casar. Alguns até saltaram essa parte e foram directamente para os filhos. [Sim, no plural!]




Eu não tenho essas aspirações.




E toda a gente acha que eu tenho ar, perfil e vontade de ser mãe. De ser esposa. Just for the record, I’m not housewife material!!!! [Not yet, at least…]







Ainda sou muito nova para me arruinar, penso.




E ver os casalinhos abençoadinhos a escolherem que tule, que flores, que menus, que música, que alianças e que gente levar à boda parece-me uma ocupação bastante entediante. Acredito que seja por não ser o meu, mas não deixo de achar extremamente BOOOORING!







Casar para quê? Para quem? Para ir de lua-de-mel? Para encaixar uns trocos? Para ser mais feliz? Alguém é mais feliz apenas e só por ter casado? Casar para deixar de ser pecado o truca-truca praticado duas vezes por semana e redimido, na missa, ao domingo? Tontería.







E ter filhos? Quem é que [no seu perfeito juízo] quer trazer agora mais crianças ao mundo, a este mundo? Quão egoísta é essa shit?







Sim, se calhar sou só eu que sou ressabiada…


[Fonix, e acabei de criar aqui uma aliteração espectacular. Sou genial. Relacionalmente inepta, mas genial no meu conjunto…]







Ao explicar esta minha angústia a um amigo [um que vê sempre o copo meio cheio], chegámos à conclusão – pfff, como são tontos os “outros” – que agora os casais andam todos eufóricos, mas que daqui por uns meses o discurso muda:







Ela começa a queixar-se que ele deixa a toalha no chão e a tampa da sanita levantada. [Eu cá acho que eles fazem de propósito! Alguns até devem vir a sair do WC e lembram-se “Ah, porra, quase me esquecia de deixar a tampa para cima só para termos do que falar hoje, à mesa…”]




Ele começa a queixar-se que desde que o puto nasceu nunca mais pinaram decentemente… “É tudo a correr e ela anda sempre cansada!” [snif, snif, vai mais uma caneca de cerveja para o bucho!]


Nunca mais vão ao cinema.




Os jantares românticos vão envolver biberões [em vez de velas] e sogras [em vez de maîtres].




Os Natais terão de ser divididos entre duas famílias e os presentes recebidos vêm em nome dos dois – e, estranhamente passam a ser para nenhum deles: são “para a casa”. [Olha, sabes que mais? BARDAMERDA! Sabes onde é que podes enfiar o salazar*?]




São as depressões pré e pós-parto, as estrias, as celulites… [Se eu quiser celulite e estrias e tudo isso, como chocolates. E os chocolates não me sugam o leite nem a paciência, nem choram de madrugada, nem me rasgam para sair de dentro de mim – não, este último ponto não é discutível…]




E os momentos de luxúria? “Oh querida, porque não pões aquela lingerie que sabes que eu adoro ver?”. Resposta: “Olha, meu caro buda, porque desde que emprenhei do TEU filho, engordei dezoito quilos. Essa lingerie era o S e eu estou a usar um tamanho com mais “X” que os teus filmes porno!! É por isso, meu querido!! Já para não falar que as minhas maminhas outrora rijinhas e suculentas agora são dois funis [doridos de leite UHT] que me dão pela cintura…”


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Por um minuto fartei-me de rir com a maldade. Deleitei-me e regozijei com a desgraça alheia, mas depois senti um aperto [e juro que não era da roupa interior…]. Toda eu fui amofinação.
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[Vou ligar aos meus amigos e mostrar-me solidária com o sofrimento deles.]



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*Referência mais-que-explícita ao post já aqui abaixo…

salazar? ...who?!

Ah e tal, o salazar era um espectáculo

Ah e tal, com o salazar é que era!!!

Era tudo aproveitadinho, não havia desperdício...

Então não é que, afinal, o Salazar era um queridinho???
Um resistente, um sedutor, um proporcionador de prazer???



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Querem lá ver que vou ter de começar a ter sonhos eróticos com o velhinho salazar??, pensei eu!!
A cena:

Eu a lamber o salazar....

Ele a sujar-me a toda, a deixar-me lambusada, com os dedos peganhentos e a boca doce. É cabelos, é roupa, é pele, tudo peganhento, fruto daquele exercício manual que me cansa imenso!

WOW!! Quanto potencial...

Mas espera lá: estamos a falar
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DESTE

ou

DESTE


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(É que mais facilmente consigo imaginar o rapa-tachos a proporcionar-me prazer...
Mas isso sou eu, que devo ser uma picuinhas de merda!!!!)
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eu & tu no palco

Os homens são apressadinhos. E isso é equipamento de série. É que já nem se fabricam sem o serem. Trazem o chip da pressa tão metidinho, tão metidinho que não conhecem outra condição.



E hoje sim, apeteceu-me generalizar. Hoje é tudo farinha do mesmo saco. É tudo farinha Amparo!



Lá porque somos simpáticas ou afectuosas não quer dizer que estejamos de quatro. As mulheres são naturalmente afáveis, até mesmo as duronas têm este lado. E os homens acham que por sermos amáveis amantes, somos amores.


(Ei, ca burros!)



Actualmente os homens já não detêm a exclusividade do sexo-por-sexo. E eu nem sequer gosto particularmente dum affair sem suporte, sem algo que me seduza, sem me sentir envolvida, mas daí a ter de estar apaixonada para partilhar a cama… gimme a break!



O amor per si não me cativa. O amor é o que fica quando a paixão desmaia, e a mim não me convence. Por enquanto quererei ser (ou estar) apaixonada. E apaixonar-me-ei todos os dias, se preciso.



Mas falar-lhe (ou falar-me) disto parece-me contraproducente. Como o oblique gaze ou efeito prismático, em que se estivermos a olhar directamente para algo não conseguimos ver tão nitidamente como se estivermos de olhos semicerrados a olhar ligeiramente para o lado.



Também os sentimentos se olhados directamente perdem a sua essência. Quando demasiado esmiuçados começam a desvanecer-se e só uma alteração de perspectiva (foco) ou um piscar (fechar) de olhos funcionam como redefinidor de contornos.





(pena que esmiuçar seja defeito meu…)

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Gosto da paixão como gosto do plateau. Quase todos os (homens e mulheres) que conheço trabalham para o orgasmo. Correm para ele como se este lhes fugisse. Não me seduz sobremaneira, o orgasmo. Posso induzir-me vários, e desde criança os associo ao sono. Não são, por isso, uma prioridade.

O que me faz disparar os sentidos é o plateau, o pré-orgasmo; aquele estado letárgico, sublime, em que me domino, transcendo, excito e exercito. Se fosse uma maratona, eu correria 41km e ao percorrer o 42º, voltava para atrás. Correria até meio do percurso, voltaria a correr no sentido correcto, e andaria assim, de um lado para o outro, a evitar a meta. (Talvez não a correr – a saltitar, abanando os braços para me impulsionar).



Porque gosto de (me) explorar. E ao outro, de o cheirar e tocar e provar. Lamber--lhe os lábios devagar. Sentir a sua boca entreaberta. Deixar a minha mão percorrer- -lhe o corpo, abrindo caminho para que os lábios a imitem. Gosto de boquear (foi o verbo que inventei agora para traduzir algo com “tactear com a boca”). Gosto de cheirar o homem com quem estou. Gosto de o lamber.



É assim que sou. Tenho a maior das dificuldades em ser compreendida pelos homens que se sentem diminuídos na sua masculinidade ao repararem que não estou ali pelos orgasmos múltiplos. Poor guys. Eu não preciso que me "dêem" orgasmos! Seria como oferecerem-me lingotes de ouro; guess what?, tenho uma despensa cheia! Eu gosto, claro, são prazeirosos, mas esses orgasmos construídos em trinta segundos uso-os basicamente para combater a insónia.


O que me move é o prazer de ficar horas a fio a contemplar, admirar, esculpir, tactear o meu e o seu corpos. Construir um plateau onde fique a aproveitar-me dos seus recursos, do seu empenho, da sua energia. Não andar a pensar que orgasmos simultâneos é que são bons. Não são. Os deles duram três, os meus bastantes mais segundos. Há uma lacuna grande em que, devido ao estado de "sensibilidade" dele, não tenho o feedback pretendido. Trabalharem ou dedicarem-se os dois a um mesmo objectivo é muito mais profícuo.







8 de fevereiro de 2009

tá bonito, ta...

Eu sempre disse que neste blog não se aprende nada.
Quem não quis acreditar vem aqui dar uma espreita de vez em quando!
Azar do caraças. Eu avisei...

:)


Primeiro deliciem-se com a fabulosa legendagem; vejam, então, uma segunda vez, só para ver o video. Até é giro. A mim, pelo menos, dá-me logo vontade de dançar! Mas eu sofro de dançarinice aguda...

6 de fevereiro de 2009

espreitei pela fechadura...

Saído do passado envolto em nevoeiro, chegou um amigo que a fez lembrar-se de si. Ele lembra-se de como ela era feliz. Ruiva e farta e sorridente. E do cheiro que tinham os seus cabelos ondulados, de fogo. Lembra-se, porque o guardou bem guardado, da sobrancelha que ainda hoje se atira ao ar quando se chateia.


Lembra-se da voz dela e de como cantava bem. Das saias que usava, das botas de que mais gostava.


No liceu eram amigos. Agora ele é um pedaço daquele passado que ela já tinha esquecido.


A ela sabe-lhe bem viver aqueles momentos de partilha, de recordação, de glamour e de prazer que ele lhe proporciona. Ela fica três décadas mais jovem quando fala dele. Ela ri-se como há muito não ria.

Quando a chuva a deprime, é nas palavras dele que procura alento e conforto e mais um sorriso. São amigos, eu sei. Mas são mais que isso…


O romance deles ainda é adolescente; trocam telefonemas e mensagens que cruzam, com pressa, o Atlântico.


Compreendem-se como ninguém e estão a viver uma paixão secreta. São ambos casados e ela é mãe. A minha.