Não sei se sabem que a Luciana Abriu está grávida. (o sobrenome não é gralha).
Ora, e por falar em sobrenome, não sei se sabem que a boa da Lucy é uma menina que tem pedigree. Segundo dizem ela vem da linhagem do D. João I. Ora... e a miúda agora está grávida do Djaló.
Assim, vamos ter um reizinho luso-guineense. Fixe, não é??? :)
Eu acho absolutamente cool.
Assim, e uma vez que na conjuntura mundial estamos todos de tanga... e a tendência - apesar do frio - é ficarmos em pelota, ao menos quando se gritar "O REI VAI NÚ", em vez de vermos a pilinha do D. Duarte ou do outro (o fadista emproado), poderemos ter o prazer de (ar)regalar a vista com um apetrechamento negão.
Vai é demorar uns anos. Uns 16, prai, que os niggas amadurecem mais depressa que os branquinhos. (Ouvi dizer!)
6 de março de 2010
The Prince of Bel-Ass
hummm... isto faz-me lembrar
variações em Sol menor
raw's beef (Isto é um trocadilho. Mas só o título. O resto não)
3 de março de 2010
a la folie
Parece estranho que uma pessoa tenha consciência de quando a sua ingenuidade (já fraquejante) leva a golpada final. A estocada seria apenas mais uma, não tivesse eu consentido. Esta era uma morte anunciada, afinal a inocência era quase trintona – sinónimo de “anciã” na idade-de-sentimentos-infantis.
Naquele dia, naquela tarde, eu vinha inundada de ti. Daquilo a que passam a valer os parcos momentos juntos, em que te (ab)sorvo a um metro de distância. E que atordoam, de tão intensos.
“Mais um momento, só mais um momento”, é o que peço – ou rezo – intimamente. Que não te vás, que não tenhas de ir-te, que não exerças a faculdade de te alheares de mim e, se possível, que te desmaiem as pernas – como a mim quando me passas o braço pela cintura.
Não ouves a prece que matuto entre os ouvidos.
Abraças-me no adeus, encostas a cara à minha e soltas-me dando por findo o tempo que me coubera, selando num roçar de bochecha o convívio diário.
Olhaste-me e percebeste alguma coisa. Sem saber exactamente o quê, decifraste-me tristeza no olhar, creio. Fiquei triste por mim, por ter sido outra vez – pela última vez – miúda, catraia, por ainda pensar que os príncipes existiam e que – lucky me – um estava mesmo à minha frente. O que viste fui eu a despedir-me de mim, não de ti. Quando me indemnizaste a boca com um beijo beijei-te de volta sem noção, quase sem intenção.
Só me apetecia ajoelhar-me e tentar ressuscitar a pequena-eu que, ignorantemente feliz, fenecia. Olhei para o chão, saiu-me um sorriso nervoso e um “vai andando” que era, de facto, um “vai-te embora e deixa-me viver o momento em que permito que se extinga a minha candura”.
Viraste-te e seguiste o teu caminho. Pus em marcha o autómato que foi o meu corpo naquele instante. Olhei para o Fernando Pessoa que levou a mão ao chapéu num cumprimento de outros tempos, e disse “não te preocupes que eu olho por ela”.
E não me preocupei. Deixei a minha preciosa criancice a três metros do escritor e subi a rua ainda a tremer – em parte devido à vodka, em parte devido a sentir-me mais vazia, mais oca, a precisar de sustento no esqueleto.
Subi a rua a passo de gastrópode, deixando rasto. Dava passos pequenos e lentos mas firmes, subindo subindo subindo. Quando cheguei onde tinha de chegar, cheguei triste. Genuinamente triste.
Mas era exactamente ali, nesta salada de tempo, espaço e espírito que eu tinha de estar. Percebi que não poderia dar-te a minha ingenuidade porque simplesmente tu já não sabias reconhecê-la. Deixaste a tua morrer algures e com ela perdeste o receptor, o decifrador comum. É normal que já não tenhas essa capacidade, exigi demasiado de ti.
Não sei se gosto que me sejas mais indiferente agora. Não sei se quero a terapia breve que não pedi ao Chiado. Nem sei se viverei melhor agora sem a minha inocência – só sei que vou sentir a sua falta.
(Se bem a conheço está a entediar o pobre Sr. Pessoa e a contar-lhe, entusiasmada e arrebatada, tudo sobre ti.
Uma, outra e outra vez.)
Uma, outra e outra vez.)
28 de fevereiro de 2010
"Queres companhia?"
Todos os sábados à noite (já domingos
de madrugada, algures entre as 2am e as 7am) recebo a mesma mensagem: “queres
companhia?”.
Das primeiras vezes achei
excitante o tipo quase desconhecido e sobejamente viril abordar-me desta
maneira. Em cinco segundos respondi enviando-lhe a morada. Nas vezes seguintes
apenas lhe respondia “Despacha-te”. E ele, bem-mandado, despachava-se. Vinha e
despachava-me e vínhamo-nos. Só já deitados eu tinha tempo para tomar ciência do cheiro a fumo
trazido das noites badaladas de onde este tipo aparecia, invariavelmente alcoolizado
e feliz. Falávamos muito durante os cigarros que ele fumava, nu, à janela do
meu quarto. Quando não estávamos, (eu) a falar e (ele) a fumar, fodia-me sem
misericórdia, como se me punisse. Nunca fez amor comigo, era sempre um saciar
de apetite como se da última vez se tratasse.
A última vez, de facto, não
tardou.
A minha resposta habitual – o “despacha-te” – deu lugar a um “não posso porque…”, bastante mal cozinhado. Entretanto aumentei
o rol de desculpas e o “estou muito cansada” serviu pretty well. Escudava-me e
escusava-me com o trabalho, com outros programas,… cheguei ao burlesco e
risível cúmulo das indisposições várias como a célebre dor – a de cabeça e outras.
E estas foram as únicas mensagens
que trocámos desde então: todos os sábados, devotamente, a mesma pergunta e uma
resposta diferente na forma, mas não no conteúdo.
Há uns meses deixei de responder,
mas continuo a receber o “Queres companhia?” como se de uma religião me
tratasse.
hummm... isto faz-me lembrar
flirt,
homem,
variações em Sol menor
27 de fevereiro de 2010
palavra de escuta
Perguntaram-me hoje, no seguimento de conversas sobre a Protecção Civil, o caos, as intempéries e as catástrofes naturais, se eu tinha andado nos Escoteiros / Escuteiros.
A resposta foi um rotundo não. De facto os meus pais sempre tiveram intenção que eu iniciasse a minha vida-sexual-emparceirada (no mínimo) na adolescência.
A resposta foi um rotundo não. De facto os meus pais sempre tiveram intenção que eu iniciasse a minha vida-sexual-emparceirada (no mínimo) na adolescência.
26 de fevereiro de 2010
no name
As coisas nem sempre correm como
pensamos, enquanto atiramos uma moeda para a fonte dos desejos. Talvez por
fazermos um pedido sucinto, linear, imediato, quando eventualmente existe unanimidade
astral na concessão do desejo, este chega-nos em bruto, de acordo com o pedido.
Cabe-nos decidir o que fazer com ele; verificar se ainda é desejo, se faz
sentido e em que extensão nos dará “jeito”.
Eu não acredito que coisas boas
aconteçam apenas a pessoas boas. Já estive dos dois lados demasiadas vezes para
ainda acreditar nisso. Já fui profundamente feliz e algo infeliz dum lado e
doutro.
Hoje em dia gosto mais de atirar
moedas às fontes do que acreditar em karmas. É só dinheiro e água, eu sei, mas
gosto. Gosto de fingir que numa cara ou coroa, numa fonte ou num mito reside um
microcosmos do meu fado. Só porque sim. É tão plausível e apaziguador como um
Deus ou um espelho, ou como esse abraço. E igualmente ilusório: só os
sinto porque sou boa a imaginar.
25 de fevereiro de 2010
vinte e quantas?
Eu não percebo como é que, em 24 horas, o Jack não prega olho...
Fazer a cama, quem faz? Eu. E arrumar a roupa toda que se experimentou até chegar às calças certas e à camisa adequada? Não é fácil... E ainda há-que arrumar a casa-de-banho que fica de pantanas com toalhas e escovas e secador e pincéis e maquilhagens e toda a espécie de coisas que na noite anterior não moravam ali.
Eu considero-me bastante resistente e mesmo assim tenho de ir à cama buscar energias e bons conselhos.
Se a série 24 se baseasse num dia meu, dez episódios eram definitivamente passados em actividades de cama (ou ao seu redor ou a ela relacionadas).
Sobram 14 horas.
Duas vao direitinhas para banho, cremes, vestir, tratar dos cabelos, da pele e maquilhar.
Já só sobram 12horas.
Fazer a cama, quem faz? Eu. E arrumar a roupa toda que se experimentou até chegar às calças certas e à camisa adequada? Não é fácil... E ainda há-que arrumar a casa-de-banho que fica de pantanas com toalhas e escovas e secador e pincéis e maquilhagens e toda a espécie de coisas que na noite anterior não moravam ali.
Com tudo isto sobram-me 10horas.
Tenho de manter-me actualizada, ver as notícias na tv. Na Euronews demoro meia-hora para me actualizar. Há ainda que ver séries na tv - se for um filme num canal generalista acabei de esgotar três horas do meu dia. Restam-me agora 6h30 e ainda nem saí de casa!
Nem me alimentei. Não posso passar o dia sem comer, certo? E para me alimentar tenho de cozinhar. E para cozinhar tenho de ir às compras. Se fizer 4 refeições, (2 de meia-hora, 2 de uma hora), com compras e o tempo que levo a cozinhar, são quatro horas para o galheiro.
Sobram-me 2h30 do dia e só comi, dormi, fiquei linda e informada.
De certeza que este período de tempo não chega para impedir que assassinem uma alta patente nem para evitar um atentado nem salvar criancinhas indefesas nem resolver um mistério da humanidade. Se eu ousar sair de casa vou demorar uma hora a chegar a qualquer sítio., E como tenho de regressar, são duas horas gastas.
Sobram-me 30 minutos.
O que é que faço com trinta minutos?!?! Acho que vou ver filmes com bolinha, pra me vir o sono...
4 de fevereiro de 2010
The bottom line is...
hummm... isto faz-me lembrar
variações em Sol menor
1 de fevereiro de 2010
Aviso à tripulação
Hoje ou amanhã vai cair BOMBA sobre o Mário Crespo e o amiguinho Sócrates.
Vamos ver quem é que vai malhar em quem. E, no fim, quem ganha e quem vai ser internado.
É aguardar...
Vamos ver quem é que vai malhar em quem. E, no fim, quem ganha e quem vai ser internado.
É aguardar...
31 de janeiro de 2010
Lou-Lou? Oui, c'est moi...
Deixa-me ver se percebi:
A Constituição da República, no
seu Artigo 13º (o da Igualdade), proíbe a discriminação baseada,
entre outros, no género, certo? Certo.
Uma altura houve em que até foi criado um pelouro, (novamente, o da Igualdade), para combater essas injustiças,
lembram-se? Lembram-se com certeza.
Bolas, então e o Chico Balsemão não
sabia disso quando pensou na Sic Mulher?? Ninguém viu aqui uma tremenda inconstitucionalidade?
Ou o Chico tem estatuto especial no Mundo por ser um menino-bonito do grupinho Bilderberg?
Há alguma paridade nesta coisa da
Sic Mulher? Onde é que está a Sic Homem?? Onde é que está um canal que mostre os
interesses masculinos?, por exemplo carros e tipas nuas - ou semi?? Ou melhor ainda: carros
à barda conduzidos por tipas nuas - ou semi-, em circuitos dentro de estádios olímpicos,
enquanto no meio se joga uma bela partida de um qualquer desporto colectivo, (disputado
por… mulheres nuas - ou semi)? E, já agora que estamos numa de pedir desejos, o programa TV Turbo despedia a caixinha-de-óculos e punha a
Sasha Grey como apresentadora...
Só há mentes brilhantes para ir
falar às Tardes da Júlia ou às Manhãs da Fátima, é? Só há cidadania activa
a partir das 02h30 da matina, para ligar para o Quem Quer Ganha? Lembrarem-se
de ler a Constituição é que não, né? Deve ter herpes, o livro.
Outro exemplo é o dos ginásios,
ambiente inicialmente másculo, tresandante a testosterona: quem é que deixou
criar ginásios só para mulheres? Quem é que, do alto da sua capacidade
inventiva, decidiu desbravar o inatacável caminho na não-paridade-desde-que-seja-a-favor-das-mulheres?
Não é que os homens tivessem
grande interesse em ir para esses ginásios dos circuitos de 30 minutos, ver as
celulites dar luta às madames, mas isto não é uma questão individual, é um assunto
moral. Lixa-me pensar que um gajo não possa ir a um ginásio destes. Quem é que
quer ir para um ginásio onde não há gajos? Quem é que põe a hipótese de ir para
um ginásio sem ser para exibir as formas, lançar guinchos lânguidos de exaustão
fingida, morder o lábio every now and then (quando o PT, coincidentemente, está
a olhar), empinar o rabo, corrigir a postura elevando o peito até parecer que se
subiu mais um degrau no alfabeto-da-medida-dos-soutiens? Quem é que sequer pondera
frequentar um sítio onde não se pode engatar alguém?; onde, fruto do horário
serôdio, uma tipa não pode enganar-se na porta e entrar, distraidamente, noutro
balneário? (Eu sei quem é que já lá foi parar… J)
Pronto, entusiasmei-me: retomemos
o fio à meada.
O que eu queria era ver alguém ousar
abrir um ginásio que dissesse, na porta, “MENINA NÃO ENTRA”. Era a prostituta
da insanidade: vinham os media para cobrir o acontecimento, apareciam os grupos
de feministas a querer queimar as camisas xadrez de flanela em frente à Assembleia
da República. E isto sim, era uma hecatombe, se tivermos em consideração que estas não usam soutien nem
fazem depilação. (Compreende-se assim que a flanela seja um mal menor…). Enfim, tudo
era possível se se pensasse num ginásio “machos-only”. Ah pois, mas como são ginásios para mulheres já se pode brincar às inconstitucionalidades,
não é?
Afinal queremos igualdade, desigualdade ou something in between? J
23 de janeiro de 2010
FRONTIÈRE(S)
Já não nos cruzávamos há dois ou
três solstícios.
Vieste e pensaste que tudo permanecia inalterado, que a ordem mundial não tinha sido afectada e que os teus peões jaziam, gravitantes, em torno de ti. Ficaste sem chão quando
viste que eu estava no céu. É tão bom estar aqui onde estou. Recusas-te a perceber
[por birra, certamente] que agora percorremos caminhos diferentes, que não quis
ir para o outro lado do mundo contigo porque não pertenço a ti. Reconheci-te a
expressão de outros tempos, de outras vidas. Continuas a não saber-me ler e
tens de ouvir tudo para compreender [ou acreditar].
Se bem que não o diga amiúde,
confesso-te [e a mim] que estou apaixonada.
Sem mais.
"Quem é ele?", perguntas. Não é só um “ele”,
é uma “ela”. Estou apaixonada por mim. Gosto de mim flutuante. Gosto de mim com
este sorriso. Gosto de voltar a dançar e de hoje ser eu a irradiar o sol, o sol nu que me vem enchendo a casa e a alma. O sol que andava de candeias às
avessas com as nuvens e que hoje resolveu aparecer-me e esbofetear-me com
calor.
E é jazzy que me sinto, e é funky que me vejo, e é bluesy e rocky que te
encontro e te digo que o tratado de tordesilhas é a valer: tu do teu lado do mundo,
eu do meu.
Estás a ver esta linha? É o teu
limite.
20 de janeiro de 2010
o dinossauro alado

Fui ver o filme
do momento.
Primeiro, há que falar do
Cameron: ok, o tipo é uma grande carola, colabora com a NASA e tudo,
mas em termos de argumento não se esforça! Dizem que começou a pensar no filme em 1995: pah, oh Cameron, não é desculpa. Começasses antes! Não te esforçaste com o Titanic, já
que foste usar uma história real, para não teres de inventar grande coisa, e agora
fazes o mesmo com o AVATAR - pegas num monte de clichés das novelas da TVI, adicionas água e já está! (Por acaso confesso não ter visto o cliché "irmãs-gémeas-lésbicas-e-cegas-separadas-à-nascença-reencontram-se-mais-tarde-num-puticlub-em-Huelva", mas isso é estratégia de marketing, para o filme poder ser visto a partir dos 6 anos. Toda a gente sabe que a cegueira é um tema que choca as criancinhas e nunca passaria no controlo do parental advisory...)
Ora, o Avatar
não é mais do que uma história de colonização como tantas outras. Tem a tribo, o chefe, a vidente (para todos vocês que
usam o Facebook, é a bidente, mas em azul cobalto). E depois tem a história de amor (quase)
impossível, que vai concretizar-se numa rica e saudável comunhão - de facto os protagonistas comem-se debaixo duma árvore. E eu pensava que eles iam amar-se juntando as pontas mini-USB das tranças, mas nãaaaao... foi como no discovery channel.
Bem, retomando os clichés,
vemos a chegada do colonizador a tentar eliminar os autóctones por causa das
riquezas naturais (been there, done that – yaaaawn) e até vemos a Mãe-Natureza a dar um empurrãozinho para que as coisas corram bem - parece que as mães têm tendência para andar sempre de olho em nós, não vá o santanás tecê-las…
Mas voltando à
vaca fria, o que me aborrece são as mensagens subliminares, de que é exemplo o típico golpe do
baú! Então vem um gajo (o “Rodinhas” para os amigos) e quer dar o golpe logo à
filha do chefão? É que o tipo não faz por menos: podia escolher uma que cantava bem:
não quis. Havia outra que era também muito dotada noutra coisa qualquer: também
não estava interessado… (Bruxo!!) Foi logo embicar com a filha do boss.
Ainda por cima,
surge aqui o maior de todos os clichés: não importa o teu carácter; não importa
se só estás a fazer as coisas por dinheiro, não importa se enganas um povo
todo, se enganas uma pobre rapariga só por causa dumas pernas (as tuas
recauchutadas e as dela, que eram bem boas), não importa se mentes, enganas,
premeditas, manipulas…
…Desde que
tenhas um bicho que vá dos 0 aos 100 em menos de 5 segundos, já és o "máiór".
(Cambada de
vendidos…)
J
[Disclaimer:
Por acaso aqui a autora gostou muito do filme, achou o argumento interessantíssimo, achou-o graficamente irrepreensível e extasiou com o 3D, com os efeitos e luminescências de todo o filme que faziam lembrar a fibra óptica quando cortada na diagonal, com luz colorida a ser projectada desde a outra ponta. Só achei que fazia falta um momento em que se chorasse. É que vi o "Marley & Eu" há muito pouco tempo e esse filme estabeleceu um novo benchmark de lamechice, lágrima espremida e até soluços,… e agora parece que sinto falta…]
Por acaso aqui a autora gostou muito do filme, achou o argumento interessantíssimo, achou-o graficamente irrepreensível e extasiou com o 3D, com os efeitos e luminescências de todo o filme que faziam lembrar a fibra óptica quando cortada na diagonal, com luz colorida a ser projectada desde a outra ponta. Só achei que fazia falta um momento em que se chorasse. É que vi o "Marley & Eu" há muito pouco tempo e esse filme estabeleceu um novo benchmark de lamechice, lágrima espremida e até soluços,… e agora parece que sinto falta…]
13 de janeiro de 2010
nova ordem mundial
Chocou-me, a sério que sim, saber que o Adolfo Luxúria Canibal tem um restaurante de sushi...
5 de janeiro de 2010
tutuRu-tutu... inspect her gadget... tutuRu-tutu whoo-hoo...
hummm... isto faz-me lembrar
mulher,
sexo,
variações em Sol menor
4 de janeiro de 2010
Vegetarianos, vegan e outros aliens
Retomo as emissões com um tema que me é muito caro: a comida.
Eu sou viciada em comida. É verdade... não passo um dia sem comer. [Bem, não é rigorosamente assim. Sou capaz de passar 48h de jejum, talvez 72h se for na Quaresma,... mas não mais.]
Adiante.
No outro dia [que foi no ano de 2008] estava a ter uma conversa interessante num restaurante vegetariano [o Paladar Zen – maravilhoso, diga-se em abono da verdade] sobre quão saudável é a comida vegetariana, etc etc.
Pois espantada fiquei quando reparei que neste sítio, como noutros, os nomes das comidas-de-passarinho eram quase na sua totalidade adaptações de nomes de pratos das pessoas normais*.
Dei por mim a comer uma bolonhesa… sem carne. Ora, raciocinem comigo: ser vegetariano e dar nome anti-vegetariano aos pratos é um bocadinho como ser devota de Deus e viver obcecada com o Demo, só falar do Demo, temer o Demo,… [ok, acabo de matar a charada da igreja católica!. Too bad, bros.!]
Mas os vegetarianos fazem-no, ai pois fazem: chamam “bife” ao aglomerado de soja; chamam “bolonhesa” a um molho que não leva carne alguma; chamam hambúrguer a farelos comprimidos. Chamam feijoada vegetariana a algo que não tem o mínimo vestígio de animais para dar o sabor a… feijoada, valha-nos Deus [disse “Deus” mas podia ser outro amigo imaginário qualquer, era só uma força de expressão].
É só abrir um cardápio desses, feitos em folha de maconha – sim, porque ah e tal, a malta aproveita tudo o que a natureza dá [certo, e os escaravelhos “reutilizam” bolinhas de cocó e nem por isso os admiro…] e ver que estão cheio de coisas que soam ora a carne, ora a peixe mas que nunca são nenhuma delas!
Exemplos?? Ainda bem que perguntam…
Cenas à Brás: O senhor Brás, se ainda fosse vivo morria de choque. Então não é que o seu bacalhau [salvo seja] anda nas bocas do mundo [salvo seja outra vez, coitado] e ainda por cima deturpado? Substituir o bacalhau por seitãs e coiso e cenas parece pecado. [Fica claro que não é por acaso que a única diferença entre “seitã” e “seita” é um til…]
Empadão: Alguém acha graça chamar empadão a alguma coisa, que não uma camada de carne ou peixe no meio de duas camadas de arroz ou puré?!
Até salsichas vegetarianas há… Salsichas?! Que alguns carinhosamente apelidam de SAL-CHICHA, em homenagem aos ingredientes principais, "sal" e "chicha", pois claro... E os alemães não fazem nada quanto a isto? Não criam uns chuveiros fixes, nem cortam o cabelo grátis a esta gente [pente um, para não se pegarem à estalada, as invejosas.]? Andam a dormir, andam? Depois queixem-se!
Empada: mas afinal a empada é de quê? Bolas! A empada é de quê??? De couve lombarda, não? Eu acredito que até seja bom, mas EMPADA é de galinha!! Não estraguem o imaginário das pessoas! Inventem nomes para vocês, legumineiros! Chamem-lhe “couve lombarda no meio de massa tenra”. Ninguém sai enganado!
Hamburguer: de lentilhas? De cenoura? Não deturpem o conceito do senhor Macdonald, por favor, que levou anos a construir um império!!
Hamburguer: de lentilhas? De cenoura? Não deturpem o conceito do senhor Macdonald, por favor, que levou anos a construir um império!!
Outra que me chocou: “Almôndegas de aveia e cenoura”. Eu não percebo grande coisa de cavalos, mas isto parece-me o almoço deles. Aveia e cenoura? Estamos a tentar ser cavalgaduras, adoptanto a alimentação dos bichos? Ai Darwin, onde andas tu quando és necessário?
Caviar de beringelas. Raciocínio: caviar são ovas. Beringela é legume. Como é que fazemos? Vestimos uma lingerie sexy à beringela-ela, deixamos que a beringela-ele se entusiasme e deixamo-los conviver como coelhos?? E depois abrimos-lhe o bucho e sacamos-lhes as ovas? A sério, senhoras e senhores vegetarianos, ensinem-me, porque para mim este vosso mundo é um arcano do catano.
Patê: o senso comum diz que patê é de sardinha, de atum ou de entranhas figadeiras de patos bêbedos. Como é que vocês fazem, vegans?? Embebedam o milho?? Obrigam o tofu a “ser cá da malta” e beber aqueles shots até ao fim?
E no dia de acção de graças recheiam o quê?? Uma chalota??
Mas a melhor para mim é esta: LEITE DE SOJA!! Mas que invenção é esta, querem ver que a soja tem tetas e ninguém me avisou?? E vai lá um tipo de boina e palito no canto da boca, todas as manhãs e diz: “Atão, a Mimosa hoje dormiu bêm? Vire lá essas tetas aqui pró Tio Zé da Horta. [Queria prestar homenagem ao Sr. Zé da Horta, que é o tal que foi aos agriões, perdeu os calções e ainda se lixou com uma galinha que farta das mariquices dos vegeterianismos, sacou duma faquinha e cortou-lhe cenas essenciais para se cantar grosso!]. Retomando: é óbvio que o leite precisa de mamas [entretanto lembrei-me de várias situações pouco católicas alusivas ao tema, mas terei de me inibir]. Sem mamas não há leite. Se a soja desse leite, tinha de ter mamas, não era?!
Depois admiram-se que as crianças não saibam nada! Ora, se andam a lanchar fatias de PÃO SEM CÔDEA, recheadas com fiambre duma PERNA EXTRA [e ainda dizem que não há modificações genéticas], e a beber LEITE PROVENIENTE DE ARBUSTOS, cum caraças, eu também preferia ver gajas nuas no Magalhães!!
E dizem os vegans: “Ah e tal, porque nós somos contra a crueldade e não comemos animais mortos”. Então comam-nos vivos, bolas, como fazem os chineses, que metem à boquinha tudo o que apanham à mão. [E como a mão até está perto do chão porque eles são pequeninos, tudo o que rasteja marcha! É certo que são amarelinhos e um bocado pró enfezados, mas são altamente inteligentes e foram a primeira civilização a adoptar o sistema PalPlus: os olhos em bico!]. E vocês, os que não comem carne o que é que inventaram, hein? Como trocar os nomes das comidas, só para enganar o cérebro, induzir a boca a salivar e… vai-se a ver era só um aglomerado de rabanetes e folhas?
Eu também não ando para aí a chamar “ratatouie de quadrúpedes” à minha refeição!! Nem polenta de vaca, ou vatapá de peru, nem esparregado de pota… ou baba ganoush de aves. Alguma vez viram?? Não! E porquê, perguntam vocês? Porque não sou macaca de imitação!
Se alguma vez me tornar vegetariana não vai ser por adorar animais, vai ser por odiar os vegetais.
__________________*Vá, sem ofensa. Era só para fazer a distinção…
hummm... isto faz-me lembrar
gula,
serviço público,
variações em Sol menor
Thank you very nice!!!
Obrigada ao Afectado por ser o mentiroso mais porreiro da blogo, considerando o meu o melhor blog do ano.
:)
Valeu!
22 de outubro de 2009
Três minutos não é pouco?!?!
Oh Chávez...
Havias de ter um cabelo de (para lá de) 30cm! Aí vias de que te serviam 3 míseros minutos...
Realmente a cena de não cantar no duche até te dou de barato porque cantar pode cantar-se nos restantes 957 minutos do dia (já estão descontadas 8h de sono).
Toda a gente sabe que eu tenho um apreço especial pelo banho, pelos momentos anteriores e posteriores a este tão saudável hábito. Ainda mais porque - e esta é uma descoberta recente - o meu champô diz, e passo a citar: "UM VERDADEIRO MOMENTO DE PRAZER - Descubra o prazer de uma textura cremosa, untuosa e fundente."
Quem é que, lendo isto, resiste a querer protelar o fim do banho indefinidamente? Eu não sei quem escreveu tão belos vocábulos, mas tirem o Nobel ao Saramago e entreguem-lho a ele, sff.
Ora, se uma pessoa for como eu facilmente sugestionável e excitável até pelo vento*ao ler estas palavrinhas TODO O SANTO DIA, só tem vontade de ficar a experimentar o prazer absoluto da tal textura cremosa (nhaaaami), untuosa (sim senhor!) e fundente (fundeeeeeente!!!).
Ou seja, Señor Chávez, três minutos de prazer não são suficientes!
Apresento aqui duas alternativas muito mais salutares:
1. Save water - shower together. Não precisa de grandes explicações: são dois no mesmo banho. (At least). Indo o casal para o banho ficam as costas muito mais lavadinhas, as pessoas mais mimadas, mais animadas,...Só vejo vantagens.
2. O so called "banho à gato", que pode começar por uma qualquer extremidade. Mas este "banho" só resulta se houver um kitten bem treinado
Duas medidas simples que promovem a sustentabilidade e a saúde do ambiente. E das relações, já agora.
Digam lá se daqui não vêm boas propostas?
______________
* Sempre quis utilizar o rasurado. É lindo.
hummm... isto faz-me lembrar
serviço público
20 de outubro de 2009
Nomes que eu não gostava de ter
Em primeiro lugar, «Marta», porque é nome de animal. Não percebo que moda foi esta de dar nome de animal a pessoas. Daqui a pouco chamamos aos nossos filhos e netos minhoca ou cadela ou panda. Não é justo!
Depois, aqueles nomes importados dos sítios onde os nossos tios foram imigrantes, como «Bianca» (que só é válido se a rapariga for caucasiana. E ariana. De resto, não funciona) ou «Bionda» (vão chamar burra a outra, sim?!)
Agora, um fenómeno recente: pegar em substantivos comuns comuns1 e torná-los nomes próprios incomuns2. Exemplo? «Oceano». Temos o Atlântico, o Índico, o Pacífico e o preto. Não, não estou a confundir com o mar negro. É o outro, o Oceano da bola. Agora aparece uma figura na sociedade portuguesa que se chama «Oceana». Para quê, digam-me? Havia alguma necessidade?! A miúda até é gira - não merecia esta cruz…
E ao falar no oceano preto, lembrei-me de “mar negro”. E não é que «Mar» também é nome de gaja? De cada vez que a Mar come sardinhas, ouve: “Oh Mar, cheiras a peixe!”. Pronto, acho feio. Os pais deviam debruçar-se sobre estas coisas. Não é por acaso que se demora 9 meses pra nascer!
Uns espertalhões, para contornar a questão do nome «Mar», acrescentaram-lhe um “a”. Ora, «Mara» não é mais que «Oceano» no feminino. A Mara passa a vida toda a ser confundida com a «Maria», como se tivesse de repente passado pelos Queijinhos Frescos3 em “o que é que fizeste ao «i»? Tirei-o do lête e pus-i-o no caféi”…
Mas um nome que realmente nunca teria na vida é «Conceição»: “Ai é muito católico o nome e tal, muito bonito e o camandro”. Ai é?!?! Toda a gente sabe que «Conceição» é nome que deriva de “concepção”. E conceber é foder…
_________________________
1 - Está repetido de propósito
2 - Já se percebeu?
3 - Referência válida apenas a quem tenha mais de 25 anos. E mesmo assim, é tramada.
hummm... isto faz-me lembrar
variações em Sol menor
em branco
Numa relação há sempre um que manda. E depois há o outro.
Nas minhas outras relações eu era tu.
Apenas mais gentil.
Apenas mais gentil.
hummm... isto faz-me lembrar
relações,
tu,
variações em Sol menor
14 de outubro de 2009
o-oh, not again...
Saio do banho.
Hoje não passo a trote pelo espelho; detenho-me à sua frente.
Reparo como sou bonita (muito mais do que me lembrava) e como me fica bem este tom escuro que os dias recentes de praia me trouxeram à pele. Só os três triângulos de pele imaculada denunciam a minha verdadeira tez.
Toco-me. Gosto do meu peito. É bonito. É bonito e simétrico. Este foi o teu adjectivo: “são tão simétricas”. E são, de facto. Não fossem os pequenos sinais salpicados aleatoriamente e pareciam desenhadas de propósito assim: gémeas verdadeiras. Mentalmente repito as palavras serenas proferidas pelo médico – “Mama direita: boa; mama esquerda: boa” – aquando da ecografia mamária, não há muitos dias. Sorrio-me. É bom saber que as minhas maminhas estão óptimas.
Rodo 90 graus sobre os calcanhares e atiro um olhar inquisidor aos glúteos. Contraio. Descontraio. Contraio. Descontraio. “Menos mal!, os cremes não resolvem grande coisa, mas o exercício tem surtido efeito”.
Começo a pôr creme, deslizando de baixo para cima, com o pé apoiado no mármore preto da bancada da casa-de-banho. Dedico especial atenção aos gémeos que amiúde relembram a lesão do ano passado.
Toco tambor na barriga com as mãos cheias de creme e encho as bochechas de ar para parecer o Bucha. Hoje estou especialmente tola. É só porque estou feliz.
Parece que me encontro com mais frequência agora. Deixei os artifícios e os engordadores de ego. Estava farta de fast food para a autoestima. Alimentar-me dos outros e dos seus sentimentos é bastante mesquinho e, não obstante, algo comum. Só me serena saber que era uma estrada com dois sentidos e que aos outros servi causas com maior ou menor grau de nobreza. De deusa do sexo a esposa perfeita fui vestindo as peles que me serviam. E alternava conscientemente o papel, ao estilo Jekyll/Hyde para servir os meus propósitos. Como me sentia preenchida nas metas a que me propunha, proporcionava (como quem troca cromos) felicidade extrema às minhas companhias – que não souberam/quiseram crer-me quando dizia “eu sei que não és para mim porque eu não sou para ti; com esta info, ou ficas ou vais”. Invariavelmente ficavam.
Fiquei a vaguear em mim tanto tempo que perdi o tento. Arrepio-me. Olho-me e gosto do meu corpo. Visto um top com costas à nadadora e reparo quão bem me fica nos ombros, como mos torna largos. Faço umas poses que julgo ter visto num qualquer concurso de culturismo, rodo-me para um lado e para outro de modo a ver mais ângulos desta paródia.
Lanço mais um sorriso ao espelho.
Gosto dos meus dentes. Quase perfeitamente alinhados. Alvos. Suficientemente imperfeitos aqui e ali para terem personalidade. A língua percorre a arcada superior da direita para a esquerda. Aproximo-me mais do espelho. Se a imagem do espelho respirasse eu sentir-lhe-ia o cheiro a mentol. Deito a língua de fora. Língua para dentro.
Toca o telemóvel.
Uma mensagem.
Tenho as mãos engorduradas e não posso mexer-lhe, not yet. Olho para o visor de soslaio e o teu nome está lá, à minha espera.
Visto apressadamente a asa delta e umas calças de desporto, como se envergonhada por me teres apanhado neste momento meu comigo.
Paro. Olho-me. Sorrio. “Merda, estou mesmo a apaixonar-me.”
hummm... isto faz-me lembrar
tu,
variações em Sol menor
13 de outubro de 2009
Ser ginecologista é coisa de macho?
"Esta é uma questão mais pertinente do que inicialmente parece. Uma resposta máscula, e tipicamente labrega, seria: “eh eh. É de homem é! Passava o dia a meter-lhe os dedos na…!” No entanto, não são todas que vão lá com dois dedos… de conversa. Por isso, uma análise mais profunda leva a outras introspecções. Chega-se assim à conclusão que há profissões extremamente desgastantes que podem estragar um casamento e ser ginecologista é uma delas. Se ser médico poder ser sedutor, ser ginecologista pode ser uma desgraça.
Segundo um estudo que foi inventado para este texto, a maior parte dos ginecologistas é homossexual ou é muito mau na cama, porque ninguém consegue passar o dia todo a ver vaginas, chegar a casa e querer ver mais uma. É como já diz o ditado “em casa de ferreiro, espeto de pau”, mas neste caso a mulher do ginecologista está tramada porque nunca verá espeto, pau, ferro ou seja lá o que for.
O ginecologista leva a profissão tão a sério que o sexo anal está fora de questão porque isso pertence a outra especialidade. Aliás, quando a mulher pede algo deste género ele prefere ligar a um colega para ir lá a casa e ver o que se passa. O prazer dos preliminares com um médico desta especialidade também é reduzido a um rasgo de insignificância. Aquilo que começa por ser um momento de prazer “manual” acaba num exame papa Nicolau. Fica claro que, nesta relação, a expressão “mete mais fundo” implica meter até ao cotovelo. Na realidade, a mulher do ginecologista prefere que o homem nunca use os dedos porque tem medo que venha a descobrir algum problema.
No entanto, parece haver algumas excepções. Num documentário sobre o famoso bordel texano Bunny Ranch relatou-se a história de um ginecologista que se desloca periodicamente ao bordel para examinar todas as meninas. Neste caso, ser ginecologista é quase como trabalhar no Centro de Inspecção Automóvel. Ver se há fugas, se há chapa amolgada e dar-lhe o selo verde. Com um bocadinho de sorte, ainda pode pedir ao dono para dar uma voltinha.
O pior é que para a maior parte dos ginecologistas não tem esta sorte. Por isso, passar o dia todo a ver vaginas também deve cansar, principalmente porque não são todas igualmente… apreciáveis. Se umas poderão estar prontas a estrear, com tudo no sítio, outras parecem uma camara de ar cheia de remendos em que se dá mais uma bombada e vai tudo pelos ares. Já para não falar da idade. Ter uma paciente de 25 não é a mesma coisa que ter uma de 75. E se a de 25 vai por obrigação, a de 75 irá porque mais ninguém tem coragem de ver o que se passa ali."
O autor é o famigerado António Raminhos!
Eu ía falar de uma outra profissão, a de esteticista, mas agora sinto-me ensombrada e só quando esquecer o brilhantismo do António é que escrevo! Prontos!!!
hummm... isto faz-me lembrar
gostava de ter sido eu a escrever,
variações em Sol menor
6 de outubro de 2009
O CASAL DO ANO!!
hummm... isto faz-me lembrar
variações em Sol menor
4 de outubro de 2009
É inútil Resistir
Este blog é de um senhor chamado Pedro M. que revela as experiências mais fantásticas da sua vida. E como o verificador de palavras é amigo dele, deixa-nos presentes como este.
Há dias assim... :) É inútil resistir...
hummm... isto faz-me lembrar
variações em Sol menor
Dance with me
Ainda não são 13h e já estou acordada há... bem, é só fazer as contas, visto que acordei às 6h!
Nestas sete horas (contei pelos dedos) já tentei dormir, já roguei pragas ao João Pestana, ja fui fazer uma corridinha de 25min e uns exercíciozinhos naquelas geringonças de exercitar os membros dos velhinhos que os autarcas colocam nos passeios próprios para o efeito, em ano de eleições.
Voltei para casa, liguei a música (pobres vizinhos) e fui pôr uma máquina de roupa a lavar. (Sim, porque a malta é engraçada e tal, mas a lida da casa não se faz sozinha e eu tenho muito bom corpinho para a cumprir). Como tinha a roupa do corpo para lavar, fiz um mini-strip pela casa e acabei nuazita na cozinha, com o detergente pequeno e poderoso (Skip, para quem não vê anúncios) a servir de microfone desajeitado!!
Tomei um banho quentinho, mimei-me e esfreguei-me e afaguei-me, pois então. Super creme no corpinho, deixar o cremezinho penetrar e continuar a dançar até "secar".
Secar o cabelito, arrumar a casa-de-banho que entretanto ja tinha bijuteria e ganchos de há três ou quatro dias, espalhados por todas as superfícies.
Uma horinha de massagem, interrompida por apitos e mais apitos de alguém que acabara de casar e seus amigos e família. Nessa horinha estava bem quentinha e sentia-me nas nuvens. Só saltei da cama quando começou a soar na rádio "Mama Do", da menina Pixie Lott, que me faz os músculos tiritar inadvertidamente. De tal modo que hoje posto também no Escala Cinza a mesma música, com a letra.
Ah, e o meu cabelo hoje está FAN-TÁS-TI-CO. (Achei importante partilhar.)
Nestas sete horas (contei pelos dedos) já tentei dormir, já roguei pragas ao João Pestana, ja fui fazer uma corridinha de 25min e uns exercíciozinhos naquelas geringonças de exercitar os membros dos velhinhos que os autarcas colocam nos passeios próprios para o efeito, em ano de eleições.
Voltei para casa, liguei a música (pobres vizinhos) e fui pôr uma máquina de roupa a lavar. (Sim, porque a malta é engraçada e tal, mas a lida da casa não se faz sozinha e eu tenho muito bom corpinho para a cumprir). Como tinha a roupa do corpo para lavar, fiz um mini-strip pela casa e acabei nuazita na cozinha, com o detergente pequeno e poderoso (Skip, para quem não vê anúncios) a servir de microfone desajeitado!!
Tomei um banho quentinho, mimei-me e esfreguei-me e afaguei-me, pois então. Super creme no corpinho, deixar o cremezinho penetrar e continuar a dançar até "secar".
Secar o cabelito, arrumar a casa-de-banho que entretanto ja tinha bijuteria e ganchos de há três ou quatro dias, espalhados por todas as superfícies.
Uma horinha de massagem, interrompida por apitos e mais apitos de alguém que acabara de casar e seus amigos e família. Nessa horinha estava bem quentinha e sentia-me nas nuvens. Só saltei da cama quando começou a soar na rádio "Mama Do", da menina Pixie Lott, que me faz os músculos tiritar inadvertidamente. De tal modo que hoje posto também no Escala Cinza a mesma música, com a letra.
AINDA BEM QUE HÁ DIAS ASSIM, já dizia o Boss AC...
Um óptimo domingo para todos. KISSES FROM MARS!
hummm... isto faz-me lembrar
dance,
variações em Sol menor
2 de outubro de 2009
sai uma hamburga
Se há coisa que me arrepia os pelitos todos do braço é ouvir falar mal.
Não sou nenhuma Edite Estrela, até porque não nasci em Carrazeda de Ansiães, mas dá-me comichão nas mãos (e nem estou rodeada de mosquitos marados) ver gente a trocar o género às palavras. E a este estranho processo chamo “Semenyar” as palavras, tal é a dificuldade de perceber se a palavra é menina ou menino.
Vou dar exemplos para que percebam ao que me refiro:
Hambúrguer. Este é um clássico. Quantos de vós já ouviram: “Apetece-me mesmo UMA hambúrguer.”??? Pois, meus senhoras e senhores, hambúrguer é do género masculino. Pede-se UM hambúrguer. Do género feminino é, por exemplo, uma sandes.
E quando temos uma dor qualquer na barriga, surge logo um amigo ou amiga, daqueles que tiraram o curso de Medicina Geral pelo Planeta DE Agostini a bradar: “Isso é DA apêndice!”.
A mim dá-me logo vontade de lhes atirar bílis em jacto.
Senhores: é “o” apêndice.
E “a apendicite”; esta sim, uma condição feminina. (Não de ser exclusiva das mulheres, mas do género feminino. Carago… a palavra!)
Mas há mais…
Quando alguém diz: “Aquele gajo da minha turma é UM personagem…”, e outro alguém diz: “A MINHA personagem preferida dos Maias é o Carlos Eduardo”, quem é que tem razão?? Personagem é palavra para ser do género feminino ou masculino?
Bem, esta palavra é completamente Samenya. Pode ser uma ou outro, mas nunca será verdadeiramente nenhum…
Uma outra palavra que me tira o tesão é… TESÃO!
Então não é que há muito boa gente a dizer que tesão é “ela”? “Ui, a Pamela dá-me UMA tesão…”. Bem, nem sequer já estou a contar com o gosto duvidoso d@ personagem que profere tal impropério. Mas tesão é, mais uma vez, masculino.
Por fim, surge a palavra MANCHE. Ora, este “volante” não é A manche, mas O manche.
Do género feminino será, por exemplo, “a mancha”.
[Uma mancha como a que ficou no vestido da personagem Lewinsky por causa do tesão do Presidente*, que alegou que aquilo era maionese que escorregara do hambúrguer que ambos partilharam antes de lhe dar aquela dor no apêndice.]
E assim sim!! Assim se fala em bom português.
* “I did not have sexual relations with that woman, Miss Lewinsky…”
Não sou nenhuma Edite Estrela, até porque não nasci em Carrazeda de Ansiães, mas dá-me comichão nas mãos (e nem estou rodeada de mosquitos marados) ver gente a trocar o género às palavras. E a este estranho processo chamo “Semenyar” as palavras, tal é a dificuldade de perceber se a palavra é menina ou menino.
Vou dar exemplos para que percebam ao que me refiro:
Hambúrguer. Este é um clássico. Quantos de vós já ouviram: “Apetece-me mesmo UMA hambúrguer.”??? Pois, meus senhoras e senhores, hambúrguer é do género masculino. Pede-se UM hambúrguer. Do género feminino é, por exemplo, uma sandes.
E quando temos uma dor qualquer na barriga, surge logo um amigo ou amiga, daqueles que tiraram o curso de Medicina Geral pelo Planeta DE Agostini a bradar: “Isso é DA apêndice!”.
A mim dá-me logo vontade de lhes atirar bílis em jacto.
Senhores: é “o” apêndice.
E “a apendicite”; esta sim, uma condição feminina. (Não de ser exclusiva das mulheres, mas do género feminino. Carago… a palavra!)
Mas há mais…
Quando alguém diz: “Aquele gajo da minha turma é UM personagem…”, e outro alguém diz: “A MINHA personagem preferida dos Maias é o Carlos Eduardo”, quem é que tem razão?? Personagem é palavra para ser do género feminino ou masculino?
Bem, esta palavra é completamente Samenya. Pode ser uma ou outro, mas nunca será verdadeiramente nenhum…
Uma outra palavra que me tira o tesão é… TESÃO!
Então não é que há muito boa gente a dizer que tesão é “ela”? “Ui, a Pamela dá-me UMA tesão…”. Bem, nem sequer já estou a contar com o gosto duvidoso d@ personagem que profere tal impropério. Mas tesão é, mais uma vez, masculino.
Por fim, surge a palavra MANCHE. Ora, este “volante” não é A manche, mas O manche.
Do género feminino será, por exemplo, “a mancha”.
[Uma mancha como a que ficou no vestido da personagem Lewinsky por causa do tesão do Presidente*, que alegou que aquilo era maionese que escorregara do hambúrguer que ambos partilharam antes de lhe dar aquela dor no apêndice.]
E assim sim!! Assim se fala em bom português.
* “I did not have sexual relations with that woman, Miss Lewinsky…”
hummm... isto faz-me lembrar
serviço público,
variações em Sol menor
francesinha
Hoje andei com uma música na cabeça.
E cantarolo isto...
Não sou cantora, mas isto tem notas... boas. Daquelas que ecoam o dia inteiro.
E como eu canto mesmo bem, foi um dia animado!! :)
L'oiseau et l'enfant
Hoje andei com França na cabeça.
E com França all over.
Hoje cheiro a isto...
Não sou nez, mas isto tem notas de magnólia e citrinos.
E dá vontade de comer-me.
É mesmo de chorar por mais.
Com isto posso fazer como a Marilyn fazia com o nr. 5.
:)
É mesmo de chorar por mais.
Com isto posso fazer como a Marilyn fazia com o nr. 5.
:)
E cantarolo isto...
Não sou cantora, mas isto tem notas... boas. Daquelas que ecoam o dia inteiro.
E como eu canto mesmo bem, foi um dia animado!! :)
L'oiseau et l'enfant
ao jantar
Hoje abri o congelador e umas amêijoas vietnamitas disseram-me, num português perfeito, "come-nos". Ora, eu que sou moça bem mandada, saquei das ideias do sr. Bulhão Pato (a quem mando um grande bem-haja) e deleitei-me ao jantar. E que bem me souberam as amêijoas, o pãozinho e um Capri-Sonne MultiVitamin.
Depois de jantar e de arrumar a cozinha vim para a sala dançar e dançar e dançar. Com a vontade que já não tinha há semanas.
Hoje estou a celebrar qualquer coisa - só não sei bem o quê.
Mas sabe bem...
Depois de jantar e de arrumar a cozinha vim para a sala dançar e dançar e dançar. Com a vontade que já não tinha há semanas.
Hoje estou a celebrar qualquer coisa - só não sei bem o quê.
Mas sabe bem...
ontem
[cenário]
O calceteiro: Chefe!, que espaço deixo entre os basaltos?
Chefe: Sei lá, pah! Deixa a largura exacta de um salto alto...
Os dois: MUAHAHAHAH!!!
(Posso chorar?!? Eram os meus preferidos.)
1 de outubro de 2009
Com fra[n]queza
Gosto das palavras escritas.
Gosto do que fica, inexoravelmente, provado por cada linha e traço de tinta que alijo no papel. Gosto de escrever e riscar e corrigir e rasurar. Reler e ver que o que escrevi da 1ª vez não reproduziu com exactidão a ideia que fervilhava.
Bebo um chá.
Pela janela entra um sol raiado que bate na chávena, fazendo-me ver o vapor da infusão quente, as partículas mínimas de humidade esvoaçando em cornucópias.
Leio Henry & June.
Também eu viajo a meio das linhas, das letras. Tenho dificuldade em concentrar-me. Olho repetidamente para as unhas, para as mãos enquanto penso em mim e nos Henrys e Hugos e Junes e Jeans que orbitam na minha vida (ou eu na deles).
A espera mata-me. O café onde estou fica cada vez mais silencioso e dou graças por isso. Sem colheres a tinir, sem chávenas a bater, sem conversas ruidosas. Não ouço o que dizem as pessoas, apenas vejo as palavras articuladas a serem disparadas pela boca.
Sinto-me nauseada.
Estou aqui sem propósito. Alimento uma causa perdida. O costume.
Vejo gente doente. Que choraria, caso lágrimas lhes restassem. Vejo gente que desistiu. De bruços em cima da mesa procuram o auxílio que a mente já não sabe prestar.
Não me dói ver. Só me aborrece nada fazer.
Varro-os a todos para fora da minha ciência e continuo a ler.
"Tenho pensado em sítios onde deviamos ir juntos - lugarzinhos obscuros aqui e ali, em Paris. Só para dizer «vim aqui com Anaïs - aqui comemos ou dançámos ou ficámos bêbados juntos». Ah, ver-te mesmo bêbada algum dia seria um regalo. Tenho quase medo de sugerir isto - mas Anaïs, quando penso no modo como te apertas contra mim, com que vontade abres as tuas pernas e como és húmida, meu Deus, fico louco (...)"
Gosto do que fica, inexoravelmente, provado por cada linha e traço de tinta que alijo no papel. Gosto de escrever e riscar e corrigir e rasurar. Reler e ver que o que escrevi da 1ª vez não reproduziu com exactidão a ideia que fervilhava.
Bebo um chá.
Pela janela entra um sol raiado que bate na chávena, fazendo-me ver o vapor da infusão quente, as partículas mínimas de humidade esvoaçando em cornucópias.
Leio Henry & June.
Também eu viajo a meio das linhas, das letras. Tenho dificuldade em concentrar-me. Olho repetidamente para as unhas, para as mãos enquanto penso em mim e nos Henrys e Hugos e Junes e Jeans que orbitam na minha vida (ou eu na deles).
A espera mata-me. O café onde estou fica cada vez mais silencioso e dou graças por isso. Sem colheres a tinir, sem chávenas a bater, sem conversas ruidosas. Não ouço o que dizem as pessoas, apenas vejo as palavras articuladas a serem disparadas pela boca.
Sinto-me nauseada.
Estou aqui sem propósito. Alimento uma causa perdida. O costume.
Vejo gente doente. Que choraria, caso lágrimas lhes restassem. Vejo gente que desistiu. De bruços em cima da mesa procuram o auxílio que a mente já não sabe prestar.
Não me dói ver. Só me aborrece nada fazer.
Varro-os a todos para fora da minha ciência e continuo a ler.
"Tenho pensado em sítios onde deviamos ir juntos - lugarzinhos obscuros aqui e ali, em Paris. Só para dizer «vim aqui com Anaïs - aqui comemos ou dançámos ou ficámos bêbados juntos». Ah, ver-te mesmo bêbada algum dia seria um regalo. Tenho quase medo de sugerir isto - mas Anaïs, quando penso no modo como te apertas contra mim, com que vontade abres as tuas pernas e como és húmida, meu Deus, fico louco (...)"
16 de setembro de 2009
Insane
Não sou muito amiga de hospitais.
Hoje vi-me obrigada a ir a um e apercebi-me que ando a perder o que de melhor se faz em matéria de comédia em Portugal.
Estava um rapaz na sala de espera, junto ao guichet e chega uma rapariga, nos trâmites finais duma ida ao Hospital. Reconhecem-se, cumprimentam-se. Eu juro que o último nome dela não é Patrocínio, mas deve andar lá perto!
- Então? Estás bom?
(Ora, se o rapaz estivesse bom provavelmente não estava num hospital, de pulseira amarela no pulso, tinha-se levantado para te cumprimentar e não estava agarrado à barriga como se estivesse grávido…)
- Não, nem por isso. Tenho uma dor estranha no estômago e vomitei o pequeno-almoço.
- Ahahah. Sabes que isso costuma dar três dias antes de se morrer?
(Fosga-se, oh amiga, se já estás despachada podes ir andando? É que não estás a ajudar a animar o espírito de sala de espera de Hospital…)
- Olha, e a tua tia?
(Ah, finalmente uma pergunta que não tem a ver com doenças…)
-…Está melhor?
(Pooooooorra!!! Não podias estar calada?)
- Pois… Ela já estava muito mal, sabes? Faleceu há duas semanas.
- Desculpa. Não sabia.
- Não faz mal. Sabes, é a vida.
(Aaaaaaaaaaah! Já percebi!! Estão os dois metidos nisto. Onde é que estão a câmara de filmar e o Nuno Graciano?! “É a vida”?! A vida?!?! Não, amigos. É exactamente o oposto…)
- Olha, mas desculpa. Não fazia ideia. Os meus pêsames. Sabes, é que o mundo é mesmo injusto.
(Boa! “Pêsames”?? Estamos a começar a fazer sentido! Já gosto mais de ti; mas se o mundo fosse bom e justo tu tinhas um cadeado na boca. E eu a chave. E engolia-a. [E daí se calhar não o fazia porque depois podia a chave complicar-me as entranhas e eu ter de vir ao Hospital para a remover. E aí corria um risco desnecessário de encontrar alguém como tu.])
- Ya, eu sei. Ficámos todos chocados. Ela era tão activa, tão cheia de vida.
(Bolas, para mim chega!!! Levantei-me da sala e saí…
Fui para a sala de espera mesmo em frente ao gabinete de triagem. É chamado o senhor X pelo intercomunicador. O senhor dirige-se à porta e o enfermeiro vem abrir-lha):
- É o senhor X? Vá, sente-se ali na cadeirinha. Entre, entre.
- Não posso.
- Não pode entrar?
- Entrar posso. Sentar-me é que não.
(E pronto, recusei-me a ouvir a explicação. Decerto daria um melhor post, mas soube que chegara ao meu limite.)
Hoje vi-me obrigada a ir a um e apercebi-me que ando a perder o que de melhor se faz em matéria de comédia em Portugal.
Estava um rapaz na sala de espera, junto ao guichet e chega uma rapariga, nos trâmites finais duma ida ao Hospital. Reconhecem-se, cumprimentam-se. Eu juro que o último nome dela não é Patrocínio, mas deve andar lá perto!
- Então? Estás bom?
(Ora, se o rapaz estivesse bom provavelmente não estava num hospital, de pulseira amarela no pulso, tinha-se levantado para te cumprimentar e não estava agarrado à barriga como se estivesse grávido…)
- Não, nem por isso. Tenho uma dor estranha no estômago e vomitei o pequeno-almoço.
- Ahahah. Sabes que isso costuma dar três dias antes de se morrer?
(Fosga-se, oh amiga, se já estás despachada podes ir andando? É que não estás a ajudar a animar o espírito de sala de espera de Hospital…)
- Olha, e a tua tia?
(Ah, finalmente uma pergunta que não tem a ver com doenças…)
-…Está melhor?
(Pooooooorra!!! Não podias estar calada?)
- Pois… Ela já estava muito mal, sabes? Faleceu há duas semanas.
- Desculpa. Não sabia.
- Não faz mal. Sabes, é a vida.
(Aaaaaaaaaaah! Já percebi!! Estão os dois metidos nisto. Onde é que estão a câmara de filmar e o Nuno Graciano?! “É a vida”?! A vida?!?! Não, amigos. É exactamente o oposto…)
- Olha, mas desculpa. Não fazia ideia. Os meus pêsames. Sabes, é que o mundo é mesmo injusto.
(Boa! “Pêsames”?? Estamos a começar a fazer sentido! Já gosto mais de ti; mas se o mundo fosse bom e justo tu tinhas um cadeado na boca. E eu a chave. E engolia-a. [E daí se calhar não o fazia porque depois podia a chave complicar-me as entranhas e eu ter de vir ao Hospital para a remover. E aí corria um risco desnecessário de encontrar alguém como tu.])
- Ya, eu sei. Ficámos todos chocados. Ela era tão activa, tão cheia de vida.
(Bolas, para mim chega!!! Levantei-me da sala e saí…Fui para a sala de espera mesmo em frente ao gabinete de triagem. É chamado o senhor X pelo intercomunicador. O senhor dirige-se à porta e o enfermeiro vem abrir-lha):
- É o senhor X? Vá, sente-se ali na cadeirinha. Entre, entre.
- Não posso.
- Não pode entrar?
- Entrar posso. Sentar-me é que não.
(E pronto, recusei-me a ouvir a explicação. Decerto daria um melhor post, mas soube que chegara ao meu limite.)
15 de setembro de 2009
Patrick "Dirty Dancer" Swayze (1952-2009)

O meu filme preferido de todo o sempre é "Dirty Dancing".
Sempre me fascinou e, de tanto o ver, a minha VHS pifou. (Os menores de 20 anos recorram à fidedigna Wiki para saber o que é uma VHS).
Um dos cd mais ouvidos cá em casa foi a banda sonora deste filme, que me fez dançar e dançar horas a fio.
Confesso não ter percebido a história à primeira... e ver uma miúda a chorar (a outra, a grávida) num filme de dança parecia-me pretty stupid. Com o tempo lá fui encaixando a temática do drama imbricado neste romance de Verão, com as melhores músicas que eu poderia ter desejado numa banda sonora, em piolha.
E o Swayze fazia-me suspirar e acreditar que qualquer menina poderia ir de férias com os pais e encontrar um príncipe dançante que gostaria de nós tal e qual como somos. E que nós, meninas sem sal - sim, eu não fui sempre este jalapeño - deixaríamos de ser tímidas, retraídas e sonhadoras nos braços de um bailarino, a fazer uma das danças mais sensuais do cine-mundo.
A música deste filme ainda hoje me põe o pezinho a bater no chão ou os dedos a estalar. As letras de algumas músicas ainda me põem a voz embargada ao ousar cantá-las.
Ficam os sons que me teletransportam:
14 de setembro de 2009
tem espinhas...
Odeio homens preguiçosos.

- É amanhã que começo o projecto!!
*
Dá-me repulsa aquele tipo de gajo que é pura e simplesmente rufia…
- Se o tipo olha para ti outra vez dou-lhe cabo do canastro!
*
Fico doida com os homens que teimam em não compreender qual é o papel deles em casa.

- Querida, deixa que eu lavo. Logo depois de cozinhar, varrer, aspirar e limpar os vidros!
*
Assustam-me os rapazes com ar de maus…

(Não te aproximes que mordo!)
*
Não suporto um homem com ar de saloio!

- E aí, garota? Ocê vai vortá pras Europas? Manda cumprimento, vici?
*
O quê? Usar mais cores e acessórios que eu? Epah, isso é de mais!

- Querida, viste o meu scarf tigresse? Este terracota não vai nada bem com o meu slip malva…
*
Aaaaaaai que raiva, os tipos que parecem uma coisa e são outra!

- A Kika? A Kika é só uma colega. (cof cof) Acho que já te falei dela…
*
Collants…? I don’t think sooooo…

- Ai que comichão, mulher!
*
Não gosto nada de ver aqueles colares enooooooooormes no pescoço dos meninos.


(Ai, Lelo!)
*
Odeio os sempre-engravatadinhos…
- Ouça, bombom, não me amachuque o blazer com esses abraços todos. É Zegna, sabia? Vá, então deixe-me tirar as calças e dobrar bem os vincos…
*
E claro, homens giros e românticos são abomináveis!!!
(SUSPIRO)
E mesmo chamando-se Reinaldo – com “y”, claro – este está na lista dos
“Dá-me tautau e chama-me Vááááááánessa"
hummm... isto faz-me lembrar
homem,
variações em Sol menor
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