30 de agosto de 2008

Significant others

Esta noite sonhei com o meu professor Eduardo! Acho que estou a ficar maluca. Tinha a barba por fazer e perguntava-me como estou. "Estou bem, senhor professor! Obrigada. E consigo, tudo bem?"

Um dia destes encontrei outro tutor meu. Este sempre me arrastou a asa e tentou mimar-me, bajular-me. Queria tentar a sorte dele. Devo dizer que terá mais sorte no Euromilhões do que comigo. Eu é que vou à caça, obrigada!!!

O meu director também pensa sempre que eu vou querer fechar a porta do gabinete como faz a outra. Não sou como ela. Se bem que o Director seja todo apetecível, não está no intervalo etário que estabeleci. Lamento, Dick!

Há um jornalista com quem trabalhei durante algum tempo que, apesar de fora da minha faixa etária, a anos-luz da minha geração, é completamente "pinável". Gosto desta palavra. Ele é um bimbo, um nariz-empinado. É, contudo, poderoso. É abastado e abestalhado. Ainda que não precise do dinheiro dele - nem do de ninguém - acho os homens ricos interessantes. Acham-se o máximo e podemos sempre gozar com eles sem que consigam perceber. Estão demasiado centrados neles próprios para se darem conta que eu existo, quanto mais pra reparar que são alvo de chacota...

Mas há um... (até estou a babar)... há um rapaz da minha rua que também é jornalista. É um puto da minha geração. Trintão. Morenaço. Magro com músculos definidos. Não faz capa de revista, mas faria as minhas delícias. Usa o cabelo algo comprido, o suficiente para o ter sempre despenteado, como se tivesse acabado de acordar. De vez em quando usa um boné e umas t-shirts com frases engraçadas, daquelas que dá vontade de rasgar, só para lhe olhar para o peito. E lambê-lo. Falamo-nos como conhecidos porque tomamos café muitas vezes no mesmo spot. A minha vontade era convidá-lo para ouvir a minha colecção de cd's, começar a tirar a roupa, e, enquanto lhe mostrava a minha lingerie, sussurrar-lhe: "I don't think we should...!"

Os meus amigos (alguns...)

  • Tenho um amigo cientista. Um intelectual que franze o sobrolho quando fala. É o private joker. Diz coisas inacessíveis à maior parte dos mortais e vejo-me, não poucas vezes, obrigada a pedir-lhe que traduza para linguagem leiga a ideia que está a tentar transmitir-me. É lindo.
  • Tenho um amigo que é amigo de toda a gente. Faz partidas e é gozão, tem sempre opiniões sérias e tolas sobre tudo e todos. É genial. Inacessível, mas genial. É lindo.
  • Tenho um amigo palhaço. Adoro aquele palhaço. Quando o clima ainda está frio é ele que, bem ou mal, quebra o gelo. Ele sabe dizer as maiores ordinarices e fazê-las soar banais. É lindo.
  • Tenho um amigo-amigo. Daqueles a quem se pode ligar às 4 da manhã, quando nos metemos numa alhada. Ele acolhe-me nos braços, dá-me um beijo na testa e acaricia-me o cabelo até eu adormecer. É lindo.
  • Tenho um amigo que é o das saídas. É o amigo low cost. Sempre que estou com ele fazemos as melhores saídas, as melhores noites. E podemos passar muitas semanas sem nos encontrarmos. Quando nos vemos a festa continua. É lindo.
  • Tenho um amigo esperto. Inteligente. Sábio e vaidoso da sua sapiência. É culto, um pouco apanhado do clima, e fofo. Exibicionista. Isso torna-o lindo. É lindo.
  • Tenho um amigo religioso. Admiro a fé dele e a capacidade que tem de se sentir bem, mesmo sendo ostracizado. O meu amigo é reprimido (segundo os meus parâmetros), mas revela-se extraordinariamente feliz, sorridente e completo. É lindo.
  • Tenho um amigo que é um coração. Ele abre os braços e está a abrir o coração. No abraço dele durmo descansada, fico descansada, sorrio durante o sono. É o amigo pacifier. É lindo.

25 de agosto de 2008

Terei sonhado...?

Estive fora. Lá, fiz uma compridíssima viagem de comboio e tive uma experiência... de Marte!
Passei quase a totalidade da tarde a ler um livro. O conteúdo erótico deixou-me um pouco desvairada, devo confessar. Ao cair da noite, ficou escuro na carruagem e só quem quisesse tinha luz directa, para poder ler ou trabalhar no pc. Como havia poucos passageiros nesta carruagem estava bastante escuro. Ao olhar em redor vi apenas dois passageiros: um homem umas filas atrás de mim, quase no último banco, do lado da janela, e uma senhora na parte da frente da carruagem.
Olhei para o homem. Era lindo. Decerto ele era autóctone e eu não falo a língua local. Mesmo assim, movida pelo desejo levantei-me e, segurando-me às costas dos assentos fui andando pelo corredor até à fila onde ele se encontrava e sentei-me do lado oposto, junto à janela. Ele não ligou muito mas aos poucos foi ficando intrigado com a minha mudança de lugar, visto faltar pouco mais de vinte minutos para a última estação e não havia razão aparente para eu ter mudado de lugar. Comecei a vê-lo espiar-me pelo canto do olho e decidi ir puxando, aos poucos, o vestido para cima. O homem quis de olhar-me de frente para ter a certeza do que estava a ver e decidiu menear o cabelo farto, de maneira a mexer a cabeça o suficiente e no ângulo certo para ver as minhas coxas. Quando o fez, voltou a olhar-me, desta vez sem falsos pretextos, e sorriu puxando para cima apenas um canto da boca. Nesta altura a minha mão já estava a subir na perna e meti-a dentro das cuecas. Ele levantou-se, apoiando-se no banco da frente, como que querendo aproximar-se. Compreendeu a linguagem universal quando abanei o indicador da mão livre em forma de "não" e voltou a recostar-se. Meteu também as mãos nas calças e ficámos assim, a saborear a companhia visual um do outro. De quando em quando ele fechava os olhos e inclinava a cabeça para trás, de prazer. Depois olhava de novo para mim e acelerava a marcha da mão.

Vim-me num instante, com este cenário à minha frente. Gemi baixinho para não provocar alarido, mas alto o suficiente para ele ouvir. Fiquei a apreciar o orgasmo e depois estive a vê-lo, logo de seguida, a fazer o mesmo. Foi muito bom. Repousei um minuto e levantei-me. Ao fazê-lo, ele chegou-se para a zona da coxia onde eu passaria e estendeu-me a mão, como fazem os cavalheiros num cumprimento a uma dama. O homem puxou a minha mão com gentileza para a sua cara e, em vez de ma beijar, cheirou-ma demoradamente.

Estremeci no apelo a um novo orgasmo e senti vontade de lhe falar de qualquer maneira, de ouvir a voz dele, de o ter comigo na cama, de me sentar nele, de me sentir nele. Sei que isto são coisas de mulher, romanticismos tontos. Deve ter sido isso que me fez puxar a mão devagar e voltar para o meu lugar.

Não voltei a olhar para ele até ao fim da viagem e ele também não se aproximou. Apesar de faltarem poucos minutos para o nosso destino ainda adormeci, efeito do orgasmo. Quando saí da carruagem, já com o trolley pronto, demorei-me um pouco, fingindo que ajeitava o casaco e o vestido. Olhei na direcção dele e sorri com um dos cantos da boca.

Ele não era tão lindo como parecera no escuro do comboio. E daí, talvez eu também não fosse, afinal, tão apetecível como há pouco. Ele sorriu-me de volta, virámos costas e seguimos caminho. Meti-me no carro e fui a pensar nele e a rir-me sozinha com esta travessuram inédita para mim. Cheirei a mão mais de uma vez para ter a certeza que não tinha sonhado durante a viagem, naquele comboio escuro.

Nessa noite dormi muito bem.

4 de agosto de 2008

psicologia inversa

Odeio quando alguém tenta, descaradamente, usar a chamada "psicologia inversa" comigo. Não, obrigada!! Quem se acha mais espertalhão usa, conscientemente, este tipo de artimanha para conseguir os seus objectivos. Felizmente sou cada vez mais impermeável a esse tipo de maquiavelices e desmascaro-as na hora ou reduzo-as à sua insignificância.
Não há pachorra para os pseudo-chicos-espertos, os pequenos e irritantes imperadores da psicologia, os geniozinhos de mau génio, umbigueiros, ensimesmados, egoístas!! Apre, que são burros! Irra, que são chatos!!