29 de maio de 2009
vasco da gama a surfar
Que dizer???
UNILEVER em alta!
Muito bom!!!
(quem lá estava vibrou!!!!)
13 de maio de 2009
É o Paulo Portas, estúpido!!!!!
12 de maio de 2009
come back to bed

Era uma saída nocturna como outra qualquer. Either way, eu sabia que irias estar naquela festa. Não faltarias, ainda por cima quando eu já tinha deixado escapar a um amigo teu que iria à festa. Morrias de curiosidade se não me visses, podendo.
Antes de sair de casa deixei a cama preparada para dois. (Não sei quem é mais previsível: se tu, se eu.)
Durante o jantar não te liguei sobremaneira, fazendo até piadas com as coisas que dizias, de modo a que toda a gente ouvisse. Queria mostrar-me desprendida. E mostrei.
Só quando saímos para dançar não consegui conter-me. Foram poucas (mas demais) as vezes em que percebeste que estava a dançar para ti, a seduzir-te. Correspondeste exactamente do mesmo modo, com o mesmo “fervor”. Ainda te deixo assim. Ao fim de dois anos sem te ver ainda te conheço e ainda te desperto curiosidade.
Lembro-me bem da tortuosa conversa que tivemos, em que não sabíamos que ia haver uma temporada tão grande sem trocarmos telefonemas, olhares, sms, mails.
Ao reencontrar-te sabia que acordaríamos juntos na seguinte manhã.
Continuamos a estar desencontrados no espaço e na disponibilidade. Estivemos apenas juntos no tempo. No tempo que leva uma uma longa madrugada e manhã, e aquele sono, durante a tarde, em que sempre que me levantava, dizias: “C’mon. Come back to bed…”.
Saímos de casa juntos. Os nossos carros tinham passado a noite lado a lado, como nós.
Trocamos um abraço, o teu piscar de olho que diz “até à próxima”. Cada um vai para o seu carro. Os motores ligam-se e eu desligo o coração. Demoro-me propositadamente de motor ligado.
Deixo-te ir e vejo-te desaparecer.
9 de maio de 2009
e super-hiper-mega-giga-tera viciada nesta batida
SugaRush Beat - L.O.V.E.
ando viciada nisto
Kentphonic - Hiya Kaya
8 de maio de 2009
Sensation White - Lisbon '09

7 de maio de 2009
...o prometido é devido...
6 de maio de 2009
5 de maio de 2009
where the hell is "de Marte"?
4 de maio de 2009
yeah, right!!!
Posso ser só eu que acredito que ali há dedinho dos esmerados papás, mas realmente não me inspiram confiança nenhuma, os Senhores Doutores.

"Os Dótores vão ao Papa"; "Os Dótores vão à Ópera", "Os Dótores fogem de Portugal", "Os Dótores mexem cordelinhos", "Os Dótores não vão prá choldra".
tenho andado a pensar...
3 de maio de 2009
...só quatro sílabas:
7 de abril de 2009
puta (one)
Às vezes choca-me o moralismo das pessoas.
Conheço uma gaja que é puta. Pronto, é puta. Não me perguntem o que consta na declaração de rendimentos de IRS dela, mas a actividade ocupacional (já que legalmente não pode apelidar-se “profissão”) é prostituir-se.
E pronto, basicamente encontramo-nos porque nos damos com um grupo comum de amigos. Ela não aparece muitas vezes porque tem sempre inúmeras “reuniões”. Não somos amigas, mas conhecemo-nos e até nos damos bem. No meio deste grupo (que não o é) há uma tipa que ficou toda chocada toda quando soube da profissão da outra. Porque «é um risco», porque «é moralmente reprovável / condenável», porque «destrói lares» … enfim… o típico discurso de uma Mãe de Bragança.
A mim, a profissão dela não me aquece nem arrefece.
A coisa mais próxima que consigo conceber para equiparar à foda é o consumo de álcool.
As pessoas normalmente fodem por prazer e bebem por prazer. Existe (dentro deste “grupo”) uma elite que fode (e bebe) como profissão: são as prostitutas e os enólogos, respectivamente. O primeiro ponto de contacto? Em nenhuma das profissões se engole.
Entre a espécie fodilhona e a espécie bebedora existe um híbrido, que são as miúdas das casas de alterne – mas isso é conversa para outro dia.
Então porque é que se alguém disser: “Olá, eu sou a Joana e sou enóloga” toda a gente lhe aperta a mão, e se disser “Olá, eu sou a Joana e sou prostituta” toda a gente a olhará de lado ou virará as costas?
Existe assim tanta diferença entre a prostituição e outra profissão qualquer?
puta (two)
Ainda sobre o tema da prostituição, muito se tem falado na nossa mesa de café, nas SMS e na troca de emails, sobre esta profissão. Uns não estão nem aí, outros (aliás, outras) deixaram de ir ao café porque não querem estar na mesma mesa que «a puta», como carinhosamente é apelidada. Antes era só gira, trabalhadora, rica. Uma consultora que não tinha sorte com os namorados. Agora é «pêra-uva-tangerina-alperce».
É esta uma profissão ainda estigmatizada? Desconhecida? Reprovável? Porquê? A prostituição até é uma profissão que resiste à crise…
Se em tempos foi uma profissão aceite e, em algumas épocas e locais eventualmente respeitada, recentemente é vista como uma profissão de submundo – e porquê? Porque muita gente é obrigada a prostituir-se. Essa é a prostituição por necessidade que, como outra profissão sobrecarregada e subpaga, está dentro do conceito de exploração. Não é desta que falo. Não me interessa se estou a falar duma minoria. Estou a falar do caso que conheço, é a ele que me refiro, e está fora deste conceito de exploração, vejo-o como profissão. E uma actividade impermeável à crise, já que a procura se mantém, e tende a aumentar.
Qualquer conhecedor dos funcionamentos do mercado sabe que um bem ou serviço vingará se for concorrencial num de dois aspectos: no preço ou na diferenciação. A prostituição ataca o mercado (e lamento, mas é linguagem técnica!) nas duas vertentes. Dum lado, a prostituição chamada de rua (a sobreexploração física e anímica); no outro extremo a chamada prostituição de luxo (talvez por ser um luxo uma tipa ir para a cama com um homem a troco de dinheiro e não acabar espancada, roubada ou violentada).
No meio não há nada. Não há oferta profissional. No meio há a oferta amadora, não paga (pelo menos aparentemente) – as donas de casa, as esposas, as namoradas. Comidas ou amadas, espancadas ou estimadas, escravizadas ou reverenciadas – há de tudo.
Ora, se existe uma actividade lucrativa, com um mercado ávido, que se diferencia por prestar um serviço de que toda a gente tem necessidade – e, sejamos francos, é a sedução (num sentido lato) que está no âmago do funcionamento da sociedade – porque não dotar esta actividade de personalidade jurídica? Porque é que continuamos a assobiar para o lado ou a fazer tricô em vez de reforçar esta profissão, protegê-la, regulá-la e trazer-lhe dignidade social?
Nem que seja para fazer com que “filho da puta” deixe de ser insulto e passe a ser sinónimo de “descendente de trabalhadora impulsionadora da economia”.
limites
Em conversa com um amigo que está a dar os primeiros passos na Língua Portuguesa fui questionada sobre uma série de expressões coloquiais que, apesar de parecidas, podem induzir em erro os mais incautos e levar a algum desconforto por parte de quem ouve.
Começou por perguntar-me o que queria dizer pedra. Se pedra era aquilo que há na rua.
“Sim", disse eu, “pedra, seixo, rocha, calhau, são todos sinónimos.”.
Aí ele disse-me que tinha ouvido uma amiga a dizer “és uma pedra” a um tipo, com um semblante bastante simpático e elogioso.
“Aaaaaaaaah. Isso! Sim, nós podemos dizer que alguém é porreiro, fixe, cool, chamando-lhe «uma pedra».” E aí lembrei-me: “Mas se o intuito for insultar, chamá-lo de estúpido, aí dizes «és um calhau!» Tens é de ter atenção para não trocares «calhau» com «pedra»”.
Entre uns tremoços (meus) e umas moelas (dele) continuámos na conversa do que era ser fixe e de como se diz a alguém que é fixe. Outra expressão que usamos é “cool”. Ser cool é, na língua dele e na nossa, a mesma coisa. Mas acautelei-o: não deve usar a tradução para português de nenhuma maneira.
Dizer a uma miúda que ela é fria, é dizer que ela é má; dizer que ela é fresca, quer dizer que ela é atiradiça ou leviana; dizer que é frígida é garantir um passaporte para a sopapolândia.
Mas os adjectivos relacionados com a temperatura não acabam aqui. Do mesmo modo que temos adjectivos frios, também temos adjectivos pessoais de índole mais “quente”. Dizer que uma gaja ou relação é tórrida é diametralmente oposto a dizer que a mesma gaja ou relação é queimada! Chegámos à conclusão que mais vale manter as conversações num nível mais “rudimentar” e não pensar em grandes voos. (E desculpar-se, sempre que uma desconfiada sobrancelha feminina se arqueie, com o facto de não ser português… afinal é uma questão de amplitude térmica e requer sensibilidade linguística!).
isto foi ontem. hoje o sol brilha!!!!! :p
Hoje saio de mim e não me importo de chorar nem de sentir auto comiseração. Hoje nem tenho vontade de tirar o pijama. Se o tirar não vou ter vontade de o vestir de novo e vou enfiar-me na cama directamente com a roupa da rua, a maquilhagem posta, o cabelo arranjado.
Hoje nem o sol me anima. Não me traz boas energias. Hoje não há lista telefónica que me valha, não há cafezinhos nem amiguinhos com mais ou menos cor que me colorem o dia. Hoje não há foda, não há amor, não há mimo nem fingimento que me valha. Nem passeios nem jantares nem cinemas que me curem. Nem promessas nem leituras nem euromilhões me contentariam. Hoje o dia é cru e verdadeiro e estúpido. Continua igual. Eu é que não.
(Finalmente.)
Já me julgava perdida para sempre, mas afinal ainda ando por aqui.
1 de abril de 2009
habemus papisa*

Tenho cachecolinho do SCP, vou ao estádio, canto até me doer a voz.
playnocchio

Ouvi falar muito mal sobre a capa da Playboy portuguesa.
Eu cá até gostei.
Vá, mas com maminhas confesso que tinha sido mais divertido...
31 de março de 2009
o analgésico e o king kong

Era uma vez uma menina que achava que sabia tudo. [A menina era eu...]
Era uma vez uma menina que era muito curiosa. [Continuo a ser eu...]
Era uma vez uma menina que tem amigos rapazes que andam obcecados com sexo anal; e as respectivas namoradas que andam obcecadas em fugir-lhes. Eis que um desses amigos me informou que há geles (ou géis - odeio palavras com dois plurais) próprios para o efeito.
Era uma vez uma menina que decidiu ir ver como são esses géis e abriu uma página duma sex shop cheia de coisas que ela nunca tinha visto... entre os quais (tambores a rufar - vá, toca a abrir em separadores para não perder o fio à meada): os simuladores de vagina (por acaso estes já conhecia), o monkey spanker, as extensões penianas e o geles e sprays anais.
O que me chamou a atenção foi o facto de o Anal Jelly ser... analgésico. Eu que sou uma maníaca da etimologia tive uma epifania: o termo analgesia não deriva nada do Grego an (privação) + algesis (dor). É um estrangeirismo que resulta da aglutinação de duas palavras: anal & jelly. No antigamente era Analgélsico e depois, com o uso, caiu-lhe o “l” e ficou analgésico! Está tudo dito...
E pronto, senhores dessa sex shop, cá espero o vosso justo agradecimento por este momento publicitário – e em géneros. Olhe, pra mim pode ser o french kiss de morango, umas pastilhas de cannabis, e, para não me entediar, um king kong com 32cm de cumprimento. Sim, é um facto, é uma pila que cumprimenta (mais do que aquilo a que estamos habituadas....). O artefacto deve ligar-se e começa:
.
Pila - Olá, minha senhora.
Eu - Ehhh... olá... mas... estou a falar com uma pila??!?!
Pila - Como tem passado?
Eu - Ah e tal, bem, com algumas dores de costas...
Pila - Então e essa família?
Eu - Ah, estão todos bem. Olha, mas se tens 32cm de cumprimento, cumprimenta-me aqui as costas. Vá, e agora cumprimenta-me as orelhas! E os pés! Cumprimenta-me os pés, pah!
Pila - Olá costinhas! Cutxi cutxi cutxi! Olá orelhinhas... Ui, e estes pezinhos, dêem cá um "passou bem" ao tio King Kong...
Eu - Vá, quantos centímetros de cumprimento te restam? Prai 25cm? Então vá, cumprimenta-me toda!
Pila - (rrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr*!)
Eu - Hellooooooooooooooooooooooooooooo King Kong!! :)
.
.
.
.
.
* O King Kong vibra…
28 de março de 2009
kill the lights
AH,
hoje, 28 de Março de 2009,
às 20h30, apaguem as luzes durante uma hora!!!
[e por falar nisso...
há quanto tempo não jantas à luz das velas?!]
E esta, hein?
A pele das tuas mãos é aveludada.
É terna e doce.
E eu, doce como ela.
Quando me provas, esfomeado
Quando me tocas
Quando me puxas para ti
Quando não controlas o teu desejo, o teu lado irracional
Sou mais feliz quando te penso
Sou mais feliz quando te imagino
Sou mais feliz quando te deito, te amo, te cubro, te descubro, te acho, me dou.
Tenho saudades dos teus dedos
Tenho saudades dos nós dos teus dedos
Tenho saudades dos nós
Tenho saudades dos momentos de nós.
(Olha para as tuas mãos. Olha para elas e vê o que eu vejo.
Olha para ti e vê quem encontrei.)
27 de março de 2009

25 de março de 2009
variações em sol menor

E, claro, errava nas teclas, nos tempos (as semifusas sempre me lixaram o juízo), demorava o triplo do tempo a tocar um minuete, mas quando acabava a mãe aplaudia e esborrachava-me a cara com beijos orgulhosos, como se tivesse ouvido o som mais melódico do mundo.
Bons tempos...
Polly wants a cracker

all aboard the night train
Entre miúdas já ouvi as estas versões de tipos de homem, que aqui compilo:
- os "rápidos", que são, biologicamente, os fittest para a reprodução - deixar a "semente" no maior número de fêmeas no mais curto espaço de tempo. Era uma questão de sobrevivência.
- os "intercidades", que vão parando no caminho, dando atenção a todo o pormenor, mimando a sua companheira. Estes normalmente estão apaixonados e vão dando e pedindo, estão ali "para a troca".
- os "alfa-pendular", que são aqueles homens cujo período refractário é muito curto e revelam uma capacidade estonteante de ir-e-vir. O catch é que o que conta é a prestação de um serviço "on time", em que a quantidade suplanta a qualidade e há pouca atenção dedicada à parceira.
- os "regionais" são aqueles cujo desempenho se baseia numa "noite mágica". Tem todo o esplendor da dedicação ao máximo à mulher com quem está. Pára em todas as estações, beija, cheira, mima cada centímetro da epiderme, como se de um templo se tratasse. Mas guess what? Não é um templo, estamos numa cama e o intuito é pinar, não é adorar a uma deusa. Sabe bem, este tipo de "prestação de serviço" tácito, mas há várias mulheres que se perdem nos pensamentos enquanto são "adoradas" e dão por si a pensar, por exemplo, se ainda há leite fresco no frigorífico.
o timing
Alguém sabe dizer porque razão os homem duram mais na cama nos primeiros tempos e depois aquilo começa a ser "a despachar"? Não devia ser ao contrário? No início a malta não conseguir conter-se com a novidade e a excitação, um corpo novo, uma nova expedição... e depois sim, com o passar dos tempos, a "rotina" a instalar-se, a líbido estabiliza abaixo dos picos de outrora, numa média/moda/mediana, o que implicaria "mais tempo para o mesmo fim"?
É ou não verdade que no início de uma relação o gajo é capaz de manter-se focado durante horas e depois deixa de ser assim?
Reflectamos juntos para ver se chego a alguma conclusão:
A malta começa o ritual em beijos prolongados, certo? Daqueles que dizem, sem falar, "come-me já e à bruta, sff*!". Dos beijos decorrem as mãos curiosas, que teimam em averiguar a qualidade do tecido, a adequação do corte, mesmo no escuro. Lentamente começa a ser exposta mais e mais pele, as bocas tendem a ficar abertas, mesmo sem razão aparente.
A pele e os lábios travam conhecimento, ("olá, eu sou a boca e vou-te comer". "Olá, eu sou qualquer-coisa e vou deixar-te comeres-me".) e criam-se momentos muito especiais, daqueles que depois se guardam no baú do "antigamente".
As mãos - essas malandras - vão desbravando caminho entre botões, zippers, elásticos, colchetes e livram-se de todos estes obstáculos com habilidade. Continuam a averiguar a maciez da pele, amassam e puxam e "palmadam" e beliscam e penetram e excitam e afagam.
Depois vem o hanky panky (e aqui ninguém precisa de explicações)...
O fim da "acção" traz ainda mais momentos ternos, com cuddling, mais beijos, recuperar o fôlelgo, arrefecer os corpos, mostrar gratidão por gestos, sem palavras.
Ok, já percebi o porquê dos timings. Com o passar do tempo o casal deixa de ter de pedir permissão, salta algumas etapas directamente para o hanky panky, e daí para o "querido/a, estou cheio/a de sono e amanhã acordo cedo, acho que vou dormir. Dorme bem. Amo-te".
:)
Percebe-se...
Há vezes em que o "come-me já e à bruta, sff" sai em vocalizações do tipo "não sei se devemos" ou "prometes que vais ser gentil?" ou ainda "não achas que é cedo demais?"...
(ok, mas se sair "não!" é "NÃO" mesmo. Esta palavra não deixa margem para interpretações...)
vamos por partes...
visssssssssco
A saga do tiramisu.
Vou deixar a receita, uma vez que é dela que falarei nas próximas linhas!
Começa por separar-se as 6 gemas das claras. Easy task. Toda a dona de casa sabe separar as gemas das claras.
Passo #2: bater as claras em castelo.Pego na minha batedeira mono-vareta e atiro-me a elas. Esqueci-me foi de alguns princípios fundamentais: a lei de Newton e a força centrífuga [Fcf = M.v2/r]; a Lei de [Edward] Murphy e a minha falta de jeito; e, por fim, um motor desengonçado e uma vareta com vida própria!!! Acontece que a mono-vareta devia estar behind bars com a seguinte sinalética: beware of whisk!!!
É que mal se pôs a trabalhar o raio da vareta espalhou-me as claras por todo o lado. E quando digo "todo o lado" quero mesmo dizer "todo o lado"!!! E as claras, por bater e geladas, são extremamente viscosas e transparentes, o que fez com que se escondessem em todo o lado. E quando digo "todo o lado"... (pois, já sabem...)
Foi ver claras na torradeira, no fogão, na parede, nos armários, no chão, no avental, no cabelo,... e na cara. Primeira reacção: limpar o visco dos olhos. Segunda reacção (e esta é mesmo à "gaija"): Ah pois é, a clara faz esticar a pele!!! BOA, então deixa 'tar!!!!
Então, espalhei muito bem as claras pela cara e deixei o milagre acontecer. E foi acontecendo enquanto limpava a cagada que tinha feito no resto da cozinha.
Procedimento #3: Repetir o #1 e o #2! Simples, não é? Voltar a fazer tudo de novo!!! Bota novamente 6 claras num recipiente, a milhas das gemas. E só então me apercebi: se o whisk não ta a funcionar bem, vou ter que bater as claras em castelo... a la mano????? Pois é, assim foi. Arregacei as mangas e lá me pus a bater (n)aquelas claras como se estivessem a pagar por um crime merecedor de espancamento.
Custou. Custou... Troquei de mão várias vezes porque é realmente um procedimento que requer muita coordenação, mas lá consegui. E até dava para virar o caçoilo de cabeça pra baixo. Ficaram mesmo boas, as claras montadas. (isto é terminologia culinária!!!!)
4º passo: 6 gemas com 6 colheres de açucar muuuuuuuuuuito bem misturadinhas, até se obter uma mistura esbranquiçada! Nesta altura, a sobrancelha sobe até ao alto da testa, quase a tocar nos primeiros fios de cabelo: como?? Epah, com batedeira é uma coisa, agora... manufacturado? Depois de ter montado as claras? Estou exausta... Isto requer força extra!
E o que fiz? Já que tinha o vermute ali à mão, mandei um cálice goela abaixo. Aaaarggh!! Carago, não há bicho que resista!
Pumba, lá transformei as gemas amarelinhas e o açucar numa mistura clariiiiiiiiiinha e muito fofinha. Depois foi só juntar os 500g de mascarpone e continuar a dar ao braço.
Vários minutos depois... Tarefa cumprida.
Next one? Embeber os 300g de Palitos La Reine em café mega forte (com Vermute) e dispô-los num tabuleiro ou pyrex.
Buscar as claras em castelo e envolvê-las na mistura esbranquiçada. Este é o creme com que se cobrem os palitos.
É só ir fazendo camadas a gosto e atirar com o pyrex pró frigorífico. Não precisa de muuuuuuuuuitas horas de frio.
Antes de servir, polvilhar com cacau em pó.
Nisto, eu estou mascarada de colagénio, e não é que a conalbumina funciona mesmo? A pele ficou esticadinha e fofinha...
(muito mais tarde, mesmo antes do jantar, ponho-me a fazer bruschettas de crème fraiche, atum, tomate e tomilho. Quando estou a torrar o pão cheira-me a eggs benedict!! Antes que a imaginação voe para um acontecimento qualquer, tenho de me concentrar: donde vem o cheiro?? Ah, pois claro... De pedaços de visco (a.k.a. clara d'ovo) que escorreram pra dentro da torradeira e escaparam à esterilização...
(Tenho de mandar vir o CSI para identificar o visco, pra eu limpar isto a fundo...)
i'm your man
Este vale pela música e pelo vídeo... FE-NO-ME-NAIS!!!!
24 de março de 2009
kalinka
Ligo as colunas do som ambiente ao dvd e pela casa toda só se ouve Rieu.
V sadu yagoda malinka, malinka moya!
hoje a sobremesa é esta... estão todos convidados! :)

Eu olho para o tiramisu como algo que se pode comer a qualquer hora.
Vejamos: como sobremesa é o "normal", por isso as refeiçlões grandes podem ser acompanhadas por tiramisu.
E um lanchinho de tiramisu, não?!?!
O tiramisu não é mais do que biscoitos, café, queijo e ovos. Qualquer pequeno-almoço pode ter estes ingredientes, certo?!
(boa argumentação, pah. Até me surpreendo...)
19 de março de 2009
leonard cohen - hallelujah
cab two

cab
ainda
Cada vez que me levantava da mesa e me afastava ias atrás de mim.
Ias procurar-me, mostrar-me que estavas ali, plantar-me uns beijos, ver como eu estava, falar sem dizer nada.
Querias tocar-me e provar-me e saber-me tua naquele momento.
E eu queria ser tocada e provada e fingir-me tua.
Naquelas vezes, como na primeira.
A tua saliva, a minha, o sabor a chocolate, o cinema. A tua coragem trémula, a minha voz surpresa e tendencialmente ofegante - pelo simples toque das mãos. Pela pergunta que me fizeste como desculpa para me tocares, para amarrarmos as mãos.
Aquele foi o primeiro beijo, de facto, mas muitos outros tinha já partilhado contigo. Tu apenas não o sabias porque as fantasias eram as minhas…
Entretanto já não sabia /podia / queria esconder que te desejava desde há algum tempo. Ambos sabíamos o dia, a situação em que olhei para mim e pensei: "isto não era suposto acontecer... que é que se passa aqui?"
O facto é que aconteceu. O facto é que eu estava quente, muito quente, ao teu lado. E já estava a marinar há horas... a ver-te e desejar-te e olhar-te de soslaio e desejar gatinhar até ti, sussurrar-te um plano de fuga, provar-te a língua. Só pensava num pretexto para apresentar os meus lábios aos teus e a palma das minhas mãos à tua pele.
Fiquei a (ad)mirar-te os pés descalços enquanto estavas estendido na cama. Eram brancos e tentadores. Como todo tu. Brancos e tentadores.
Não sei como te ultrapassas e apresentas uma fachada sólida e inabalável, e ao mesmo tempo, ao guardar-te nos meus braços, sentia o pulsar que denunciava agitação e frenesi.
Ainda sei o teu cheiro. Reconhecê-lo-ia sem custo.
Ainda sei o mapa que se desenha nas tuas costas. Sabem-no as minhas mãos.
Ainda guardo as medidas do teu abraço.
Ainda te desejo.
Ainda.
17 de março de 2009
bootie-call
Cenário:
1. Veeeeeeeeeento, muito vento, num dia de calor.
2. Eu a subir a minha rua, de vestido rodado (vermelho), a falar ao telefone com um serviço de apoio a clientes que me trata por "tu".
3. Preciso de ver a informação que está numa das quatro folhas que trago na mão, dobradas em três.
Apoio ao cliente (AC) – ...blá blá blá whiskas saquetas blá blá blá... Podes então dizer-me o número de conta?
Eu – Sim, só um momento... Tenho de ver aqui nestas folhas…
Passam-se quatro segundos... Bolas, esse número está na terceira folha, penso. Esmago o ombro contra a orelha para segurar o mobile e poder trazer as mãos livres para menear as folhas, mas o meu mobile é fininho e vai escorregando devagarinho.
Eu – Ah, está aqui. É o 307... (mobile a escorregar, acto reflexo de tentar apanhá-lo, folhas a voar pela minha rua...) Porra! Ehhh, desculpe. Dê-me só mais um momento. É que agora voaram-me as folhas e...
(Como se ele, do outro lado, a tomar chá, a comer chamuças e a ver um filme bollywoodano, com os pés em cima da secretária, numa qualquer cidade da Índia, quisesse saber que raio se passa deste lado...!)
[SNAPSHOT]
Este é o momento que vale a pena reter. De repente o cenário é este:
Eu, a subir a rua, com a mão esquerda definitivamente colada ao mobile senão ele cai. Três das quatro folhas de papel tridobradas a voar. (Já referi que estava muuuuuito vento?) Vestido rodado ganha vida. Pareço daqueles bonecos insuflados que abanam os braços, à beira da estrada... só que os "braços" são o meu vestido. Eu a correr, infrutiferamente, em espiral atrás das ditas folhas. O vestido a esvoaçar-me, em todas as direcções, o suficiente para mostrar várias vezes o biquíni. Mão direita, insegura, tenta agarrar o vestido e prendê-lo entre as pernas. Prendo-o. Mas com ele preso não posso correr atrás das folhas. Tento, mas pareço um pinguim aflito pra ir fazer xixi, a fazer um ritual de atabalhoado de acasalamento que entretanto o faz perder o sonar!
Paro por meio segundo. Penso seja feita a Vossa vontade e fico quieta, deixando que o caos do universo chegue a um consenso e decida quando é que basta de me ver fazer figuras tristes. No meio disto tudo, o rapaz do outro lado da linha...
AC – Está tudo bem? Olha, se quiseres podes dizer-me o número de contribuinte.
Eu – (vai pró caralho! Eu tenho à vista um biquíni brasileiro que deixa muito pouco à imaginação e estou numa rua [NA MINHA RUA] entre um BES envidraçado apinhado de gente e um ciclo preparatório no intervalo grande. Que parte de "rabo-ao-léu" é que precisas que te explique?!?! Não podias ter dito isso antes?!?!) [voz] Ah... ok, número de contribuinte. Pois, esse sei de cor: é o 2********...
AC – Obrigada. Podes só aguardar enquanto verifico os dados?
Eu – POSSO! Claro que posso. (Obrigada, Deus, por trazeres ordem ao caos!)
Nisto, olho para a esquerda e vem de lá o carteiro a subir a rua. Obrigada outra vez, Deus, por mandares o carteiro.
Faço o sorriso de donzela em apuros, levo a mão direita ao vestido num acto de pudor que não tenho mas que achei adequado à situação... e também precisava que o carteiro se concentrasse nas minhas folhas, não nas minhas pernas.
O rapaz, provavelmente bom aluno em educação física (ao contrário desta nulidade que vos escreve) e concerteza [esta palavra não existe, mas devia] uma referência nos Testes de Cooper realizados pelo Prof., correu como se disso dependesse a sua vida e apanhou-me as folhas todas, não sem antes deixar cair, ao dobrar-se, uma resma de cartas que transbordavam da mala que trazia à tiracolo.
Depois de metidas as cartas novamente no saco (ou seja, "re-metidas" no saco), vira-se triunfante para mim, enche o peito, expira profundamente e vem na minha direcção trazendo de bónus um sorriso branquinho e alinhadinho de quem não tem medo do dentista.
Eu – Ah, muito obrigada.
Recebo as folhas de papel e enfio-as logo debaixo do braço esquerdo. Aproveito e desligo a chamada, uma vez que o outro ainda está a "verificar os dados". Penso se calhar já podia ter desligado antes deste circo todo acontecer...
Carteiro – Está mesmo muito vento hoje, não é...?
Eu – É verdade... (NO SHIT!!!!! Devias trabalhar no Instituto de Meteorologia e Geofísica, oh Einstein!)
Depois caio em mim e mudo o semblante para uma cara agradecida.
Eu – Obrigada, sim? Estava um bocado aflita. Se não fosse o senhor... Bem... Obrigadíssima e tenha um resto de bom dia. (Se tu fingires que não viste eu também posso fingir.)
Estico a mão direita, dou-lhe um aperto de mão grato e envergonhado, e retribuo o sorriso agradável que ainda traz posto.
Viro costas e continuo a subir a rua. Sinto-me mínima, sinto-me um micróbio e ainda assim (ou talvez por isso) endireito as costas e lá vou eu: um micróbio de vestido vermelho que pensa ainda bem que trago estes óculos que tapam 70% da cara...

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