25 de março de 2009

visssssssssco

A saga do tiramisu.

Vou deixar a receita, uma vez que é dela que falarei nas próximas linhas!

Começa por separar-se as 6 gemas das claras. Easy task. Toda a dona de casa sabe separar as gemas das claras.

Passo #2: bater as claras em castelo.Pego na minha batedeira mono-vareta e atiro-me a elas. Esqueci-me foi de alguns princípios fundamentais: a lei de Newton e a força centrífuga [Fcf = M.v2/r]; a Lei de [Edward] Murphy e a minha falta de jeito; e, por fim, um motor desengonçado e uma vareta com vida própria!!! Acontece que a mono-vareta devia estar behind bars com a seguinte sinalética: beware of whisk!!!

É que mal se pôs a trabalhar o raio da vareta espalhou-me as claras por todo o lado. E quando digo "todo o lado" quero mesmo dizer "todo o lado"!!! E as claras, por bater e geladas, são extremamente viscosas e transparentes, o que fez com que se escondessem em todo o lado. E quando digo "todo o lado"... (pois, já sabem...)

Foi ver claras na torradeira, no fogão, na parede, nos armários, no chão, no avental, no cabelo,... e na cara. Primeira reacção: limpar o visco dos olhos. Segunda reacção (e esta é mesmo à "gaija"): Ah pois é, a clara faz esticar a pele!!! BOA, então deixa 'tar!!!!

Então, espalhei muito bem as claras pela cara e deixei o milagre acontecer. E foi acontecendo enquanto limpava a cagada que tinha feito no resto da cozinha.

Procedimento #3: Repetir o #1 e o #2! Simples, não é? Voltar a fazer tudo de novo!!! Bota novamente 6 claras num recipiente, a milhas das gemas. E só então me apercebi: se o whisk não ta a funcionar bem, vou ter que bater as claras em castelo... a la mano????? Pois é, assim foi. Arregacei as mangas e lá me pus a bater (n)aquelas claras como se estivessem a pagar por um crime merecedor de espancamento.

Custou. Custou... Troquei de mão várias vezes porque é realmente um procedimento que requer muita coordenação, mas lá consegui. E até dava para virar o caçoilo de cabeça pra baixo. Ficaram mesmo boas, as claras montadas. (isto é terminologia culinária!!!!)

4º passo: 6 gemas com 6 colheres de açucar muuuuuuuuuuito bem misturadinhas, até se obter uma mistura esbranquiçada! Nesta altura, a sobrancelha sobe até ao alto da testa, quase a tocar nos primeiros fios de cabelo: como?? Epah, com batedeira é uma coisa, agora... manufacturado? Depois de ter montado as claras? Estou exausta... Isto requer força extra!

E o que fiz? Já que tinha o vermute ali à mão, mandei um cálice goela abaixo. Aaaarggh!! Carago, não há bicho que resista!

Pumba, lá transformei as gemas amarelinhas e o açucar numa mistura clariiiiiiiiiinha e muito fofinha. Depois foi só juntar os 500g de mascarpone e continuar a dar ao braço.

Vários minutos depois... Tarefa cumprida.

Next one? Embeber os 300g de Palitos La Reine em café mega forte (com Vermute) e dispô-los num tabuleiro ou pyrex.

Buscar as claras em castelo e envolvê-las na mistura esbranquiçada. Este é o creme com que se cobrem os palitos.

É só ir fazendo camadas a gosto e atirar com o pyrex pró frigorífico. Não precisa de muuuuuuuuuitas horas de frio.

Antes de servir, polvilhar com cacau em pó.

Nisto, eu estou mascarada de colagénio, e não é que a conalbumina funciona mesmo? A pele ficou esticadinha e fofinha...


(muito mais tarde, mesmo antes do jantar, ponho-me a fazer bruschettas de crème fraiche, atum, tomate e tomilho. Quando estou a torrar o pão cheira-me a eggs benedict!! Antes que a imaginação voe para um acontecimento qualquer, tenho de me concentrar: donde vem o cheiro?? Ah, pois claro... De pedaços de visco (a.k.a. clara d'ovo) que escorreram pra dentro da torradeira e escaparam à esterilização...

(Tenho de mandar vir o CSI para identificar o visco, pra eu limpar isto a fundo...)

i'm your man

Este vale pela música e pelo vídeo... FE-NO-ME-NAIS!!!!

24 de março de 2009

kalinka

Enquanto se prepara o jantar, ponho o dvd do Andre Rieu a bombar...



Ligo as colunas do som ambiente ao dvd e pela casa toda só se ouve Rieu.

O refrão é fácil, mas como esta versão não é cantada, canto eu! Canta comigo:

Kalinka, kalinka, kalinka moya!
V sadu yagoda malinka, malinka moya!

hoje a sobremesa é esta... estão todos convidados! :)



(que booooooom, tiramisu...
Na minha família fazemos competição dos melhores tiramisus. Não há festividade sem esta sobremesa.
Vá, clica na imagem sem medos para veres em pormenor esta delícia...)

Eu olho para o tiramisu como algo que se pode comer a qualquer hora.
Vejamos: como sobremesa é o "normal", por isso as refeiçlões grandes podem ser acompanhadas por tiramisu.
E o pequeno-almoço?
E um lanchinho de tiramisu, não?!?!
O tiramisu não é mais do que biscoitos, café, queijo e ovos. Qualquer pequeno-almoço pode ter estes ingredientes, certo?!
Assim sendo, porque não chamar-lhe tiramisu? :)
(boa argumentação, pah. Até me surpreendo...)
:)
Acho que vou ali dar mais uma colherada na sobremesa e já venho...

19 de março de 2009

leonard cohen - hallelujah

Vá, esta musiquinha que está aqui ao lado direito é um espectáculo. É do Leonardo Cohen, tem variadíssimas versões, gosto quase sempre mais de a ouvir em vozes femininas, mas abri logo uma excepção quando a ouvi na voz dos Bon Jovi. Não sei porquê, mas gosto. Tanto tanto que enjoa... :)

cab two


Noutro táxi, on my way home, vejo um velhote a andar para trás. Mesmo, a andar ao contrário. Parecia um daqueles sets dos VJ marados, que põem a imagem pra frente e pra tras on&on&on... Só que era um velhote... A andar pela rua, mas para trás! E feliz!!! Ar de felicidade, o dele. Ainda hei-de experimentar. (E pode ser que alguém escreva sobre mim no seu blog*!) Eheheh.
* Alguém, para além do Afectado. :)

cab

No táxi, on my may there, parada no Marquês há cerca de 6 minutos:

Eu: Isto hoje está caótico!!!

Ela: Olhe que hoje é o último dia!! Dizem que baixa a temperatura já a partir de amanhã...

ainda

Cada vez que me levantava da mesa e me afastava ias atrás de mim.



Ias procurar-me, mostrar-me que estavas ali, plantar-me uns beijos, ver como eu estava, falar sem dizer nada.




Querias tocar-me e provar-me e saber-me tua naquele momento.


E eu queria ser tocada e provada e fingir-me tua.




Naquelas vezes, como na primeira.


A tua saliva, a minha, o sabor a chocolate, o cinema. A tua coragem trémula, a minha voz surpresa e tendencialmente ofegante - pelo simples toque das mãos. Pela pergunta que me fizeste como desculpa para me tocares, para amarrarmos as mãos.




Aquele foi o primeiro beijo, de facto, mas muitos outros tinha já partilhado contigo. Tu apenas não o sabias porque as fantasias eram as minhas…


Entretanto já não sabia /podia / queria esconder que te desejava desde há algum tempo. Ambos sabíamos o dia, a situação em que olhei para mim e pensei: "isto não era suposto acontecer... que é que se passa aqui?"



O facto é que aconteceu. O facto é que eu estava quente, muito quente, ao teu lado. E já estava a marinar há horas... a ver-te e desejar-te e olhar-te de soslaio e desejar gatinhar até ti, sussurrar-te um plano de fuga, provar-te a língua. Só pensava num pretexto para apresentar os meus lábios aos teus e a palma das minhas mãos à tua pele.


Fiquei a (ad)mirar-te os pés descalços enquanto estavas estendido na cama. Eram brancos e tentadores. Como todo tu. Brancos e tentadores.




Não sei como te ultrapassas e apresentas uma fachada sólida e inabalável, e ao mesmo tempo, ao guardar-te nos meus braços, sentia o pulsar que denunciava agitação e frenesi.




Ainda sei o teu cheiro. Reconhecê-lo-ia sem custo.



Ainda sei o mapa que se desenha nas tuas costas. Sabem-no as minhas mãos.



Ainda guardo as medidas do teu abraço.



Ainda te desejo.



Ainda.

17 de março de 2009

bootie-call

Cenário:



1. Veeeeeeeeeento, muito vento, num dia de calor.


2. Eu a subir a minha rua, de vestido rodado (vermelho), a falar ao telefone com um serviço de apoio a clientes que me trata por "tu".


3. Preciso de ver a informação que está numa das quatro folhas que trago na mão, dobradas em três.





Apoio ao cliente (AC) – ...blá blá blá whiskas saquetas blá blá blá... Podes então dizer-me o número de conta?



Eu – Sim, só um momento... Tenho de ver aqui nestas folhas…




Passam-se quatro segundos... Bolas, esse número está na terceira folha, penso. Esmago o ombro contra a orelha para segurar o mobile e poder trazer as mãos livres para menear as folhas, mas o meu mobile é fininho e vai escorregando devagarinho.



Eu – Ah, está aqui. É o 307... (mobile a escorregar, acto reflexo de tentar apanhá-lo, folhas a voar pela minha rua...) Porra! Ehhh, desculpe. Dê-me só mais um momento. É que agora voaram-me as folhas e...



(Como se ele, do outro lado, a tomar chá, a comer chamuças e a ver um filme bollywoodano, com os pés em cima da secretária, numa qualquer cidade da Índia, quisesse saber que raio se passa deste lado...!)






[SNAPSHOT]
Este é o momento que vale a pena reter. De repente o cenário é este:


Eu, a subir a rua, com a mão esquerda definitivamente colada ao mobile senão ele cai. Três das quatro folhas de papel tridobradas a voar. (Já referi que estava muuuuuito vento?) Vestido rodado ganha vida. Pareço daqueles bonecos insuflados que abanam os braços, à beira da estrada... só que os "braços" são o meu vestido. Eu a correr, infrutiferamente, em espiral atrás das ditas folhas. O vestido a esvoaçar-me, em todas as direcções, o suficiente para mostrar várias vezes o biquíni. Mão direita, insegura, tenta agarrar o vestido e prendê-lo entre as pernas. Prendo-o. Mas com ele preso não posso correr atrás das folhas. Tento, mas pareço um pinguim aflito pra ir fazer xixi, a fazer um ritual de atabalhoado de acasalamento que entretanto o faz perder o sonar!



Paro por meio segundo. Penso seja feita a Vossa vontade e fico quieta, deixando que o caos do universo chegue a um consenso e decida quando é que basta de me ver fazer figuras tristes. No meio disto tudo, o rapaz do outro lado da linha...




AC – Está tudo bem? Olha, se quiseres podes dizer-me o número de contribuinte.



Eu – (vai pró caralho! Eu tenho à vista um biquíni brasileiro que deixa muito pouco à imaginação e estou numa rua [NA MINHA RUA] entre um BES envidraçado apinhado de gente e um ciclo preparatório no intervalo grande. Que parte de "rabo-ao-léu" é que precisas que te explique?!?! Não podias ter dito isso antes?!?!) [voz] Ah... ok, número de contribuinte. Pois, esse sei de cor: é o 2********...


AC – Obrigada. Podes só aguardar enquanto verifico os dados?




Eu – POSSO! Claro que posso. (Obrigada, Deus, por trazeres ordem ao caos!)




Nisto, olho para a esquerda e vem de lá o carteiro a subir a rua. Obrigada outra vez, Deus, por mandares o carteiro.



Faço o sorriso de donzela em apuros, levo a mão direita ao vestido num acto de pudor que não tenho mas que achei adequado à situação... e também precisava que o carteiro se concentrasse nas minhas folhas, não nas minhas pernas.





O rapaz, provavelmente bom aluno em educação física (ao contrário desta nulidade que vos escreve) e concerteza [esta palavra não existe, mas devia] uma referência nos Testes de Cooper realizados pelo Prof., correu como se disso dependesse a sua vida e apanhou-me as folhas todas, não sem antes deixar cair, ao dobrar-se, uma resma de cartas que transbordavam da mala que trazia à tiracolo.







Depois de metidas as cartas novamente no saco (ou seja, "re-metidas" no saco), vira-se triunfante para mim, enche o peito, expira profundamente e vem na minha direcção trazendo de bónus um sorriso branquinho e alinhadinho de quem não tem medo do dentista.





Eu – Ah, muito obrigada.





Recebo as folhas de papel e enfio-as logo debaixo do braço esquerdo. Aproveito e desligo a chamada, uma vez que o outro ainda está a "verificar os dados". Penso se calhar já podia ter desligado antes deste circo todo acontecer...





Carteiro – Está mesmo muito vento hoje, não é...?




Eu – É verdade... (NO SHIT!!!!! Devias trabalhar no Instituto de Meteorologia e Geofísica, oh Einstein!)





Depois caio em mim e mudo o semblante para uma cara agradecida.




Eu – Obrigada, sim? Estava um bocado aflita. Se não fosse o senhor... Bem... Obrigadíssima e tenha um resto de bom dia. (Se tu fingires que não viste eu também posso fingir.)




Estico a mão direita, dou-lhe um aperto de mão grato e envergonhado, e retribuo o sorriso agradável que ainda traz posto.



Viro costas e continuo a subir a rua. Sinto-me mínima, sinto-me um micróbio e ainda assim (ou talvez por isso) endireito as costas e lá vou eu: um micróbio de vestido vermelho que pensa ainda bem que trago estes óculos que tapam 70% da cara...


7 de março de 2009

comequié, pipol?

(van, estes são para ti!)









tururuuuuuuuu

O Majalhões tem prugramas que têem ums erruz urtugráfcos.
Um purgama que foe tradzidu pur um inmigranti françêz com a cuarta clace.

What's the big deal?!?!?!


O sócrates já foi finocchio, já foi pinocchio e agora é o melhor amigo de um tal de Magalhães que não sabe escrever.


What's the big deal?!?!?!


Pah, deixem o sócrates trabalhar!!!
Ou deixem-no enterrar-se nos terrenos lamacentos do fripór!
Mas deixem-no...

6 de março de 2009

coisas que adooooooooooooooro e que fazem menos bem...

Isto é o Amor de Perdição!!
Sou facilmente subornável com salame de chocolate...


Se beber um belo Sumol Laranja consigo soletrar o meu nome... a ARROTAR! :)


epaaaaaa... pum! zás! rrrr tá tá tá!!
(é isto que se passa na minha boca quando como PetaZetas...)


o meu pecado! :) (ui, ca bom!)

coisas que adoooooooooooro e que fazem bem:

Physalis... até me babo!!!


Mínimo: 1/2 litro por dia!


Hummm... nhami!! Figooooooooooooooos!!!


É um facto!! A melhor amiga das horas no ginásio! :P


chá de rosas!!! É o chá de que gosto mais...

adoooooooooooooro isto!!!


Would I Lie To You Baby - Charles And Eddie

4 de março de 2009

fui ao baú das minhas memórias e trouxe de lá este meu companheiro de tardes e tardes infinitas!

É verdade que a minha mãe não gostava muito que eu visse este fanfarrão, mas não havia como evitar: fiquei para sempre fã do Pierino.

...e "Chicago à noite" é um clássico!!! Uma instalação e pêras!




O gajo é super engraçado. E passados estes anos percebo piadas que então não conseguia decifrar! (Espectáculo!)






Tu cosa hai visto?

Está é a minha homenagem ao muro que caiu há 20 anos


A sério, o Muro de Berlim é um marco histórico que me diz muito. A "necessidade" do muro, o ruir daquela parede (a reprodução física da "cortina"), a história por detrás dum e doutro lado, a divisão/união dum planeta.
Em 1989 começou uma fase da so called globalização que me fascina. Como tudo o que me fascina, assusta-me.
Esta é a minha homenagem prematura ao muro que caiu há quase 20 anos.
(Falo agora porque em Novembro não se vai ouvir falar doutra coisa.)

26 de fevereiro de 2009

eu mascarada de gente normal, ele mascarado de GNR...

- Boa noite, senhora condutora – diz, batendo continência

- Boa noite, Senhor Guarda. (ao que parece, se os tratarmos por “senhor guardas” é meio caminho andado para se sair ileso… Ah, e ser gaja também ajuda.)

- (grande sorriso nacional republicano) Pode mostrar-me os seus documentos de identificação?

- Concerteza, estão na minha mala... Que está na mala do carro. (riso nervoso)

- Imobilize o veículo, desligue o motor e queira sair, por favor.

Puxa, só faltava dizer para sair de mãos no ar!! Assim fiz. Saí, fui até à mala do carro, tirei a documentação e entreguei-lha. Até agora o raio do polícia estava convencido que eu estava alegremente etilizada. E, agora que penso, eu dei-lhe motivos:

- Então, menina “de Marte”, vem da festa de Carnaval? - diz ele, dizendo o meu nome completo, ao olhar para o BI.

- Sim, venho. (Grande sorriso nesta cara marciana – e eu nem tenho culpa! Tenho mesmo este ar feliz, bolas!)

- E ingeriu alguma bebida?

- (estavas a ir tão bem… é claro que bebi, dumb ass!!) Sim, bebi água. (mais risinho nervoso…) Mas podemos fazer o teste à mesma? É que nunca fiz, e…

- Bebeu água? Mas está muito feliz para quem bebeu água, menina “de Marte”. Então acompanhe-me àquele veículo para procedermos ao teste de alcoolemia, para verificarmos se está capacitada para conduzir.

- Boa! Mas vai ver que vai dar 0.0!!!! – Estive quase a desafiá-lo para uma aposta. A dinheiro!!! Mas reconsiderei. É provável que não fosse a melhor pessoa para eu desafiar... E entretanto fui invadida pelo mentol na minha boca. Começo a mascar a pastilha ruidosamente. Se fosse um filme porno, puxaria a pastilha para fazer um fio e começaria a enrolar no indicador, à medida que olhava para o agente chico-esperto. E mais, se fosse um filme porno, aquele bocal de plástico iria sofrer todo o tipo de lambidelas, sugadelas e mordidelas possíveis. Mas, de volta à realidade… – E onde é que posso deitar a minha pastilha, para poder soprar?

- Ponha aqui – e aponta para o tapete dos bancos traseiros da carrinha da GNR, onde jaziam os tubinhos de sopro e os respectivos invólucros de plástico.

Fiz uma bolinha com a chicla verde, com a língua empurrei-a para a pontinha dos lábios e com os dedos fui buscá-la e enrolá-la num dos plásticos (se bem que podia ter tentado, simplesmente, cuspir a chicla e tentar acertar num dos muitos plásticos do chão. Tinha sido mais “pretty woman” e marcaria a minha primeira vez a soprar o baloon, numa quase década de encartamento).

- Então – diz-me ele – o procedimento é o seguinte: vai iniciar um sopro contínuo até eu mandar parar e depois vemos o resultado.

- Ok.

- Aaaaaaagora.

- Fuuuuuuuuu… (pah, desculpem lá, mas não sei escrever o som do sopro, tá?!?)

- Já está. Agora é só esperar um bocad… – entretanto apareceu o resultado – cá está. 0.0, tal como a menina "de Marte" tinha dito.

- Aha!, está a ver? Já acredita em mim, já? (se calhar não devia ter dito “Aha!” ao GNR. [Fazer apontamento mental para memória futura!! ])

E, neste momento, o arqui-inimigo que me poderia mandar prender por desacatos vários que nunca passaram do campo da minha imaginação, transformou-se no meu arqui-amigo-do-peito, e encetou uma acalorada conversa. Coisa para durar os seus seis minutos!!

O que, como seria de esperar, preocupou a minha amiga que estava dentro do carro, descalça, a massajar os pés cansados de dançar horas a fio com o índio mais sexy da party, após beber uns dois litros de cerveja. Preocupou, mas não o suficiente para se descolar do assento. Nem baixar o vidro e mandar um berro para me socorrer. Enfim…

- Então, diga-me, menina “de Marte” – agora dito com tom meloso – é de cá? (e “de Marte” é o guarda a chamar-me pelos primeiro e último nomes. Usou sempre o meu primeiro e último nomes até ao fim da conversa…)

- Não, sou dum planeta vizinho. (disse o nome da minha “terra”)

- Sabe, eu tenho péssima ideia das pessoas da sua terra. São pilhos.

- Desculpe?

- Pilhos. São mitras.

- (olha-me este gajo…) É capaz de ter razão. Afinal só um de nós dois é GNR. Pois, mas não sei dizer, já não conheço muita gente lá.

- Ah, então não está lá a viver. Está a estudar fora, é?

- A… estudar?? Já deixei de estudar há uns anos.

- Hein? Data de nascimento… Ah, pois, mas não parece nada.

- (ouve lá, oh palhaço! Não tarda nada sou trintona… Estou maquilhada e tudo. Ou pensavas que isto era o meu outfit de carnaval? Mascarada de adulta, a gaiata…!) - Ah, obrigada. Sim, mas estive a estudar em Lisboa e continuo por lá.

- Ah, Lisboa, bem me parecia!

- (Epah, és um bocado camelo! Como é que te poderia parecer?) Pois… Acho que percebo o que quer dizer.

- Então e o que estudou, qual é a sua formação?

- É “marcianite”. (disse o nome do meu curso)

- Ah, bom. E teve Direito? Eu também estudei muito Direito, sabe?

- Hummm… (olha, e se te calasses? Devia era ter-lhe dado o número do telemóvel da minha amiga-com-dores-nos-pés-que-não-me-veio-salvar. E ao entregar-lhe o número dizia-lhe “Liga-me, ‘tá?” e lambia o lábio superior… Eheheh.) - Sabe, eu tenho de ir andando, estou a sair agora da festa porque a irmã da minha amiga foi internada de urgência no Hospital. (O pior é que isto era mesmo verdade…)

- Olhe, menina “de Marte”, não se esqueça da sua carteira (que jazia esquecida na mala do carro da GNR).

- (bolas, pah! Que ar de totó tenho. Bem podia o gajo achar que eu estava bêbeda!) Ah, obrigada.

- Só mais uma coisa menina “de Marte”…

- (Porra, pára de me chamar menina e não me trates pelo meu primeiro e último nome, por favor!!!) Sim, senhor guarda?. Diga?

- O carro é seu?

- Não. É emprestado. (Ar espantadíssimo da jovem marciana: como é que ele adivinhou?!?!)

- E, diga-me, tem tudo em ordem? Inspecção, selo? Sabe onde está o livrete? Tem triângulo e colete?

- (Hesitação mental, resposta mentirosamente pronta:) Sim, claro que sim. O triângulo e o colete estão no fundo falso da mala, o registo de propriedade no porta-luvas, e o resto está no vidro e está tudo em ordem. (Resposta mental: foooooda-se, está tudo em casa, em Lisboa! Como é que me esqueci?! É bom que não me peças nada disso. Nada… Pleeeeease!!! Sim, o selo que está aí é o do ano passado, como viste quando apontaste para lá a lanterna… Mas não me peças nada!!!)

- Muito bem. Faça boa viagem e as melhoras para a sua amiga no hospital.

(A cara dele dizia: “deves pensar que me enganas. A irmã dessa está no Hospital e ela está descalça a esfregar os pés, só falta dar beijinhos nos dedinhos… E tu estás com 0.0 e com esse ar que quem acabou de chegar numa nave espacial, a dizer-me a mim que a documentação está toda em ordem… Deves estar é drunfada!”)

- Obrigada, senhor agente, e continuação de bom trabalho. (Estado de espírito hesitante entre o “Se fosses mazé chatear outra…!” e o “Obrigadinha, pah. Estava capaz de te beijar os pés por não me teres chateado por causa dos papelinhos coloridos expirados, no vidro do carro! Obrigada e que Deus te pague!)

Entro no carro e a minha amiga diz-me:

- Oh pah, porque é que demoraste tanto?

(silêncio meu e roncar furioso do motor)

25 de fevereiro de 2009















Um palhaço e um macaco a assaltar um hotel em Alcobaça??



Ao que parece, só a RTP não se fez representar...


Anda aí parceria...

ren-te-rí-a, ren-te-rí-a...

Rentería a marcar?? Desde quando? E… ao sporting? E depois volta a marcar à Naval?? Mas afinal ele está no Braga para marcar? Quem é que mudou as regras e não me avisou?

E o Alberto João não foi sambar, abanar as banhinhas??? Não foi pavonear o pneu?

Foram demasiadas emoções… Ia tendo um ataque cardíaco porque não estava a reconhecer este planeta…

Felizmente há coisas que não mudam e o Ricardo continua a defender socando para a frente…! Ainda tive dois AVC com a prestação dele no jogo com o Barcelona, mas esta semana o velho Ricardo voltou! E levou seis no papo!!! Ufa, ainda há coisas que me são familiares...

18 de fevereiro de 2009

...haxixe mto estranho...

Cá para mim o Crespo só fala mal do Sócrates porque o pediu em namoro e o PM disse que não porque andava entretido com o Magalhães...


Eu também só casco no Crespo porque sempre tive uma paixão assolapada por ele e o homem não me liga a mínima! Arre, que o homem deve ser cego...


E, ou o crespo deixa de fazer palermices, ou vou ter de me chatear. Já estou farta de não falar de mim!!! Afinal o blog é de quem? Este Crespo é mesmo danado. Sede de protagonismo, é o que é!

Macaquinho de imitação!!!

Avisam-se os grupos de risco (crianças, crentes, crespos e afins) que a linguagem que se segue poderá ser potencialmente ofensiva. Gratuitamente ofensiva. Poderá ferir a sensibilidade de algumas borboletas.
Quando toda a gente bi-neuronial (at least) já tinha rido do Presidente da República e do Primeiro Ministro por virem pôr-se em bicos de pés por causa duma missiva que um speechwritter de 13 anos do Obama terá escrito...
...vem o Dom Sebastião do jornalismo agitar as águas... ah, Leão!!
Diz o Crespo:
Ai, carédo (isto é "credo", dito à Maria Ruef), "melher"! Aqueles possidónios dos PR e do PM põem-se logo aos pulos só por receberem um cartãozinho do nigga mais conhecido do mundo. Aquele, o O'bamba, o lá o que é. Um que é assim esturricadinho...
São mesmo insuportáveis, os gajos!!! De certeza que vão guardar religiosamente o raio do cartão, os tontinhos. Só faltava emoldurar. Hão-de passar-se anos e anos e eles vão ter aquilo guardadinho. Devem pensar que um dia o vendem no e-bay! E ainda vêm para a televisão mostrar estas coisas e falar sobre elas e tal... Que grandes ineptos! Só porque o O'bamba assinou... Tristes!
Bem, mas já que aqui estamos e eu agora não me lembro assim de mais nada para dizer, e uma vez que estamos em directo, na minha rubrica semanal, vou mostrar-vos uma coisa que, por coincidência, encontrei ali num cantinhno em casa quando andava à procura do cão do tio do Sócrates para o torturar, porque ele sabe de muita coisa, viu muita coisa enquanto foi guarda no Ministério do Ambiente. Ele sabe muita coisa mas não conta nada... Só ladra!!! Mas, como eu aprendi em Washington, two can play that (barking) game!

Bem, adiante: estava eu a procurar o cão do tio do Sócretes, dei um pontapé num calhau, e o que vejo? Adivinhem lá?? Um cartão de Natal que recebi dos Clinton no ano de 1753, mais coisa menos coisa. O postalinho é assim giro, é de Natal, tem temas de Natal, está gastinho e velhinho e até tem uma piquena manchita branca (é do Bill, o maroto! Eu sabia que valia a pena guardar o cartão!!!).
No postal a família Clinton deseja à minha família (à MINHA, ok? Não é a outra...) um Feliz Natal e um Ano cheio de coisas boas. E não é que eu tive mesmo um óptimo Natal em 1753 e um ano prosperérrimo em 54? Foi tudo graças ao casal Clinton.
Abençoados sejam, e abençoada a cunha que meteram no céu para eu conseguir ter esse ano fantástico. E os Clinton não mandaram o postal para a família Silvinha, não!!! Nem para o Pinto de Sousa, não senhor!!!
Isso é que era bom!
Mandaram para MIM! E se eu fosse parolo e julgasse que isto dava notícia vinha, como o PM e o PR, para a tv mostrar, babado, o meu postalinho! Que não é naaaada daquilo que eu estou a fazer... naaão...!!
Isto é que é um cartão. (Agora cá um registo protocolar...)
Pffff! Manientos!...
(Bem, vou só ali roer mais um bocadinho de basalto da calçada porque os meus dentes ainda não estão suficientemente medonhos...)
Até já, cherries!
A excelência constante de conteúdos trazidos pela CBS de Marte... em 60 minutos...
Tic, tac, tic, tac!

17 de fevereiro de 2009

TECH-NO-LOGIC... que parte é que não se percebe?!?!?

(volume de fazer tinir os vidros, espaço na sala, e disposição pra dançar! r u ready?)

14 de fevereiro de 2009

...e entrar no espírito do dia... :)


(Ninguém me tira esta cisma de ja ter visto esta tal de "Clementina" verdalhona e magricela sem cabeleira nem aquelas roupas... Vou ligar ao Cocas a ver se sabe de alguma coisa...)


13 de fevereiro de 2009

MEC no seu melhor. Este gajo é um mestre.

Um dos grandes problemas da nossa sociedade é o trauma da morada.

Por exemplo. Há uns anos, um grande amigo meu, que morava em Sete Rios,
comprou um andar em Carnaxide.

Fica pertíssimo de Lisboa, é agradável, tem árvores e cafés. Só tinha um problema. Era em Carnaxide.

Nunca mais ninguém o viu.
Para quem vive em Lisboa, tinha emigrado para a Mauritânia!

Acontece o mesmo com todos os sítios acabados em -ide, como Carnide e Moscavide. Rimam com Tide e com Pide e as pessoas não lhes ligam pevide.

Um palácio com sessenta quartos em Carnide é sempre mais traumático do que umas águas-furtadas em Cascais. É a injustiça do endereço.

Está-se numa festa e as pessoas perguntam, por boa educação ou por curiosidade, onde é que vivemos. O tamanho e a arquitectura da casa não interessam.

Mas morre imediatamente quem disser que mora em Massamá, Brandoa, Cumeada, Agualva-Cacém, Abuxarda, Alfornelos, Murtosa, Angeja… ou em qualquer outro sítio que soe à toponímia de Angola.

Para não falar na Cova da Piedade, na Coina, no Fogueteiro e na Cruz de Pau.
(...)

Ao ler os nomes de alguns sítios – Penedo, Magoito, Porrais, Venda das Raparigas, compreende-se porque é que Portugal não está preparado para entrar na CEE. De facto, com sítios chamados Finca Joelhos (concelho de Avis) e Deixa-o-Resto (Santiago do Cacém), como é que a Europa nos vai querer integrar?

Compreende-se logo que o trauma de viver na Damaia ou na Reboleira não é nada comparado com certos nomes portugueses.

Imagine-se o impacte de dizer "Eu sou da Margalha" (Gavião) no meio de um jantar.

Veja-se a cena num chá dançante em que um rapaz pergunta delicadamente "E a
menina de onde é?", e a menina diz: "Eu sou da Fonte da Rata" (Espinho).

E suponhamos que, para aliviar, o senhor prossiga, perguntando "E onde mora, presentemente?", Só para ouvir dizer que a senhora habita na Herdade da Chouriça (Estremoz).

É terrível. O que não será o choque psicológico da criança que acorda, logo depois do parto, para verificar que acaba de nascer na localidade de Vergão Fundeiro? Vergão Fundeiro, que fica no concelho de Proença-a-Nova, parece o nome de uma versão transmontana do Garganta Funda.

Aliás, que se pode dizer de um país que conta não com uma Vergadela (em Braga), mas com duas, contando com a Vergadela de Santo Tirso?

Será ou não exagerado relatar a existência, no concelho de Arouca, de uma Vergadelas?

É evidente, na nossa cultura, que existe o trauma da "terra".

Ninguém é do Porto ou de Lisboa.

Toda a gente é de outra terra qualquer. Geralmente, como veremos, a nossa terra tem um nome profundamente embaraçante, daqueles que fazem apetecer mentir.

Qualquer bilhete de identidade fica comprometido pela indicação de naturalidade que reze Fonte do Bebe e Vai-te (Oliveira do Bairro). É absolutamente impossível explicar este acidente da natureza a amigos estrangeiros ("I am from the Fountain of Drink and Go Away...").

Apresente-se no aeroporto com o cartão de desembarque a denunciá-lo como sendo originário de Filha Boa.

Verá que não é bem atendido. (...) Não há limites. Há até um lugar chamado Cabrão, no concelho de Ponte de Lima!

Urge proceder à renomeação de todos estes apeadeiros.
Há que dar-lhes nomes civilizados e europeus, ou então parecidos com os nomes dos restaurantes giraços, tipo "Não Sei", "A Mousse é Caseira", "Vai Mais um Rissol". (...)

Também deve ser difícil arranjar outro país onde se possa fazer um percurso que vá da Fome Aguda à Carne Assada (Sintra) passando pelo Corte Pão e Água (Mértola), sem passar por Poriço (Vila Verde), e acabando a comprar rebuçados em Bombom do Bogadouro¹, (Amarante), depois de ter parado para fazer um chichi em Alçaperna (Lousã).


¹ - Bogadouro é o Mogadouro quando se está constipado!!!


foi assim que eu interpretei a metáfora:

FOTONOVELA!!!!

I.


II.

III.


IV.


12 de fevereiro de 2009

ai aqueles malandros!


Extra! Extra!



Foi descoberta prova documental.


Afinal andava alguém a praticar a assinatura do tio Zé da Horta!

Ai esta juventude...

...são uns traquinas!
Está tudo perdido!



10 de fevereiro de 2009

o tio crespo


O poeta é um fingidor


Logo, o tio Mário é um poeta!!!


(...E dos bons, carago!!!)