10 de fevereiro de 2009

BASTA PUM BASTA! Hoje sou eu que malho em tudo e todos!!!

.
.

Basta PUM Basta!!!



Uma geração que consente deixar-se representar por um Tio Zé é uma geração que nunca o foi. É um coio d'indigentes, d'indignos e de cegos! É uma resma de charlatães e de vendidos, e só pode parir abaixo de zero!



Abaixo a geração!



Desmaie o Tio Zé, desmaie! PIM!



Uma geração com um Tio Zé a cavalo é um burro impotente!



Uma geração com um Tio Zé ao leme é uma canoa em seco!



O Tio Zé é um cigano!



O Tio Zé é meio cigano! (Ai, Lelo…)



O Tio Zé saberá, (do inglês) a gramática, saberá sintaxe, saberá engenharia, saberá fazer ceias para cardeais e tricotar luvas para quem tiver frio, saberá tudo menos governar que é a única coisa que ele faz!



O Tio Zé pesca tanto de poesia que até faz sonetos com ligas de duquesas… (ou de duques?!)



O Tio Zé é um habilidoso!



O Tio Zé veste-se mal!



O Tio Zé usa ceroulas de malha! (durante o jogging matinal…)



O Tio Zé especula e inocula os concubinos! (eheheh)



O Tio Zé é Tio Zé!



O Tio Zé é José!



Desmaie o Tio Zé, desmaie! PIM!



O Tio Zé fez uma soror “f.” que tanto o podia ser como a Solange F. de Castro, ou a Leonor Teles, ou o Mestre d'Avis, ou a Dona Constança, ou a Nau Catrineta, ou a Maria Rapaz!



E o Tio Zé teve claque! E o Tio Zé teve palmas! E o Tio Zé agradeceu! (porreiro, pah!)



O Tio Zé é um ciganão!



Não é preciso ir pró Rossio (ou para São Bento) para se ser pantomineiro, basta ser-se pantomineiro!



Não é preciso disfarçar-se para se ser salteador, basta governar como o Tio Zé!


Basta não ter escrúpulos nem morais, nem artísticos, nem humanos! Basta andar com as modas, com as políticas e com as opiniões! Basta usar o tal sorrisinho, basta ser muito delicado, e usar coco e olhos meigos! Basta ser Judas! Basta ser Tio Zé!



Desmaie o Tio Zé, desmaie! PIM!



O Tio Zé nasceu para provar que nem todos os que governam sabem governar!



O Tio Zé é um autómato que deita para fora o que a gente já sabe o que vai sair...



Mas é preciso deitar dinheiro!



O Tio Zé é um soneto dele próprio!



O Tio Zé em génio nem chega a pólvora seca e em talento é pim-pam-pum.



O Tio Zé nu é horroroso! (Aqui discordo. por algum motivo é apelidado de Pinóquio…)



O Tio Zé cheira mal da boca! (está sempre a mascar chichete!)



Desmaie o Tio Zé, desmaie! PIM!



O Tio Zé é o escárnio da consciência!



Se o Tio Zé é português eu quero ser espanhol!



O Tio Zé é a vergonha da intelectualidade portuguesa!



O Tio Zé é a meta da decadência mental!



E ainda há quem não core quando diz admirar o Tio Zé!



E ainda há quem lhe estenda a mão! (Ai, tio Aníbal…)



E quem lhe lave a roupa!



E quem tenha dó do Tio Zé! (Ai, tio Aníbal…)



E ainda há quem duvide que o Tio Zé não vale nada, e que não sabe nada, e que nem é inteligente, nem decente, nem zero! (Vá, aqui discordo. Ele inteligente é! E sabe muito. Muito mais do que conta… ou do que fica registado na sua memória!)



Vocês não sabem quem é a soror “f.” do Tio Zé? Eu vou-lhes contar:


A princípio, por cartazes, entrevistas e outras preparações com as quais nada temos que ver, pensei tratar-se de soror Joana Amaral Dias a pseudo autora daquelas cartas francesas que dois ilustres senhores desta terra não descansaram enquanto não estragaram para português, quando subiu o pano também não fui capaz de distinguir porque era noite muito escura e só depois de meio acto é que descobri que era de madrugada porque o bispo (Crespo) de Beja disse que tinha estado à espera do nascer do Sol!



A “f.” vem descendo uma escada estreitíssima mas não vem só, traz também o Santos Silva que eu não cheguei a ver, ouvindo apenas uma voz muito conhecida aqui na Brasileira do Chiado. Pouco depois o bispo (Crespo) de Beja é que me disse que ele trazia calções vermelhos.



A “f.” e o Santos Silva estão sozinhos em cena, e às escuras, dando a entender perfeitamente que fizeram indecências no quarto (chama-se “malhar”). Depois o Santos Silva, completamente satisfeito, despede-se e salta pela janela com grande mágoa da freira lacrimosa. E ainda hoje os turistas têm ocasião de observar as grades arrombadas da janela do quinto andar do Convento da Conceição de Beja na Rua do Touro, por onde se diz que fugiu o célebre capitão de cavalos em Paris e dentista em Lisboa.



A “f.” que é histérica começa a chorar desatinadamente nos braços da sua confidente e excelente pau de cabeleira soror Solange F.



Vêm descendo pela dita estreitíssima escada, várias “f.”s, todas iguais e de candeias acesas, menos uma que usa óculos e bengala e ainda toda curvada prá frente o que quer dizer que é tia Manela.



E seria até uma excelente personificação das bruxas de Goya se quando falasse não tivesse aquela voz tão fresca e maviosa da Tia Manela da vizinha do lado. E reparando nos dois vultos interroga espaçadamente com cadência, austeridade e imensa falta de corda...



Quem está aí?... E de candeias apagadas?



- Foi o vento, dizem as pobres inocentes varadas de terror... E a tia Manela que só é velha nos óculos, na bengala e em andar curvada prá frente manda tocar a sineta que é um dó d'alma o ouvi-la assim tão debilitada. Vão todas pró coro, mas eis que, de repente, batem no portão sem se anunciar nem limpar-se da poeira, sobe a escada e entra pelo salão um bispo (Crespo) de Beja que quando era novo fez brejeirices com a menina do chocolate.



Agora completamente emendado revela à tia Manela que sabe por cartas que há homens que vão às mulheres do convento e que ainda há pouco vira um de cavalos a saltar pela janela. (O bispo Crespo é um ganda chibo, é o que é!) A tia Manela diz que efectivamente já há tempos que vinha dando pela falta de galinhas e tão inocentinha, coitada, que naqueles oitenta anos ainda não teve tempo para descobrir a razão da humanidade estar dividida em homens e mulheres. (Isto é mesmo coisa da Tia Manela…)



Depois de sérios embaraços do bispo é que ela deu com o atrevimento e mandou chamar as duas freiras de há pouco com as candeias apagadas. Nesta altura esta peça policial toma uma pedaço de interesse porque o bispo ora parece um polícia de investigação disfarçado em bispo, ora um bispo com a falta de delicadeza de um polícia de investigação, e tão perspicaz que descobre em menos de meio minuto o que o público já está farto de saber - que a “f.” dormiu com o que malha. O pior é que a “f.” foi à serra com as indiscrições do bispo e desata a berrar, a berrar como quem se estava marimbando pra tudo aquilo. Esteve mesmo muito perto de se estrear com um par de murros na coroa do bispo no que se mostrou de um atrevimento, de uma insolência e de uma decisão refilona que excedeu todas as expectativas. (É que o bispo Crespo está com um pó à pobre “f.”…)



Ouve-se uma corneta tocar uma marcha de clarins e “f.” sentindo nas patas dos cavalos toda a alma do seu preferido foi qual pardalito engaiolado a correr até às grades da janela gritar desalmadamente pelo seu Santinhos. Grita, assobia e rodopia e pia e rasga-se e magoa-se e cai de costas com um acidente, do que já previamente tinha avisado o público e o pano cai e o espectador também cai da paciência abaixo e desata numa destas pateadas tão enormes e tão monumentais que todos os jornais de Lisboa no dia seguinte foram unânimes naquele êxito teatral do Tio Zé.



A única consolação que os espectadores decentes tiveram foi a certeza de que aquilo não era a soror “f.” Câncio mas sim uma cancioneirada que tinha cheliques e exageros sexuais.



Continue o senhor Tio Zé a governar assim que há-de ganhar muito e há-de ver que ainda apanha uma estátua de prata por um ourives do Porto, e uma exposição das maquetes de engenharia pró seu monumento erecto por subscrição nacional do «Século» a favor dos feridos da guerra, e a Praça de Camões mudada em Praça Dr. Eng.º Tio Zé, e com festas da cidade pelos aniversários, e sabonetes em conta «Tio Zé» e pasta Tio Zé prós dentes, e graxa Tio Zé prás botas e Niveína Tio Zé, e comprimidos Tio Zé, e autoclismos Tio Zé e Tio Zé, Tio Zé, Tio Zé, Tio Zé... E limonadas Tio Zé-Magnésia.




E fique sabendo o Tio Zé que se um dia houver justiça em Portugal todo o mundo saberá que o autor de Os Lusíadas é o Tio Zé que num rasgo memorável de modéstia só consentiu a glória do seu pseudónimo Camões.




E fique sabendo o Tio Zé que se todos fossem como eu, haveria tais munições de manguitos que levariam dois séculos a gastar.




Mas julgais que nisto se resume literatura portuguesa? Não Mil vezes não!


(…)
E as pinoquices (como? pinoquices? como… de pinóquio?!?)


(…)
E todos os que são políticos e artistas! E as exposições anuais das Belas-Artes! E todas as maquetas do Marquês de Pombal! E as de Camões em Paris; e os Vaz, os Estrela, os Lacerda, os Lucena, os Rosa, os Costa, os Almeida, os Camacho, os Cunha, os Carneiro, os Barros, os Silva, os Gomes, os velhos, os idiotas, os arranjistas, os impotentes, os celerados, os vendidos, os imbecis, os párias, os ascetas, os Lopes, os Peixotos, os Motta, os Godinho, os Teixeira, os Câmara, os diabo que os leve, os Constantino, os Tertuliano, os Grave, os Mântua, os Bahia, os Mendonça, os Brazão, os Matos, os Alves, os Albuquerques, os Sousas (quais, os Tavares?) e todos os Tio Zé que houver por aí!!!!!!!!! (estes que se ponham a pau e não ousem ser “ricos”, senão vão ter a porta da entrada marcada com um símbolo, para serem facilmente reconhecidos!)



E as convicções urgentes do homem Cristo Pai e as convicções catitas do homem Cristo Filho!... (E livrai-nos de quem? Do Malamen, pois claro…)



E os concertos do Blanch! E as estátuas ao leme, ao Eça e ao despertar e a tudo! E tudo o que seja arte em Portugal! E tudo! Tudo por causa do Tio Zé!



Desmaie o Tio Zé, desmaie! PIM!



Portugal que com todos estes senhores conseguiu a classificação do país mais atrasado da Europa e de todo o Mundo! (Ganda treta!!! Ainda agora a OCDE veio dizer o contrário!! Pffff… que falta de rigor!). O país mais selvagem de todas as Áfricas! O exílio dos degradados e dos indiferentes! A África reclusa dos europeus! O entulho das desvantagens e dos sobejos! Portugal inteiro há-de abrir os olhos um dia - se é que a sua cegueira não é incurável e então gritará comigo, a meu lado, a necessidade que Portugal tem de ser qualquer coisa de asseado!



Desmaie o Tio Zé, desmaie! PIM!

casem casem... (Muahahahaaahhhhh!!)

.
.


Os meus amigos estão todos a casar. Alguns até saltaram essa parte e foram directamente para os filhos. [Sim, no plural!]




Eu não tenho essas aspirações.




E toda a gente acha que eu tenho ar, perfil e vontade de ser mãe. De ser esposa. Just for the record, I’m not housewife material!!!! [Not yet, at least…]







Ainda sou muito nova para me arruinar, penso.




E ver os casalinhos abençoadinhos a escolherem que tule, que flores, que menus, que música, que alianças e que gente levar à boda parece-me uma ocupação bastante entediante. Acredito que seja por não ser o meu, mas não deixo de achar extremamente BOOOORING!







Casar para quê? Para quem? Para ir de lua-de-mel? Para encaixar uns trocos? Para ser mais feliz? Alguém é mais feliz apenas e só por ter casado? Casar para deixar de ser pecado o truca-truca praticado duas vezes por semana e redimido, na missa, ao domingo? Tontería.







E ter filhos? Quem é que [no seu perfeito juízo] quer trazer agora mais crianças ao mundo, a este mundo? Quão egoísta é essa shit?







Sim, se calhar sou só eu que sou ressabiada…


[Fonix, e acabei de criar aqui uma aliteração espectacular. Sou genial. Relacionalmente inepta, mas genial no meu conjunto…]







Ao explicar esta minha angústia a um amigo [um que vê sempre o copo meio cheio], chegámos à conclusão – pfff, como são tontos os “outros” – que agora os casais andam todos eufóricos, mas que daqui por uns meses o discurso muda:







Ela começa a queixar-se que ele deixa a toalha no chão e a tampa da sanita levantada. [Eu cá acho que eles fazem de propósito! Alguns até devem vir a sair do WC e lembram-se “Ah, porra, quase me esquecia de deixar a tampa para cima só para termos do que falar hoje, à mesa…”]




Ele começa a queixar-se que desde que o puto nasceu nunca mais pinaram decentemente… “É tudo a correr e ela anda sempre cansada!” [snif, snif, vai mais uma caneca de cerveja para o bucho!]


Nunca mais vão ao cinema.




Os jantares românticos vão envolver biberões [em vez de velas] e sogras [em vez de maîtres].




Os Natais terão de ser divididos entre duas famílias e os presentes recebidos vêm em nome dos dois – e, estranhamente passam a ser para nenhum deles: são “para a casa”. [Olha, sabes que mais? BARDAMERDA! Sabes onde é que podes enfiar o salazar*?]




São as depressões pré e pós-parto, as estrias, as celulites… [Se eu quiser celulite e estrias e tudo isso, como chocolates. E os chocolates não me sugam o leite nem a paciência, nem choram de madrugada, nem me rasgam para sair de dentro de mim – não, este último ponto não é discutível…]




E os momentos de luxúria? “Oh querida, porque não pões aquela lingerie que sabes que eu adoro ver?”. Resposta: “Olha, meu caro buda, porque desde que emprenhei do TEU filho, engordei dezoito quilos. Essa lingerie era o S e eu estou a usar um tamanho com mais “X” que os teus filmes porno!! É por isso, meu querido!! Já para não falar que as minhas maminhas outrora rijinhas e suculentas agora são dois funis [doridos de leite UHT] que me dão pela cintura…”


.
.
.








Por um minuto fartei-me de rir com a maldade. Deleitei-me e regozijei com a desgraça alheia, mas depois senti um aperto [e juro que não era da roupa interior…]. Toda eu fui amofinação.
.




[Vou ligar aos meus amigos e mostrar-me solidária com o sofrimento deles.]



.
.







*Referência mais-que-explícita ao post já aqui abaixo…

salazar? ...who?!

Ah e tal, o salazar era um espectáculo

Ah e tal, com o salazar é que era!!!

Era tudo aproveitadinho, não havia desperdício...

Então não é que, afinal, o Salazar era um queridinho???
Um resistente, um sedutor, um proporcionador de prazer???



.


Querem lá ver que vou ter de começar a ter sonhos eróticos com o velhinho salazar??, pensei eu!!
A cena:

Eu a lamber o salazar....

Ele a sujar-me a toda, a deixar-me lambusada, com os dedos peganhentos e a boca doce. É cabelos, é roupa, é pele, tudo peganhento, fruto daquele exercício manual que me cansa imenso!

WOW!! Quanto potencial...

Mas espera lá: estamos a falar
.



DESTE

ou

DESTE


.
. .

..

. .


(É que mais facilmente consigo imaginar o rapa-tachos a proporcionar-me prazer...
Mas isso sou eu, que devo ser uma picuinhas de merda!!!!)
.

eu & tu no palco

Os homens são apressadinhos. E isso é equipamento de série. É que já nem se fabricam sem o serem. Trazem o chip da pressa tão metidinho, tão metidinho que não conhecem outra condição.



E hoje sim, apeteceu-me generalizar. Hoje é tudo farinha do mesmo saco. É tudo farinha Amparo!



Lá porque somos simpáticas ou afectuosas não quer dizer que estejamos de quatro. As mulheres são naturalmente afáveis, até mesmo as duronas têm este lado. E os homens acham que por sermos amáveis amantes, somos amores.


(Ei, ca burros!)



Actualmente os homens já não detêm a exclusividade do sexo-por-sexo. E eu nem sequer gosto particularmente dum affair sem suporte, sem algo que me seduza, sem me sentir envolvida, mas daí a ter de estar apaixonada para partilhar a cama… gimme a break!



O amor per si não me cativa. O amor é o que fica quando a paixão desmaia, e a mim não me convence. Por enquanto quererei ser (ou estar) apaixonada. E apaixonar-me-ei todos os dias, se preciso.



Mas falar-lhe (ou falar-me) disto parece-me contraproducente. Como o oblique gaze ou efeito prismático, em que se estivermos a olhar directamente para algo não conseguimos ver tão nitidamente como se estivermos de olhos semicerrados a olhar ligeiramente para o lado.



Também os sentimentos se olhados directamente perdem a sua essência. Quando demasiado esmiuçados começam a desvanecer-se e só uma alteração de perspectiva (foco) ou um piscar (fechar) de olhos funcionam como redefinidor de contornos.





(pena que esmiuçar seja defeito meu…)

---


Gosto da paixão como gosto do plateau. Quase todos os (homens e mulheres) que conheço trabalham para o orgasmo. Correm para ele como se este lhes fugisse. Não me seduz sobremaneira, o orgasmo. Posso induzir-me vários, e desde criança os associo ao sono. Não são, por isso, uma prioridade.

O que me faz disparar os sentidos é o plateau, o pré-orgasmo; aquele estado letárgico, sublime, em que me domino, transcendo, excito e exercito. Se fosse uma maratona, eu correria 41km e ao percorrer o 42º, voltava para atrás. Correria até meio do percurso, voltaria a correr no sentido correcto, e andaria assim, de um lado para o outro, a evitar a meta. (Talvez não a correr – a saltitar, abanando os braços para me impulsionar).



Porque gosto de (me) explorar. E ao outro, de o cheirar e tocar e provar. Lamber--lhe os lábios devagar. Sentir a sua boca entreaberta. Deixar a minha mão percorrer- -lhe o corpo, abrindo caminho para que os lábios a imitem. Gosto de boquear (foi o verbo que inventei agora para traduzir algo com “tactear com a boca”). Gosto de cheirar o homem com quem estou. Gosto de o lamber.



É assim que sou. Tenho a maior das dificuldades em ser compreendida pelos homens que se sentem diminuídos na sua masculinidade ao repararem que não estou ali pelos orgasmos múltiplos. Poor guys. Eu não preciso que me "dêem" orgasmos! Seria como oferecerem-me lingotes de ouro; guess what?, tenho uma despensa cheia! Eu gosto, claro, são prazeirosos, mas esses orgasmos construídos em trinta segundos uso-os basicamente para combater a insónia.


O que me move é o prazer de ficar horas a fio a contemplar, admirar, esculpir, tactear o meu e o seu corpos. Construir um plateau onde fique a aproveitar-me dos seus recursos, do seu empenho, da sua energia. Não andar a pensar que orgasmos simultâneos é que são bons. Não são. Os deles duram três, os meus bastantes mais segundos. Há uma lacuna grande em que, devido ao estado de "sensibilidade" dele, não tenho o feedback pretendido. Trabalharem ou dedicarem-se os dois a um mesmo objectivo é muito mais profícuo.







8 de fevereiro de 2009

tá bonito, ta...

Eu sempre disse que neste blog não se aprende nada.
Quem não quis acreditar vem aqui dar uma espreita de vez em quando!
Azar do caraças. Eu avisei...

:)


Primeiro deliciem-se com a fabulosa legendagem; vejam, então, uma segunda vez, só para ver o video. Até é giro. A mim, pelo menos, dá-me logo vontade de dançar! Mas eu sofro de dançarinice aguda...

6 de fevereiro de 2009

espreitei pela fechadura...

Saído do passado envolto em nevoeiro, chegou um amigo que a fez lembrar-se de si. Ele lembra-se de como ela era feliz. Ruiva e farta e sorridente. E do cheiro que tinham os seus cabelos ondulados, de fogo. Lembra-se, porque o guardou bem guardado, da sobrancelha que ainda hoje se atira ao ar quando se chateia.


Lembra-se da voz dela e de como cantava bem. Das saias que usava, das botas de que mais gostava.


No liceu eram amigos. Agora ele é um pedaço daquele passado que ela já tinha esquecido.


A ela sabe-lhe bem viver aqueles momentos de partilha, de recordação, de glamour e de prazer que ele lhe proporciona. Ela fica três décadas mais jovem quando fala dele. Ela ri-se como há muito não ria.

Quando a chuva a deprime, é nas palavras dele que procura alento e conforto e mais um sorriso. São amigos, eu sei. Mas são mais que isso…


O romance deles ainda é adolescente; trocam telefonemas e mensagens que cruzam, com pressa, o Atlântico.


Compreendem-se como ninguém e estão a viver uma paixão secreta. São ambos casados e ela é mãe. A minha.

4 de fevereiro de 2009

prostitutas do relax

O Afectado abriu o jornal e, após ler repetidas vezes os vários anúncios da categoria “Relax” decidiu postar. E com razão.


A gaja de Marte, ao ler o post do afectado lembrou-se que já andava a querer escrever sobre isto há muito tempo, mas esquecia-se sempre de o fazer.



Vamos então ao que interessa:


Quem não gosta de passar os olhos pelas fotos que mandam para o DN, para a categoria “Relax”??


Eu sei que eu gosto!


Às vezes podia querer procurar emprego, ou casa, ou carro (coisas inúteis e – pfff – legais)…


…mas o que realmente prende os olhos no suplemento dos classificados são as fotos com ou sem rosto, mas sempre com bundas 42 e peitinho XL.


Aaaaaaaaadoro! Simplesmente adoro!



Elas são meninas, mulheres, ora casadas, ora sós, à procura de companhia. (E de pagamento, porque a água e a luz não se pagam sozinhas!)



Uma coisa é certa: são todas “boas comó milho”, corpinho de atleta, e todas têm um peitinho copa DD – para quem não sabe, são precisas duas mãozinhas para segurar cada balãozinho desses! (Daí a necessidade de inventar o gang bang, ou para que é que achavam que servia? Julgavam que eram correntes de amizade masculina, não?)



Ainda assim, continuo a crer que as anunciantes são boas raparigas, muitas estudantes (porque os códigos Civil, de Direito Penal e Direito Comercial não são baratos!). E como estudar pode ser uma pain in the ass, ao menos se for para doer, que doa por algum motivo! E toca a ser bailarina exótica, ou a celebrar um contrato de aluguer ou ACD (aluguer de curta duração), mas ao menos as clausulazinhas estão bem redigidinhas!!!


A julgar pelo que escrevem devem passar algumas dificuldades, as coitadas, porque estão todas “esfomeadas”. É triste, mas verídico. Elas dizem sem vergonhas, nos textos que publicam, que comem tudo. Não deixam nenhuma gotinha. Imaginem lá a fominha que estas Marias Madalenas passam… Até se me cai uma lagriminha…


E algumas passam dificuldades tais que nem têm uns trocos para ali ao mini-preço comprar uma lâmina. É o caso de algumas que vão logo avisando que, como não há pilim e elas não são accionistas da Veet nem da Gillette, mantém as pilosidades. É o caso da “peludinha” ou “mulher pêssego”. É assim, é tudo à francesa!


E por falar em francesa, elas também fazem espanholada. (Não, alter ego, espanholada não é uma variante que envolve pilinha e maminhas... Naaaaaao!! Espanholada é uma dança!!! Olé!)


[acho que ele acreditou…]



Parece-me que as gajas não devem ter falta de amigos que as alimentem, porque a maior parte delas é roliça ou cheiinha, ou tem carne para ser agarrada, dizem elas. [Quando, ainda umas linhas acima, tinham corpo de atleta… Eu percebo! Elas não disseram de que tipo de atleta! Provavelmente têm corpo de atleta olímpica de lançadora do dardo, do disco ou do martelo. Daquelas moçoilas com um arcaboiço de meter medo!] Não admira que andem sempre esfomeadas, as pobres coitadas!



E já que falamos de atletismo, será que praticam exercício físico? (mais uns minutos dedicados à leitura dos classificados e voilà!, eis que aparece a referência!). Não só fazem como promovem o exercício entre os clientes – para além do sexo, claro.


Alter ego: Sexo? Ah este post era sobre sexo???


Eu: Pronto, pronto, voltamos às metáforas senão o alter-ego passa-se!


(Concentra-te! o tema era “exercício físico”)…


Pois é! As raparigas armam-se em Personal Trainers e toca a brincar à apanhada. Foi o que descobri quando li em vários anúncios “adoro pegada”, “vem me pegar” e outras expressões afins, todas referentes à actividade física. Muito saudável. Um bem-haja a estas beneméritas...


E se nos Jogos Olímpicos, nalgumas modalidades de atletismo, o que vale é a melhor de três, na vida real estas criaturas de Deus, como sabem que a vida é dura, e às vezes o desempenho não faz jus à preparação física dos seus amigos, ainda dão de bónus uma 2ª tentativa. Isto é que é serem amiguinhas, não é? Digam lá...!



Ah, e são poliglotas! (Sim, porque dizer “aaaai aaaaaai” ou “oooooh oooooooh” em diferentes línguas não é pêra doce!)



No final de tudo, o que mais me enternece é que quase todas são umas verdadeiras cavalheiras, e como são umas românticas, ainda oferecem um botão de rosa… :p


(e esta questão, alter ego, é melhor nem abordarmos, para bem da tua sanidade!!! Eheheh!)

quanto, quanto?

4-1

quanto? acho que não ouvi bem...

quantos a quantos?

Aaaaaah, QUATRO A UM...
:p
SÓ PARA CONFIRMAR...
"ai, até os comemos e o cuaralho..."
Up yours! :)

Girl Power

Que raio de “poder” é este?


O poder da mulher não reside numa supremacia evidente, mas nos jogos e manigâncias que maquiavelicamente vai engendrando: uma teiazinha aqui, uma costurazinha acolá e vamos fazendo uma manta de retalhos em que as nossas vontades são Lei.



Mas isto só resulta às vezes. E mesmo às vezes, só resulta na nossa cabeça!



(Boa!...)

28 de janeiro de 2009

FINDING NEMO!!!


Oh Nemo, seu malandreco, estavas aqui e não dizias nada?

E todos à tua procura, maroto...

26 de janeiro de 2009

os 3+1

Já toda a gente ouviu falar nos três R.




Pois então, fiquem a saber que agora são QUATRO. (Actualizem-se, pah – o 4º R é de REPENSAR. Aliás, é o 4º mas é o primeiro. É o que deve ser feito antes de todos os outros.)




A teoria dos três… perdão, dos quatro R fala-nos sobre o meio ambiente, mas podia perfeitamente estar a descrever muitas das pessoas que conheço e das atitudes que têm perante os sentimentos. Duvidam?







REPENSAR – ah, esta sou eu. Eu sou do género repensador. Penso, repenso, moo1.

Eu sou do tipo de pessoa que pensa demasiado nas coisas. Tanto que até assusta. Tanto que tira algum significado a algumas coisas e cria novos significados noutras.




Esta é a pré-acção: primeiro pensar sobre as existências, o dever e haver, e sobre a pegada sentimental que deixamos no(s) planeta(s).




Pensar sobre como podemos ser mais eficientes, coerentes, assertivos.




Sentir mais. Sentir melhor. Sentir bem. Sentir bom.







(E agora os três R…)




REDUZIR – reduzir é o que faz quem, uma vez amachucado (tipo folha de papel, em formato bolinha) nunca mais volta a alisar. Esta pessoa impõe um limite de emissão de sentimentos para a atmosfera. E cumpre criteriosamente, sem espaço para o fortuito. Aplica o protocolo de Quioto ao coração e à cabeça e faz questão de pagar multas e fustigar-se quando (muito raramente) ultrapassa a sua quota. Sim, estou a lembrar-me de alguém em concreto.





REUTILIZAR – os reutilizadores são aqueles que não vêem os sentimentos como simbióticos. É usado o mesmo molde, deriva do mesmo protótipo (que já faliu) sendo aplicado indiscriminadamente. Como tal, não tendo empenho para a construção de um novo projecto, cola com cuspo este sentimento, utilizável de pessoa em pessoa, até à falência do modelo implementado ou ao desgaste e rotura dos materiais utilizados.





RECICLAR – este é o mais complexo dos quatro passos. Para se reciclar sentimentos, é preciso separá-los primeiro:




Sentimentos de papel e cartão para um lado – são sentimentos solúveis, mas os mais comuns e mais práticos.




Para outro compartimento vão os sentimentos plásticos e enlatados que demoram anos a desintegrar-se ou decompor-se. Estes são mais resistentes mas podem ser tóxicos exactamente pelos seus componentes.




Os sentimentos de vidro são imutáveis. Estão formatados, cristalizados, têm muita saída pela fiabilidade e durabilidade e são, nalguns casos, mandatórios – segundo a ASAE.













Para se reciclar os sentimentos tem de, primeiro, separá-los e, depois, transformá-los. Para se reciclarem sentimentos pega-se naqueles afectos combalidos que temos guardados há anos em caixas velhas de sapatos novos.




Como ficamos sempre com a sensação de que poderemos vir a precisar dessas paixões num futuro próximo não nos desfazemos delas. (Big mistake!)




Os sentimentos antigos, empoeirados, fora de uso, aqueles que guardámos e de que já nem nos lembramos, somados aos sentimentos (porventura recentes), que são perniciosos ou simplesmente sabem mal, dão uma óptima matéria-prima.





Junta-se tudo muito juntinho. Pica-se tudo muito picadinho. Aquece-se tudo muito aquecidinho. Esquece-se tudo muito esquecidinho.




Por meio de exercícios vários de relativização e reactivação cerebral engendra-se uma nova forma (leia-se [fôrma]) para acomodar estes sentimentos estranhos, distantes ou confusos. Há que deixar macerar e depois descansar para que levede.




E quando terminado o compósito e idealizadas as formas finais (aqui sim, [fórmas]) a dar ao lote de sentimentos, podemos até nem ficar com ele.




Podemos simplesmente dar-lhe forma e, reconhecendo um ou outro retalho que em tempos nos foi querido, oferecê-lo a conhecidos, a desconhecidos, como retribuição ou primeira aproximação.




Ou podemos soprá-los ao vento, sem destino.




Os bons sentimentos feitos de fragmentos antigos têm novas feições, novas utilidades, farão novas pessoas mais felizes e mais ricas.







E se eu te der um pouco dos meus sentimentos reciclados e receber um pouco dos teus, podemos criar uma instalação digna do Guggenheim Bilbao.









.





.


1) Isto não sou eu a mugir, sou eu a conjugar o verbo moer na 1ª pessoa do singular, presente do indicativo…

23 de janeiro de 2009

MUTATIS MUTANDIS (lembrei-me hoje!!)

Para mim, desde os tempos de Faculdade, MUTATIS MUTANDIS e HAKUNA MATATA são a mesma coisa!!! :D


Com a diferença de ser, respectivamente, Latim e Suahili...
e com a diferença de um ser aplicado sobretudo no Direito e a outra ser aplicada onde se quiser...





tanto que, a música do Rei Leão "hakuna matata" deu uma óptima mnemónica para os cadeirões em que havia muito a decorar.


"MUTATIS MUTANDIS... é tão fácil dizer..."


O Pumba e o Timon foram uns belos companheiros de Faculdade!! :)
ESPECTÁCULO!!!








(do que me fui lembrar...)

20 de janeiro de 2009

so... CUM AND GET IT!!!


…E quando uma pessoa pensa que já viu tudo…





…encontra-se por acidente, inbound Londres, com uma antropóloga cinquentona, de ascendência polaca, casada com um egípcio, que tem casa nas Caldas da Rainha.





Até aqui nada de impressionante…





A antropóloga está neste momento a colaborar no lançamento de uma revista britânica. Mostrou-me o nr. 0 da revista, que está muito bom. Then again, vão ter de ser feitas algumas alterações no #1, porque o #0 mostra “too much skin”. E mostra. Após demorada conversa, em que os pontos em comum são sempre enaltecidos, surge o entusiasmo em conhecer outras pessoas, contactos trocados, convites feitos, convites aceites. Sou capaz de colaborar com a revista em breve.



A revista, entre vários artigos interessantes, tinha uma nota que me deixou curiosa. Ou desconfiada. Uma das duas.

Uma receita chamada “creamy cum crepes”. Sim, é mesmo isso. (Se houver alguém interessado em conhecer a receita eu envio-lha). Fui procurar o livro de onde essa receita foi tirada.


Chama-se Natural Harvest e diz assim:


“Semen is not only nutritious, but it also has a wonderful texture and amazing cooking properties. Like fine wine and cheeses, the taste of semen is complex and dynamic. Semen is inexpensive to produce and is commonly available in many, if not most, homes* and restaurants. Despite all of these positive qualities, semen remains neglected as a food. This book hopes to change that. Once you overcome any initial hesitation, you will be surprised to learn how wonderful semen is in the kitchen. Semen is an exciting ingredient that can give every dish you make an interesting twist. If you are a passionate cook and are not afraid to experiment with new ingredients - you will love this cook book!”


"Querido, já estragaste tudo*!!!
Não te disse que queria fazer pudim?"








*E lá está: e se se acaba?? Não é propriamente como a farinha, que se vai pedir ao vizinho do 2º esquerdo (que por sinal é bem giro...)!!!

19 de janeiro de 2009

mééééé... muuuuuuu...

Adoro esta frase não ofensiva:

"Tens umas belas trombas para levar no focinho, meu grande animal!"

the truth. the whole truth, and nothing but the truth, so help me, God

Amendment V

“No person (…) shall be compelled in any criminal case to be a witness against himself,...”


Ora aqui está uma coisa interessante produzida pelos americanos…

G-l-o-v-e-s

Se não pretendes dar continuidade imediata ao meu tesão não puxes por mim. Não me seduzas devagarinho, não me cheires a mão para rescender os vestígios das luvas de pele que acabei de descalçar. Não me pegues na mão assim, delicadamente. Não o faças. Isso excita-me. Apenas não o faças.

Temos zero em comum. Apenas os minutos em que não há olhos abertos à nossa volta (excepto um barman que testemunhou a troca de uns beijos esfomeados). O catalisador é sempre a noite. A saída. A bebida. O proibido.

E os nossos olhos fazem sempre o mesmo: fecham-se e fingem. E ali não é preciso mais nada.

(Deixa-te ir, bolas!!!)

Quando te toco não penses sobre isso, deixa-te ir. Ou então não, mas sê coerente. (Já sei: és coerente com a tua vontade…)

Não me dês a boca quando vou despedir-me de ti e procuro a face. Se a procuro é para marcar uma posição. Algo como “não penses que é quando tu queres”. Mesmo que de facto seja, pretendo fingir [para ti e para mim] que estamos em pé de igualdade. Só para fabular sanidade.

Ah, e não me fales do perfume partido de outra pessoa. (Já agora).

umbi

Hoje, comichosa como sou, vou debruçar-me sobre o umbiguismo.

Os umbiguistas são aqueles que só olham para si mesmos, para o seu umbigo. São ensimesmados e, por isso, tacanhos.

Sim, vou tecer uma enxurrada de adjectivos não muito simpáticos sobre essas individualidades.

Há pessoas que são super divertidas ou animadas ou isto ou aquilo mas que sofrem da síndroma do filho único, quer realmente o sejam quer não.

O filho único é aquele que (por incapacidade congénita, posso admitir em teoria) não consegue pensar nos outros – a não ser, claro, que isso lhe traga algum proveito ao nível do bem-estar.

É que nem sequer é necessariamente uma pessoa perniciosa. É apenas deficiente! Sem capacidade ou habilidade para pensar além do espaço físico que ocupa. Não consegue perceber que lá porque tem calor os outros podem não ter; lá por ter sono, a sua tenção de dormir não prevalece sobre a dos outros. A sua intenção de comer não implica a intenção de mais ninguém.

Os meus horários e vontades são meus. Se só me apetece determinada coisa a determinada hora, fá-la-ei. Não impedirei, no entanto, que as vontades dos outros se concretizem. Os umbigueiros são assim como eu, mas nem pensam naquilo que quem está ao lado possa querer.

Até pode ser uma pessoa extremamente cavalheira, gentil e atenciosa na porção “social” da sua vida, mas é extremamente deformado e egoísta no quinhão “íntimo” da sua personalidade, independentemente disso.

Nem sequer o fará com más intenções. A questão está em ser-se uma pessoa que nem sequer pensa ou considera as pessoas que os rodeiam.

Nunca ninguém lhe disse “és um egoísta de merda” e, se calhar por isso, nunca se dedicou a olhar para os outros como iguais a ele. Se calhar é isso mesmo. Esta incapacidade vem de se julgar um ser perfeitamente incrível e excêntrico, cheio de tão grandes qualidades que tem de ver satisfeitas as suas necessidades (todas e imediatamente) não obstante as tenções, vontades ou birras de quem o rodeia.

E estou-me nas tintas para aquilo que o umbigueiro diz sentir. Isso não compensa nada. Preferia que estivesse calado e que me pusesse em primeiro lugar uma ou outra vez, nem que fosse só para experimentar.

Mas o altruísmo não é bem a onda dessa malta, percebo.

[Deviam arriscar porque até sabe bem.]

E daí,

se sabe bem já não é altruísmo… é igualmente umbiguismo, egoísmo, a procura duma simbiose hedonista, só que conquistada a partir dum preliminar abnegado e filantropo.

Ou seja… é melhor ainda, parece-me a mim.

Tenta.

It's a win/win situation!

.

Todos passamos por momentos complicados. Uns mais que outros. Uns dizem que não têm problemas na vida. Nenhuns. De facto fingem-no. Têm tantos como os outros mas fá-los mais felizes pensar (dizer) que não. Ou então preferem não olhar para eles como problemas. Se lhes chamarem “pastilhas” em vez de “problemas”, não têm problemas, de facto. Têm pastilhas.

Seja feita a vossa vontade. Siga a marinha.


A maior parte de nós acredita (declaradamente ou não) em qualquer coisa grande, maior, que traça ou produz o teatro humano. Mas quando alguém se vê perante um destino terrível improrrogável, tanto crianças como adultos esquecem deuses e adorações, teorias evolutivas e leis... e chamam pela mãe.

nubes


Fui passear.
Fui a uma ilha habituar o ouvido a outra língua! (Não, não é no sentido físico da coisa!! Blhergh!)

Adoro ver as nuvens do lado de cima. Vistas de baixo são chatas, direitinhas. Todas sentadinhas. Por níveis, mas todas sentadinhas e bem comportadas.

Já vistas de cima elas soltam-se, são elas mesmas. São rebeldes. Parecem os meus cabelos... excepto na cor. E na forma. E em tudo.



Gosto de nuvens. Gosto de flutuar nas nuvens.




Ah, e já estou de volta! :)

Pronta para continuar a pensar com os dedos.

12 de janeiro de 2009

Um obstáculo passivo externo

e a incapacidade de lidar com ele.


Ai ai, sublimação!!!!

...who?!?!

E se lhe ligasses?

Eu? Nem pensar. Ele que diga alguma coisa!

E se ele estiver a pensar a mesma coisa?

Não, não está. Está a aplicar uma teoria qualquer.

Ou uma terapia, um tratamento de choque. Eitherway, caguei.


Ah sim, nota-se!! Estás mortinha por lhe falar...



Eu?!?!

Não, o Papa!