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19 de fevereiro de 2011

kiss my ass


Depois de uma noite bruta[l] de sexo, estamos os dois na casa de banho a preparar para ir dormir. Ele acaba de lavar os dentes e sai. Eu procuro, na minha bolsa, a escova de dentes... e nada:
- Olha, posso usar a tua escova de dentes, porque hoje me esqueci de trazer?
- Isso não é um bocado nojento...?
- Grande lata! Nojento, achas? [Tico e Teco a funcionar: wooooow... tu, ainda há dez minutos me lambeste o ass e agora dizes que o eu lavar os dentes com a tua escova é que é nojento?]
Lavo os dentes. Entro no quarto...
- Então, sempre usaste a minha escova?
- Não, não. Lavei com o dedo e bochechei com Listerine. Tinhas razão, é um bocado nojento... [Eheheh. Blherk!]

31 de janeiro de 2011

V-I-A-G-R-A

E se, para além de ENLARGE YOUR PENIS, o Sildenafil também ENLARGEASSE YOUR BRAIN?!? 
Isso é que era jeitoso... 

10 de dezembro de 2010

that makes three of us

Quando parei para pensar nele e em como me sentia esventrada pela sua partida – ou o fim do meu prazo de validade – andava com muita pena de mim. Ainda ando, na verdade. Ainda não passou um dia em que não me lembrasse dele, em que não ficasse com uma interrogação presa no fundo da garganta, a mesma interrogação que é embaciadora dos olhos.

Ainda não sei porque é que preciso tanto dele, e do que é que preciso, do que raio sinto falta, se nunca o tive. Dos beijos, fugia. Das mãos, apartava-se. A necessidade enferma do platonismo forçado e a estranha realização pessoal num mundo sozinho foram paredes inamovíveis e eu, que estava por perto, sentia-me a mais. Para me proteger optei por me manter sentada à porta daquele castelo fortificado esperando que ele espreitasse, que saísse (a medo), que expulsasse os demónios tontos que permitia que lá vivessem.
“Dar” era verbo desconhecido – não tinha tido tempo para perceber, na sua vida, que muito do bom que é gostar vem do bem que sabe dar. Dar, dar, dar, sem medidas nem medos. Dar só porque sim. Porque o mimo é uma ponte, e a nossa ponte só tinha um sentido: de mim para ele. Inbound havia um trânsito complicado, uma atrofia de espírito, o pedido constante para que eu tivesse paciência e esperasse por melhores dias. Esperaria, claro que esperaria. Infelizmente esperaria sem levantar questões. Nunca lhas levantei – jamais o confrontaria, jamais viraria para ele um espelho e lhe apontaria as falhas. Pelo contrário, por saber que também ele as conhecia, ignorei-as. Mostrei-lhe apenas que era possível ir além da redoma, além da zona de segurança, de conforto, sem daí vir prejuízo. Expus-me e esperei que se expusesse, que viesse cá fora ver como era.

Começo a pensar que aquilo de que sinto falta agora é do cuidar, zelar, reparar, de lhe tratar as feridas da alma enquanto o lambia - tantas vezes e tão bem. De ser boa, de ser útil. E sou imodesta ao ponto de afiançar que alguns sentimentos lhe eram completamente estranhos, novos, desconhecidos.
Que fez ele com isso? Não sei. Levou-os para parte incerta, sem uma explicação, uma satisfação. Levou os meus [OS MEUS, BOLAS] afectos. Para um terceiro lugar. Vou ganhando o sentimento – talvez seja a minha maneira de lidar com isto – de ter sido usada. Sinto-me quase esvaziada das coisas boas que vinha cultivando, e que dava. Dava sem notar que nada exigia em troca. E faz falta – faz muita falta – receber.
Porque um dia adormeci e comecei a sonhar com amor. Um dia acordei e tinha o peito aberto, cirurgicamente aberto, e o coração à vista, batendo ansioso pelo dele. Um dia, com insónia, vi-me ser cosida a frio e deixei de poder ver o meu coração. Às vezes, por fracções de segundos, acho que deixo de senti-lo.

Tenho saudade de quanto era (ignorantemente) feliz. Porque estar conscientemente infeliz ainda magoa. Ainda, ainda.

26 de novembro de 2010

{I'm out}

É tão fácil, tão fácil pôr uma pedra em cima de um assunto – de uma pessoa.


Fui chutada para canto.
Fui, e no canto permaneci, atónita. Ainda não sei de onde veio o que veio, ainda não compreendi porquê. Ao início parece que é impossível, que apenas não está a acontecer. Que é um sonho mau – e é, afinal, uma realidade má.
Mas ontem percebi como é fácil conseguir que as coisas não resultem. Basta não fazer nada. Uma saída, pessoas na noite. Sem tramas, sem teias, sem espinhas, seduzir é muito fácil. Começam os sorrisos, os risos, as perguntas inocentes. Inocentes como os toques, primeiro subtis.
Seguem-se as piadas, os encostos, a dança, os copos que se esvaziam sozinhos. Ainda as conversas que não são mais do que auscultações, itens das checklists que inadvertidamente tentamos verificar. Ou à força, não sei…

Toda a noite foi um teste, um ver até onde é que consigo ir, até onde me deixo ir. Ver se é isto o que preciso, se é disto, de atenção física que estou manca. E nem precisei de me esforçar grande coisa, bastou ir lançando charme sobre os três com quem estava. Só para alimentar o meu ego recentemente murcho. E ser alimentada por três é algo tentador. Se entretanto me apetecesse, era limitar-me a ir medindo afinidades e tentar perceber para que ombro pendia a minha cabeça, sem constrangimentos.
Com qual deles teria eu margem para brincar à minha vontade? Com o #1, o comprometido, que já encontrou a mulher da sua vida? Com o #2, que tem “um caso” recente? Com o #3, o playboy de corpo rijo, sorriso branco e alinhado, de 26 aninhos?

O comprometido, óbvio – o playboy tem muito jogo e eu não gosto de perder.
Dás-me boleia?”, pergunta o tonto do comprometido. “Tenho as mãos frias”, diz-me, pegando nas minhas. E daí ao “vamos lá a casa beber um licor fabuloso?” vai a distância de uma mão dada. 
Da tensão no elevador até ficarmos de narizes siameses na cozinha de casa dele vai a distância de uns olhares que se encontram e se amigam. 
Desvio a cara sempre que os seus lábios se aproximam perigosamente da área exclusiva dos meus, enquanto decidimos o que, afinal, beber. Estamos, de facto, a empatar, a engonhar
E é nestes segundos, nestes momentos e jogos de mãos que mora o click, o ponto de não-retorno. Se é para nos devorarmos, é aproveitar esta altura, em que a respiração denuncia um coração a bombear em todas as direcções. Todas. 
Se não é para o banquete, é aproveitar enquanto ainda não se tem contacto com essas direcções todas e evitar, assim, qualquer referência mental ou sugestão.


Ainda na cozinha, a olharmos para a garrafeira, faz questão de me abraçar por trás para que eu sinta, nas nádegas, as suas intenções – e são evidentes. Começa a desapertar-me o nó do cinto do casaco, doido por me lançar as mãos à cintura ou aos quadris, por debaixo do vestido.
Fecho o casaco.
- Vou andando. Adeus.
- Tens a certeza?
- Não. Adeus.

E é no carro, no caminho gelado das cinco da manhã, que percebo que é muito fácil, demasiado fácil, deixar tudo e deitar tudo a perder. Que «complicado» é gostar de verdade, ser de verdade, ter de verdade – e árduo é ser-se amigo, quando se é namorado.
Isto?, isto era só demasiado acessível, dado – descartável. Acordar com aquele tipo ao lado parecia inteligível, imediato: um tipo giro, interessante, divertido, boa conversa, melhor corpo. Seria uma experiência – algo para guardar, memorizar, até partilhar aqui, who knows? E vindo com namorada – great – porque isso garantia que não me chateava com telefonemas ou sms ou cafés.

Era tudo demasiado fácil.
E meaningless.
{I’m out}

28 de fevereiro de 2010

"Queres companhia?"


Todos os sábados à noite (já domingos de madrugada, algures entre as 2am e as 7am) recebo a mesma mensagem: “queres companhia?”.
Das primeiras vezes achei excitante o tipo quase desconhecido e sobejamente viril abordar-me desta maneira. Em cinco segundos respondi enviando-lhe a morada. Nas vezes seguintes apenas lhe respondia “Despacha-te”. E ele, bem-mandado, despachava-se. Vinha e despachava-me e vínhamo-nos. Só já deitados eu tinha tempo para tomar ciência do cheiro a fumo trazido das noites badaladas de onde este tipo aparecia, invariavelmente alcoolizado e feliz. Falávamos muito durante os cigarros que ele fumava, nu, à janela do meu quarto. Quando não estávamos, (eu) a falar e (ele) a fumar, fodia-me sem misericórdia, como se me punisse. Nunca fez amor comigo, era sempre um saciar de apetite como se da última vez se tratasse.
A última vez, de facto, não tardou.
A minha resposta habitual – o “despacha-te” – deu lugar a um “não posso porque…”, bastante mal cozinhado. Entretanto aumentei o rol de desculpas e o “estou muito cansada” serviu pretty well. Escudava-me e escusava-me com o trabalho, com outros programas,… cheguei ao burlesco e risível cúmulo das indisposições várias como  a célebre dor – a de cabeça e outras.
E estas foram as únicas mensagens que trocámos desde então: todos os sábados, devotamente, a mesma pergunta e uma resposta diferente na forma, mas não no conteúdo.
Há uns meses deixei de responder, mas continuo a receber o “Queres companhia?” como se de uma religião me tratasse. 

14 de setembro de 2009

tem espinhas...

Odeio homens preguiçosos.


- É amanhã que começo o projecto!!


*

Dá-me repulsa aquele tipo de gajo que é pura e simplesmente rufia…

- Se o tipo olha para ti outra vez dou-lhe cabo do canastro!

*

Fico doida com os homens que teimam em não compreender qual é o papel deles em casa.

- Querida, deixa que eu lavo. Logo depois de cozinhar, varrer, aspirar e limpar os vidros!

*

Assustam-me os rapazes com ar de maus…

(Não te aproximes que mordo!)

*

Não suporto um homem com ar de saloio!

- E aí, garota? Ocê vai vortá pras Europas? Manda cumprimento, vici?

*

O quê? Usar mais cores e acessórios que eu? Epah, isso é de mais!

- Querida, viste o meu scarf tigresse? Este terracota não vai nada bem com o meu slip malva…

*

Aaaaaaai que raiva, os tipos que parecem uma coisa e são outra!

- A Kika? A Kika é só uma colega. (cof cof) Acho que já te falei dela…


*

Collants…? I don’t think sooooo…



- Ai que comichão, mulher!

*

Não gosto nada de ver aqueles colares enooooooooormes no pescoço dos meninos.

(Ai, Lelo!)


*

Odeio os sempre-engravatadinhos…
- Ouça, bombom, não me amachuque o blazer com esses abraços todos. É Zegna, sabia? Vá, então deixe-me tirar as calças e dobrar bem os vincos…


*

E claro, homens giros e românticos são abomináveis!!!

(SUSPIRO)
E mesmo chamando-se Reinaldo – com “y”, claro – este está na lista dos
“Dá-me tautau e chama-me Vááááááánessa"

26 de agosto de 2009

mais do mesmo

Eu tenho um problema.

O meu problema chama-se encantamento, fogacho. E desencantamento. Assim como vem, vai. Salvo raras excepções que o tempo confirma serem paixões, a maior parte dos encantamentos vão sem deixar rasto. Ainda por cima acham que o não querer ir pra cama com eles é o meu lado doce e recatado de donzela. Bem… não é! De facto quando isto sucede a explicação é bem mais imediata: não quero os tipos para mim. Só quero dar-lhes um pouco de mim e roubar-lhes um pedacinho de nada. Demasiado, quando olho para trás.

O Sr. Lei, por exemplo, um menino por quem me encantei durante uma semana e tal. E o processo é trivial: encantamento – envolvimento – “és a mulher da minha vida” – “bye bye”. O que me acontece é que perco o interesse pela pessoa quando (ao fim de pouco tempo) começa com conversas muito vanguardistas, do tipo “deixa-me amar-te e sê minha para sempre” ou “acho que podíamos ser muito felizes juntos”. Sim, claro que podíamos. Se eu me anulasse e vivesse para te servir. Se me tornasse a tua dona de casa parideira e dondoca, com um bando de miúdos lindos que eventualmente me preencheriam e far-nos-iam felizes. Sim, seríamos felizes. Excepto aquele detalhe em que eu seria infeliz como mulher. Uma super-mãe, é verdade, ao lado de um super-pai incontestável. Mas uma mulher infeliz.

Outro fogacho foi o Bob, O Construtor. Um bom flirt, muitos olhares, nada de mensagens nem messengers nem o caneco para não habituar mal os tipos que ficam a pensar que estou disponível 24/7. Não estou – só para quem quero. Houve umas saídas em grupo, um copo a mais de parte a parte, o envolvimento. Duas semanas depois (em que nos vimos quatro vezes) vieram as palavras má(gica)s: “Anda viver comigo. Esperava por isto há tanto tempo. És perfeita.”. Ok, então adeus. És mentiroso ou iludido. De qualquer modo um de nós vai sair magoado quando descobrir que não sou perfeita. Antes tu que eu. Bye.

Michel Vaillant: O único que me tirou de letra. Já me conhece desde pirralha. Não foram necessários os passos de aproximação, apenas uma noite em casa dele e outra na minha. Este homem ama-me. Ama-me e tratar-me-ia como uma rainha. Pequeno pormenor: não o amo. Não sei ser quem pretende que eu seja. Não quero ser quem pensa que sou. Imagina-me e descreve-me como perfeita, como isenta de falhas, como dona da palavra, dona da verdade, com objectivos bem definidos, planos bem traçados. Não sou eu. Lamento. Não me revejo. Depois de me fazer as maiores declarações amorosas, como eu pensava que todas as mulheres gostariam de ouvir, não soube (cor)responder. Depois de tomarmos uns cafés de relativização (de desmame), deixou de me contactar. Não voltou a falar-me. Sei que está bem, que tem planos bem delimitados e imagino que me tenha riscado deles. Sem despeito nenhum, sei que é melhor assim. Acho-o melhor homem por isso, por não se arrastar aos meus pés. Podia ser amiga dele.

O Johnny Bravo. Este era o menino com quem eu queria aventura. Era perfeito. Corpo perfeito, dentes perfeitos, inteligência perfeita, cabelo e unhas irrepreensíveis. O rapaz da lista telefónica cheia de miúdas, mulheres, meninas. (É capaz de ter sido o autor da música do Martinho da Vila. É que ele já teve mulheres de todas as cores, de muitas idades, de muitos amores, mulheres do tipo atrevida, do tipo acanhada, do tipo vivida, casada, carente, solteira feliz, já teve donzelas e até meretriz. Ok, sem a parte da meretriz, que mete nojo). Era perfeito para mim. Era perfeito porque não me queria, não me exigia, não me prendia. Até um dia. Um dia apaixonou-se. Mas eu tinha avisado: olha que eu não sou como as outras” e ele pensava que era charme meu, que era eu a armar-me em importante. De facto não era. Eu era “especial” mas de outra forma. A mulher que não quer compromissos, não quer cobranças. Foi fatal para o Bravo que tinha decidido assentar e fazer vida comigo.

Eu não sou como as outras. Eu ainda não disse a quem quero que o quero. Não abertamente. Veementemente. Mesmo querendo, admito que haja pessoas como eu. Que fogem quando se sentem presas. E se eu quero um tipo, é perfeitamente compreensível que não saiba reconhecer e valorizar os outros que genuinamente me querem, mas que não podem ser correspondidos. Nem me sentiria bem a “usar” esses meninos como 2as escolhas, só por ter a certeza que passariam o tempo todo a tentar fazer-me feliz, a tentar agradar-me. Eu não quero passar a vida só a tentar. Eu quero ser feliz na tentativa e no erro e no sucesso. Porque é assim que me sinto contigo. Quero olhar para ti e saber que me chega isso. Que o amor é para sempre enquanto dura. Que sou melhor pessoa contigo. Que posso ser eu à luz do dia. Que me arrelias e extasias porque faz parte, é mesmo assim. Porque no fundo o Johnny Bravo, o Bob, o Michel e o Sr. Lei são bons homens, mas eu derreto-me é pelo Sport Billy.

23 de junho de 2009

Quem quer entrar no meu sonho põe o dedo no ar!! Pronto, podes ser tu aí, o do caparro!!!

Hoje vi o meu sono interrompido às 8 e pouco da manhã por um som frenético que vinha da rua. Acordei sobressaltada e dei conta que estava a sonhar com o Cristiano Ronaldo. Não que o rapaz me acenda nenhuma faísca desconhecida, mas eu estava a gostar do meu sonho, pelo que resolvi dormir mais duas horinhas e ver no que dava!

Pois claro que nessas duas horinhas de sonho encontrei-me com o CR uma data de vezes, andei no jardim a passear com ele. Ele só queria festa a toda a hora, é certo. E por festa eu não estou a referir-me ao São João… quero dizer mesmo cama. Sexo. A toda a hora. E eu, pudibunda, dizia que não. Dizia-lhe “mas pensas que eu sou como as outras?” (a típica conversa que todas as raparigas têm para se sentir especiais!)


E aí era ver o tipo usar os mais subtis jogos de sedução para me conquistar… e os menos subtis também! (Ficar nu à minha frente é bastante directo. Um ponto em “Assertividade” para o CR7.)


Engraçado foi, num desses momentos em que namorávamos (pudibundamente, lembrem-se) num parque ou jardim ou que era, ele dizer-me: “Tu cuidas tão bem de mim! Belisca-me, para eu acreditar que não estou a sonhar.” [Ora, pois não estavas a sonhar, CR. Eu é que estava, tá? Mas achei giro pores as coisas nesses moldes. (Que até fui eu que pus, porque quem escreveu o guião do sonho fui eu.)]


Além disto, o Cris tinha uma casa perto do Aeroporto de Lisboa, que era muito frequentada por… muita gente. Vi de tudo, desde sexo no sofá, entre duas pessoas tapadas com um lençol, até umas reuniões maçónicas com símbolos e bandeiras e coisas assim. Na casa do CR tirei tudo o que trazia nos bolsos e na mala (o BI, umas chaves, moedas – coroas suecas – e rebuçados “Flocos de Neve”) e fui andando com ele, para conhecer a casa. Tinha escadas para cima e para baixo e depois o andar de baixo era, de repente, o andar de cima outra vez. (nem nos sonhos o meu sentido de orientação me deixa bem vista!)


No dia seguinte, já ao fim da tarde ele mandou um carro com chauffeur vir buscar-me porque tinha muitas saudades minhas. E depois ligava-me e mandava SMS fofinhas. (ehehe, os media enchem-me a cabeça e eu nem dou conta !) Era o pesadelo de qualquer mulher independente… ou nem por isso!


O chauffeur era um bocado marado a conduzir e íamos batendo num autocarro que estava à nossa frente. Na minha janela apareceu um display para eu escrever o meu nome. Escrevi. Ao que parece ficou visível no topo do carro o meu nome, mas eu não sabia. As pessoas é que começaram a olhar para dentro do carro para ver se a cara era conhecida, uma vez que o nome não o era. Não, é claro que não me reconheceram. (o pior é que eu também não as reconheci… e não sei se estão a ver o preocupante da questão: fui eu que fiz o recrutamento e selecção do pessoal figurante no meu sonho!!!) J


Depois disto, quando cheguei ao pé do menino-prodígio, fomos passear de carro – eu a conduzir, ele acabou por adormecer – e depois fomos à caça. (Nem me atrevo a tentar interpretar…)



Ah pois é… quantas de vocês é que já foram à caça com o Cristiano Ronaldo? J Isto é só para gente muito marada. Mas muito marada mesmo…


13 de junho de 2009

O Cris, o Cris, já foi a Paris...

Toda a gente se lembra da Ana Faria e dos Queijinhos Frescos, que tantas (e boas) músicas nos proporcionaram na infância. Entre nós, os que ouvíamos estas musiquetas, estava um menino chamado Cristiano…

Esta é a história de um menino que queria ir a todas, mas acabou por só ir a Paris…

(o truque é substituir “Luisinho” por “Cristiano” e “Luís” por “Cris”…)

E vejam lá se não bate mesmo mesmo certo…







O Cristiano quer passear

desde manhã até ao deitar. (confere)

Quer ir a Roma, Madrid e Berna, (confere)

Londres, Bruxelas, Bona e Viena.

Não pode ir a todas as capitais. (confere)

Tem de escolher a que gosta mais. (confere)

O Cris, o Cris quer ir a Paris

O Cris, o Cris quer ir a Paris (confere)

Um dia o pai fez-lhe a vontade

quando achou que ele já tinha idade.

Foi a Paris, andou pelas pontes, (confere)

jardins e praças, estátuas e fontes. (confere)

Visitou Montmartre e Saint Michel,

Subiu ao cimo da Torre Eiffel. (confere)

O Cris, o Cris já foi a Paris

O Cris, o Cris já foi a Paris (confere)





Xa-ran!!!!!!!!!

12 de janeiro de 2009

...who?!?!

E se lhe ligasses?

Eu? Nem pensar. Ele que diga alguma coisa!

E se ele estiver a pensar a mesma coisa?

Não, não está. Está a aplicar uma teoria qualquer.

Ou uma terapia, um tratamento de choque. Eitherway, caguei.


Ah sim, nota-se!! Estás mortinha por lhe falar...



Eu?!?!

Não, o Papa!

10 de outubro de 2008

piropo

Cenário:
uma gaja a atravessar a estrada; um tipo a passar de carro, apita e diz: "princeeeeeeesa".

Dúvida:
Será que algum homem crê que vai engatar uma gaja apitando-lhe e atirando piropos?



Pois, está-se mesmo a ver:

- Eh, Princeeeeeeeesa!

- Olá, grandalhão!! O meu nome é Tatiana e está aqui o meu número de telefone. Acabo de ficar louca de desejo por ti. Nunca ninguém me tinha chamado princesa dessa maneira, com o palito no canto da boca e tudo. Liga-me, ok? Mas liga mesmo porque eu vou ficar, em lingerie, à espera do teu telefonema.


Caros amigos, expressões como “oh jóia”, “oh xuxa”, “comia-te toda”, "boazona", "g'anda lasca" e outras (que agora me escapam) servem de repelente!

Mas a explicação para um gajo se armar em engraçadinho está, normalmente, no facto de fazer estas figuras quando está em frente aos amigos.
Assim sim, já temos um contexto e a atitude torna-se compreensível. O dorso prateado está apenas a querer mostrar aos outros machos quem é dominante! Sim, porque a cena dos duelos e das manifestações de força estão ultrapassados!

Agora as "gaijas" querem é homens mais sensíveis, inteligentes, com quem possam falar, homens que usem a cabeça, que sejam intelectualmente desafiantes. E que desafios poderão ser esses, perguntam vocês? Jogar Sudoku no Destak? Ler os clássicos?
Deixem-se disso!! As “bocas” à desgarrada são a única solução: s
ó assim se consegue averiguar, sem margem para dúvidas, quem é o gajo mais digno de ser falado à hora do almoço do dia seguinte. Fantástico...

Lindo lindo é quando uma mulher se vira para um destes galarós e responde:

- Vá, Tarzan. Sai lá da Renault Express e mostra lá esses 30cm de rijeza. Vamos lá mandar uma valente foda ali no beco, mas despacha-te porque ainda tenho que ir almoçar.

Acreditem que a resposta é invariavelmente algo como: “Oh sua badalhoca, eu sou casado, pah!”

7 de outubro de 2008

os príncipes e os sapos



A andar por aí tropecei neste post que me deixou intrigada. Pergunta assim: o teu marido casava outra vez contigo?

Olhei para isto e pus-me a pensar...
...mas foram só quatro segundos debruçada sobre o tema e entretanto fui almoçar.


Depois do almoço, a ver um DVD ja meio riscado voltei a pensar nisso (porque de barriga cheia parece que resulta melhor). E quando penso a segunda vez no mesmo assunto, toca o alarme: "tu queres ver que vou ter de reflectir realmente sobre um tema? Já uma pessoa não pode ver o Serendipity pela trigésima sexta vez em paz?"

Retomando a pergunta, mas extrapolando a parte do marido e do casamento (de que fujo como o Diabo da cruz!) e virando a questão para o meu umbigo... será que eu fazia tudo outra vez? Que "casava" com quem fui "casando?
Terei dado as oportunidades certas a mim e aos outros?
Voltaria a passar pelas mesmas camas, pelas mesmas peles, teria encarado os compromissos da mesma forma?


Terei andado atenta ou será que quando o príncipe encantado apareceu eu estava no charco a beijar sapos?

Creio que com a possibilidade de voltar atrás, não por arrependimento, mas por curiosidade, indagava mais. Entregava-me mais aos impulsos e menos aos padrões e aos olhos inquisidores. Com menos medos, com menos certezas, que resultariam em mais picos de felicidade e nos respectivos picos de angústia.


Era, no entanto, uma forma de experimentar não ser eu.

5 de outubro de 2008

menage a quatre

Não sei em que medida prefiro ser solteira ou amantizada.
É-me extremamente penoso ser fiel, mas ser "sozinha", provavelmente, custa-me mais.
Principalmente agora, passados anos, em que a minha relação actual é tida como perenemente garantida para toda a gente à minha volta... menos para mim.
Agora apetecia-me era acabar com os constrangimentos e deixar o meu corpo fluir pela energia que recebo de alguns tipos. Explorá-los. Saber o que me excita, o que me atrai em cada um deles.
Um é o pai/marido que sempre quis. Moldável, solícito, insaciável, inteligente. Bons genes, portanto.
Outro é exótico, esbelto, inteligente. Mais genes cheios de categoria.
Mas nenhum como este: é frágil, mas durão. Dá vontade de abraçar e cuidar. Dizer-lhe "no pasa nada", que tudo vai correr bem, que não precisa de se defender do mundo. Este tem genes de excelência.
O melhor de tudo é que não quero os genes deles pra nada.
Só quero sentir-me saciada. E quero saber discernir a fantasia da realidade, as realidades efémeras das perenes. Ainda que não saiba se alguma delas me preenche.
Que confusão.
Acho que vou começar a descobrir isso hoje...
Será?

28 de setembro de 2008

pedaços de ti

Lembro-me daquele dia, em que ainda ninguém sabia que "namorávamos" – nem nós!

Fomos para tua casa; reconheço que estava cheia de vontade de te ter, de te conhecer. Nem acredito que já passaram anos...

Gostei do modo como me puseste à-vontade; como te puseste à-vontade. Adorei ver-te de jeans com umas pequenas dobras no fundo, em tronco nu, de pés descalços. O teu peito esguio e aveludado estava a deixar-me excitada. Nunca tínhamos estado assim, à beira de nos amarmos. Lembro-me desse sentimento, da inquietude, das borboletas na barriga.

Creio que para criar ambiente, ou simplesmente por estares nervoso, fomos ver os teus álbuns de fotos. Dos clássicos nus, às divertidas festas de aniversário ou férias em família, era o teu sorriso, a tua felicidade que sobressaía.

Sentada ao teu lado, via como recordavas os momentos em que tinhas os teus pais juntos e venturosos. Sorrias com as memórias, e eu sorria contigo. Encostada ao teu peito cheirava-to e beijava-to de vez em quando. Enrolava os dedos nos teus cabelos grossos e encaracolados, sempre despenteados, e respeitando o teu momento de partilha anímica, reprimi o desejo que me arremetia para cima de ti, querendo arrancar-te as calças.

Senti-me embrenhada na tua vida e na tua família e soube, num vislumbre, que nunca mais te deixaria ir de dentro de mim. Guardei o teu cheiro para sempre, guardei a tua saliva, guardei as tuas mãos, guardei a pele das nossas barrigas a colar, guardei os teus gestos, a maneira de ajeitares os óculos quando estavas nervoso.

Da massagem, do banho e da madrugada seguintes armazeno as melhores memórias. Ficaste a ver-me da janela da sala enquanto eu partia e soubemos os dois que tinha sido a primeira e a última vez.

Não estava planeado apaixonar-me por um amante.

30 de agosto de 2008

Os meus amigos (alguns...)

  • Tenho um amigo cientista. Um intelectual que franze o sobrolho quando fala. É o private joker. Diz coisas inacessíveis à maior parte dos mortais e vejo-me, não poucas vezes, obrigada a pedir-lhe que traduza para linguagem leiga a ideia que está a tentar transmitir-me. É lindo.
  • Tenho um amigo que é amigo de toda a gente. Faz partidas e é gozão, tem sempre opiniões sérias e tolas sobre tudo e todos. É genial. Inacessível, mas genial. É lindo.
  • Tenho um amigo palhaço. Adoro aquele palhaço. Quando o clima ainda está frio é ele que, bem ou mal, quebra o gelo. Ele sabe dizer as maiores ordinarices e fazê-las soar banais. É lindo.
  • Tenho um amigo-amigo. Daqueles a quem se pode ligar às 4 da manhã, quando nos metemos numa alhada. Ele acolhe-me nos braços, dá-me um beijo na testa e acaricia-me o cabelo até eu adormecer. É lindo.
  • Tenho um amigo que é o das saídas. É o amigo low cost. Sempre que estou com ele fazemos as melhores saídas, as melhores noites. E podemos passar muitas semanas sem nos encontrarmos. Quando nos vemos a festa continua. É lindo.
  • Tenho um amigo esperto. Inteligente. Sábio e vaidoso da sua sapiência. É culto, um pouco apanhado do clima, e fofo. Exibicionista. Isso torna-o lindo. É lindo.
  • Tenho um amigo religioso. Admiro a fé dele e a capacidade que tem de se sentir bem, mesmo sendo ostracizado. O meu amigo é reprimido (segundo os meus parâmetros), mas revela-se extraordinariamente feliz, sorridente e completo. É lindo.
  • Tenho um amigo que é um coração. Ele abre os braços e está a abrir o coração. No abraço dele durmo descansada, fico descansada, sorrio durante o sono. É o amigo pacifier. É lindo.

25 de agosto de 2008

Terei sonhado...?

Estive fora. Lá, fiz uma compridíssima viagem de comboio e tive uma experiência... de Marte!
Passei quase a totalidade da tarde a ler um livro. O conteúdo erótico deixou-me um pouco desvairada, devo confessar. Ao cair da noite, ficou escuro na carruagem e só quem quisesse tinha luz directa, para poder ler ou trabalhar no pc. Como havia poucos passageiros nesta carruagem estava bastante escuro. Ao olhar em redor vi apenas dois passageiros: um homem umas filas atrás de mim, quase no último banco, do lado da janela, e uma senhora na parte da frente da carruagem.
Olhei para o homem. Era lindo. Decerto ele era autóctone e eu não falo a língua local. Mesmo assim, movida pelo desejo levantei-me e, segurando-me às costas dos assentos fui andando pelo corredor até à fila onde ele se encontrava e sentei-me do lado oposto, junto à janela. Ele não ligou muito mas aos poucos foi ficando intrigado com a minha mudança de lugar, visto faltar pouco mais de vinte minutos para a última estação e não havia razão aparente para eu ter mudado de lugar. Comecei a vê-lo espiar-me pelo canto do olho e decidi ir puxando, aos poucos, o vestido para cima. O homem quis de olhar-me de frente para ter a certeza do que estava a ver e decidiu menear o cabelo farto, de maneira a mexer a cabeça o suficiente e no ângulo certo para ver as minhas coxas. Quando o fez, voltou a olhar-me, desta vez sem falsos pretextos, e sorriu puxando para cima apenas um canto da boca. Nesta altura a minha mão já estava a subir na perna e meti-a dentro das cuecas. Ele levantou-se, apoiando-se no banco da frente, como que querendo aproximar-se. Compreendeu a linguagem universal quando abanei o indicador da mão livre em forma de "não" e voltou a recostar-se. Meteu também as mãos nas calças e ficámos assim, a saborear a companhia visual um do outro. De quando em quando ele fechava os olhos e inclinava a cabeça para trás, de prazer. Depois olhava de novo para mim e acelerava a marcha da mão.

Vim-me num instante, com este cenário à minha frente. Gemi baixinho para não provocar alarido, mas alto o suficiente para ele ouvir. Fiquei a apreciar o orgasmo e depois estive a vê-lo, logo de seguida, a fazer o mesmo. Foi muito bom. Repousei um minuto e levantei-me. Ao fazê-lo, ele chegou-se para a zona da coxia onde eu passaria e estendeu-me a mão, como fazem os cavalheiros num cumprimento a uma dama. O homem puxou a minha mão com gentileza para a sua cara e, em vez de ma beijar, cheirou-ma demoradamente.

Estremeci no apelo a um novo orgasmo e senti vontade de lhe falar de qualquer maneira, de ouvir a voz dele, de o ter comigo na cama, de me sentar nele, de me sentir nele. Sei que isto são coisas de mulher, romanticismos tontos. Deve ter sido isso que me fez puxar a mão devagar e voltar para o meu lugar.

Não voltei a olhar para ele até ao fim da viagem e ele também não se aproximou. Apesar de faltarem poucos minutos para o nosso destino ainda adormeci, efeito do orgasmo. Quando saí da carruagem, já com o trolley pronto, demorei-me um pouco, fingindo que ajeitava o casaco e o vestido. Olhei na direcção dele e sorri com um dos cantos da boca.

Ele não era tão lindo como parecera no escuro do comboio. E daí, talvez eu também não fosse, afinal, tão apetecível como há pouco. Ele sorriu-me de volta, virámos costas e seguimos caminho. Meti-me no carro e fui a pensar nele e a rir-me sozinha com esta travessuram inédita para mim. Cheirei a mão mais de uma vez para ter a certeza que não tinha sonhado durante a viagem, naquele comboio escuro.

Nessa noite dormi muito bem.